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Ricardo Cosme fala sobre “Platô” – o filme

Conversamos com Ricardo Cosme, autor do filme “Platô“, selecionado para participar da Mostra Competitiva de Filmes de Montanha, festival anual a acontecer agora no fim de outubro no Cine Odeon, Rio de Janeiro.

Vista da Lagoa Rodrigo de Freitas a partir do Platô da Lagoa (imagem do filme)

 

Confira abaixo maiores detalhes a respeito:

EC> Poderia se apresentar resumidamente para quem não te conhece?

RC> Meu nome é Ricardo Cosme, sou carioca e tenho 27 anos. 

EC> Direto à pergunta: como surgiu a idéia do filme “Platô”? O que tentou “entregar” com o curta?

RC> Acho que na realidade tudo começou quando ainda era pequeno, hehe. O meu falecido pai, que era português, já tinha como hobby a captação de imagens em Portugal. Quando chegou no Brasil transformou este hobby em profissão. O nosso apartamento era inundado por cabos, projetores, câmeras e toda essa parafernália audiovisual.

Essa herança ficou de lado até o final de 2007 quando comecei a fotografar. Lembro que não conseguia investir muito tempo nisso por conta do foco excessivo em alcançar algumas metas na escalada esportiva. Mas, no ano passado apareceram duas lesões muito chatas que me forçaram a enxergar outras coisas além da escalada, naquele momento perto do final de 2009 eu decidi pegar o pouco que tinha aprendido na fotografia e me dedicar com mais seriedade ao audiovisual.

Comecei fazendo alguns vídeos de escalada sem muita pretensão e alguns destes se passavam no Platô da Lagoa. Daí em janeiro resolvi tentar fazer um filminho de escalada somente naquele local. A justificativa para fazer isto no Platô e somente lá era basicamente uma questão de logística. Ali eu poderia colocar em prática com mais facilidade o meu laboratório experimental de captação. A questão é que rapidamente me deparei com um trecho da história da escalada esportiva brasileira que se passou justamente ali naquela parede. Seria um descaso não tentar documentar aquilo. Assim o “filme de escalada” foi ganhando pintadas de documentário.

PLATÔ é um filme de *escalada*, bem humilde por sinal, que apresenta uma vertente documental.

Uma das antigas e históricas agarras cavadas por franceses no Platô, prática “banida” hoje em dia

 

EC> Quais os participantes deste projeto)?

RC> Eu faço o projeto em conjunto com a Quel(Raquel Guilhon). Temos um suporte das marcas Deuter, Lorpen, Princeton Tec e Edelweiss. Na promoção contamos oficialmente com a incentivadora equipe do EC. O 8a.nu do Brasil que é mantido pelo Pedro Stabile e o site videoclimb.com têm realizado sem compromisso uma divulgação bem bacana. No caso do videoclimb.com um ponto interessante é a divulgação para os gringos.

EC> Quanto tempo investiu nas filmagens e na produção como um todo?

RC> Aproximadamente uns 7 meses na produção mais 2 meses de pós-produção.

EC> Sabemos que o filme é independente, que é preciso investir muitas das poucas “horas vagas” neste tipo de realização. O que te motiva em fazer estes vídeos de escalada?

RC> Olha, na realidade é um conjunto de coisas. O retorno positivo dos colegas da escalada como também de toda a comunidade sem dúvida é o combustível principal para o projeto. Levar um pouco da escalada brasileira para o exterior com atenção à qualidade do trabalho também é outro ponto muito motivante. Finalmente citaria a possibilidade de se expressar artisticamente em alguns trabalhos.

EC> “Platô” foi selecionado pra Mostra Competitiva deste ano. Manda pra gente a data e hora de exibição!

Opa, com certeza!
Cine Odeon
22(sexta) de outubro na sessão de 21h.
Mais informações em www.filmesdemontanha.com.br.

EC> E tens alguma idéia já em mente para o futuro?

Já tenho alguns rascunhos para o próximo ano, mas prefiro mantê-los em portas fechadas por enquanto.
O retorno do público até o momento tem sido mais do que suficiente para manter o incentivo de continuar as produções.
O que posso adiantar é que depois do festival eu vou matar as saudades dos vídeos curtos voltados para a internet e da fotografia, que serve como uma saudável válvula de escape durante o processo de produção.

Trailer Oficial (clique aqui para ver em maior resolução)

 
 
Platô da Lagoa é uma polêmica falésia carioca que sediou um dos primeiros campeonatos de escalada esportiva do Brasil. Explorada intensamente na década de 90, a sua localização e acesso são incomparáveis.
 
Essa produção está inserida no projeto FALESIASdoRio falesiasdorio.com.br , que é patrocinado por Deuter, Princeton Tec e Lorpen, e, apoiado por EscaladaCafe.com.br e Edelweiss.
  
Entrevista por Cláudio Brisighello do Escalada Café
Arquivado em: Deuter, Escalada, Lorpen, Princeton Tec

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