10/08/2008
Acordamos cedo, tomamos mais um banho para garantir (já que iamos passar mais uns dias sem banho, acampando!), entramos na van e seguimos viagem até a Sourdough Roadhousepara um típico café da manhã: panqueca com bacon e ovos!
- Sourdough Roadhouse
- Letreiro do Sourdough Roadhouse
- Café da Manhã super light!
Seguimos viagem ainda pela Richardson Highway em direção à Glennallen, para conhecermos o Centro de Visitantes do maior parque nacional dos EUA, o Wrangell-St. Elias National Park.
A estrada é algo impressionante! Uma reta interminável, com aclives e declives, mas sempre reta
Richardson Highway - Viu que impressionante?!
No Centro de Visitantes tivemos a oportunidade de assistir a um vídeo muito interessante sobre o parque e fizemos uma pequena caminhada guiada por uma guarda-parque, explicando sobre a formação geológica do local, sua fauna e flora. Conhecemos mais de perto algumas berries, frutinhas da família dos morangos e amoras.
Entrada do Parque Wrangell-St. Elias Centro de Visitantes
Vista do rio Copper
Highbush Cranberries
Rosehip Cranberry
Voltamos para a van e seguimos viagem. A próxima parada foi em Liberty Falls, uma área de recreação ao lado das quedas d’água que dão nome ao local. Como estava próximo da hora do almoço, fizemos uma pequena caminhada e voltamos para comer alguma coisa. Bom, não era bem “alguma coisa”… tinha até salmão defumado!
Lau caminhando em Liberty Falls
Lau e eu na Liberty Falls
Hora do almoço!
Todos satisfeitos, seguimos viagem em direção às cidades “quase” fantasmas de Kennicott eMcCarthy, 60 milhas dentro do parque. A estrada que vai para estas cidades é muito interessante, pois é uma antiga linha de trem, que teve seus trilhos retirados durante a 2ª Guerra Mundial (para serem derretidos e usados na confecção de armas). Atravessamos o canyon do rio Kuskulana e paramos um pouco para tirar algumas fotos da bela região e para uma pequena caminhada, para ver uma ponte antiga, toda de madeira, da época da ferrovia. Estávamos na trilha quando nos deparamos com um jovem urso pardo! Ele se levantou nas patas traseiras, farejou e saiu correndo. Ainda bem, pois o urso pardo é o mais agressivo de todos! Pena que não fomos rápidos para tirar uma foto.
Chegando na ponte sobre o rio Kuskulana
Ponte sobre o rio Kuskulana
Canyon do rio Kuskulana
Antiga ponte da linha de trem
Seguimos então até o local de nosso próximo acampamento, uma ilha fluvial entre o rioKennicott e o McCarthy Creek. Para preservar a região, carros não são permitidos nesta parte do parque, e o meio de locomoção entre as duas cidades são vans. Porém, os moradores podem usar seus carros e, como o pessoal da Adventure Alaska Tours possui terras na região (o local onde acampamos é deles), nossa van teve acesso e nosso equipamento foi levado até próximo ao acampamento.
As águas revoltas do Rio Kennicott
Ponte apenas para pedestres sobre o rio Kennicott
Armamos as barracas, organizamos as coisas e fomos para McCarthy, conhecer esta famosa cidade “quase” fantasma. Hoje algumas pessoas moram na cidade, mas por alguns anos, ela realmente foi uma cidade fantasma. Em outro post falarei sobre isso.
Lau organizando as coisas na barraca
Demos uma volta na cidade e entramos na Wrangell Mountain Air, uma pequena empresa que faz vôos panorâmicos pela região. Olhamos os preços (meio caro…) mas como não pretendiamos voltar ao Alasca, resolvemos fazer o vôo. Jess e Steve se animaram mas Bill resolveu ficar com Joe em terra firme.
Hotel em McCarthy
Fomos levados de van até a pista de pouso e decolagem onde encontramos com Kelly, dono da empresa e piloto (segundo Joe, o melhor da região!). Bom, acomodar a Laura, Jess e o Steve foi fácil. O problema era eu, que quase não cabia no minúsculo avião. Fui na frente, ao lado de Kelly, mas não podia me mexer, pois qualquer movimento com as pernas poderia esbarrar em algum daqueles inúmeros botões. Seja o que Deus quiser!
O aviãozinho em que voamos!
Lau, pronta para a decolagem!
Kelly, nosso piloto
Levantamos vôo e logo tivemos certeza que o dinheiro havia sido muito bem gasto. A vista era magnífica! Enormes glaciares davam a impressão de correr como rios congelados, por todas as partes. Por 45 minutos, pudemos sobrevoar diversas montanhas, glaciares e antigas minas de cobre no alto das montanhas.
Glaciares
Gelo azul nos glaciares
Mina de Cobre na montanha

Kelly, Lau, eu, Jess e Steve depois do vôo
Ao voltarmos, encontramos Joe e Bill no bar da cidade e fomos para nosso acampamento. Já estava no final do dia e quase na hora do jantar. Fizemos uma fogueira para nos esquentar na hora de comer, ficamos conversando sobre o vôo e fomos dormir, anciosos com o dia seguinte!
Amanhã tem mais!
Pedro Lacaz Amaral






