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Sinais do Caminho

Sinalização do Caminho Francês

Como se sabe que se está no Caminho certo? Como não se perder?
Quando se está no Caminho Francês de Santiago, perder-se, hoje, é quase impossível. O caminho está muito bem sinalizado, e como é muito percorrido e muito povoado, sempre há alguém alertando para a direção certa.
Mesmo que se esteja muito distraído, não é fácil se perder. Um cuidado especial é, se, apesar da boa sinalização, ficar perdido, não seguir cegamente, outro peregrino. Como se diz no Caminho, ele pode estar tão perdido quanto você…
Ficar atento aos sinais, sempre! No Caminho, como na vida.
Na década de 60, o Caminho estava muito abandonado, as antigas trilhas cobertas por estradas, plantações, ou por mato.
Alvaro Cunqueiro, um grande escritor galego, relata como ele parecia um extraterrestre ao fazer o Caminho, no inicio da década de sessenta, no seu livro Por el Camino de las Peregrinaciones. As pessoas estranhavam:
- Peregrino? O que é isso?
Ou:  - Há 2 anos, passou um peregrino por aqui…
O padre Elias Valina, pároco de O Cebreiro, e autor de um guia do Caminho, vendo como as pessoas se perdiam, teve uma idéia magistral. Pediu as sobras de tinta a uns trabalhadores que pintavam a estrada e saiu a pintar setas amarelas nas trilhas: em árvores, em pedras, em casas.

Como se sabe que se está no Caminho certo? Como não se perder?

Quando se está no Caminho Francês de Santiago, perder-se, hoje, é quase impossível. O caminho está muito bem sinalizado, e como é muito percorrido e muito povoado, sempre há alguém alertando para a direção certa.

Mesmo que se esteja muito distraído, não é fácil se perder. Um cuidado especial é, se, apesar da boa sinalização, ficar perdido, não seguir cegamente, outro peregrino. Como se diz no Caminho, ele pode estar tão perdido quanto você…

Ficar atento aos sinais, sempre! No Caminho, como na vida.

Na década de 60, o Caminho estava muito abandonado, as antigas trilhas cobertas por estradas, plantações, ou por mato.

Alvaro Cunqueiro, um grande escritor galego, relata como ele parecia um extraterrestre ao fazer o Caminho, no inicio da década de sessenta, no seu livro Por el Camino de las Peregrinaciones. As pessoas estranhavam:

- Peregrino? O que é isso?

Ou:  - Há 2 anos, passou um peregrino por aqui…

O padre Elias Valina, pároco de O Cebreiro, e autor de um guia do Caminho, vendo como as pessoas se perdiam, teve uma idéia magistral. Pediu as sobras de tinta a uns trabalhadores que pintavam a estrada e saiu a pintar setas amarelas nas trilhas: em árvores, em pedras, em casas.

Seta na castanheira em As Passantes, Galicia

Flecha na base do cruzeiro. Colina de Mostelares, Castrojeriz

Seta em Murias de Rechivaldo, Castilla y León

Assim, nasceram as famosas setas amarelas (cuidado para não perguntar por setas amarelas, ou os espanhóis lhe darão cogumelos…), as flechas amarillas do Caminho de Santiago, conhecidas hoje mundialmente, e em formato normal, ou estilizadas, o mais importante sinal do Caminho de Santiago, de todos os caminhos de Santiago.

Outros caminhos em outras terras, o caminho de Santiago em outros países europeus, usam as flechas amarelas para sua sinalização.

O caminho do Sol e os Passos de Anchieta, no Brasil, usam as setas amarelas e na Alemanha podem ser encontradas flechas e conchas amarelas em muitas cidades de peregrinação jacobéia.

Seta amarela na caminhada Passos de Anchieta, no Espírito Santo

Sinalização em Bamberg, Alemanha

Sinais em Nurnberg, Alemanha

Na Navarra, outros sinais são encontrados. Duas faixas, uma branca, outra vermelha, podem sinalizar as trilhas. São vistas também faixas brancas e verdes, sinalizando trilhas paralelas, perto do Caminho de Santiago e onde se pode encontrar água.

Sinalização às margens do Rio Arga, Navarra

Sinalização no Caminho Aragonês Foto: Edna Vieira

Conchas tipo vieira, estilizadas, também são usadas na sinalização. No inicio do Caminho elas apontam a direção com a parte mais afilada. Na Galicia, a direção é apontada pela parte mais larga. Nas cidades, elas estão muito presentes nas paredes e até no chão das ruas

Conchas no Caminho de Santiago, em Castilla y León

Sinais em Mino, no Caminho Inglês

Conchas sinalizadoras em Viana, Navarra

Sinalização em Ventosa, La Rioja

Concha em Logroño, La Rioja

Concha em Jaca, Aragon. Caminho Aragonês Foto: Teresinha Orro

Concha na Via de La Plata Foto: Graciliano Menezes

Por que as conchas são usadas para a sinalização, vamos falar mais adiante.

O Caminho Português também está bem sinalizado. Alguns peregrinos portugueses, liderados pelo Alex Rato, Ana Perdiz e Luis Gomes, recentemente sinalizaram todo o caminho que sai de Lisboa.

Seta na Sé, no centro de Lisboa. Caminho Português Foto: Alex Rato

Outros caminhos de Santiago  não tem uma sinalização tão adequada. No Caminho Inglês, no Primitivo, na Via de la Plata, no Caminho do Norte, há vários trechos com sinalização deficiente. Nos Pireneus, muitas setas são colocadas no chão, e são difíceis de serem vistas, especialmente no inverno, quando ficam cobertas pela neve.

Sinalização no Caminho Inglês

Sinalização no Caminho Inglês

Sinalização na Via de La Plata Foto: Graciliano Bezerra de Menezes

Flecha pintada no asfalto e quase invisível, na subida dos Pireneus (Caminho Francês)

Quando da entrada na Galicia, a sinalização, nestes caminhos menos percorridos, melhora bastante, devido ao trabalho continuo de preservação dos Caminhos, feito pela Xunta da Galicia e pela Associação Galega de Amigos do Caminho de Santiago.

Clinete Lacativa

Arquivado em: Deuter Tags: Trekking

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