4
  
     

Viagem a Camarões, África

No país todo, não há hospitais nem escolas gratuitas, até as mantidas por congregações de igrejas requerem pagamento, mesmo que simbólico. Na verdade, o salário da maioria das pessoas parece ser simbólico.

O salário mínimo é 25 mil francos, o equivalente a mais ou menos 113,00 reais. E os preços que vimos no supermercado são semelhantes aos do Brasil. Ou mais caros, pois há muita coisa importada, laticínios da França, arroz da Índia, papel higiênico da China, café solúvel do Brasil, difícil encontrar algo industrializado produzido aqui.

Não há transporte público, as ruas são dominadas por taxis, que funcionam na base da lotação, com preço fixo. O trânsito é caótico e os carros se trombam o tempo todo.

Pra se virar, as pessoas põem barraquinhas na frente de suas casas pra vender o que têm, às vezes meia-dúzia de laranjas, um colchão velho, peças de carro, bananas fritas, etc. E exigem gorjeta pra tudo, pra autorizar uma foto, pra calibrar pneus, às vezes até pra dar uma informação.

O que se vê de mais rico aqui em prédios e casas, ou é do governo, ou é da Igreja.

48% da população vive abaixo da linha de pobreza. No entanto, em 6 de novembro, víamos as pessoas nas ruas comemorando o aniversário da posse do presidente Paul Biya, que está no poder há trocentos anos, e foi reeleito pela na última vez com a quase totalidade dos votos. Em cada estabelecimento comercial ou instituição há uma foto dele, às vezes também estampada nos vestidos bufantes das mulheres ou nas camisas coloridas dos homens.

As paisagens são lindas, muitas palmeiras, floresta tropical, especialmente em Bamenda, ao norte, região de forte produção de café e cacau. O litoral também é muito bonito.

Mais pro sul, em Kribi, visitamos duas aldeias de pigmeus, um povo de baixa estatura que ainda conserva os hábitos rudimentares da sua origem, vivem da caça, da colheita de frutos da mata, e mais atualmente dos donativos e das gorjetas que as pessoas que vão lá fotografar levam. Eles retribuíram a nossa visita com uma dança típica, cujo vídeo vocês podem ver abaixo.

Tribo Pigmeu no Camarão

Luciana Barbieri

Arquivado em: Deuter, Viagem Tags: Viagem

Leia Também!

Favorite e divulgue!

4 Comentários em "Viagem a Camarões, África"

  1. Igor Guedes de Carvalho disse:

    Nossa, sem escolas públicas e hospitais. Não é a toa que países como Somália se tornaram redutos de piratas. E o Camarões, com a ausência do Estado pode ir pelo mesmo caminho.

  2. Belo texto. Sempre achei que os pigmeus eram canibais!!

  3. Estéfany! disse:

    do jeito como escreveu não parece ” muito preocupada com os problemas dos outros”, não é? o modo como se expressou me pareceu rude.

  4. Estéfany! disse:

    bom, ótima iniciativa de contar o que viu!

Deixe o seu comentário!

Comentar!

© 2012 Adventure Zone. Todos os direitos reservados. XHTML / CSS Válidos.
Desenvolvimento Mario Nery.