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Posto 6 (Copacabana – Rio de Janeiro) x Saco do Mamanguá (Paraty) remando em um caiaque.

Relato de uma viagem que fiz com meu camarada Vinil em que saímos de Copacabana em direção a Paraty em um caiaque oceânico completando mais de 200km de remada.
Confira.
Relato de uma viagem que fiz com meu camarada Vinil em que saímos de Copacabana em direção a Paraty em um caiaque oceânico completando mais de 200km de remada.
Confira!
Posto 6 Copacabana

Salve galera …..

Eu havia desistido de fazer esse relato, até porque remada não é a minha especialidade. Mas, após os reclames de muita gente, aí vai….

Após uma viagem rilex à casa da Veronica que fica no Saco do Mamanguá em Paraty, tive uma idéia ….. “Porque não ir do Rio até Parati de Caiaque???”


Já sabia quem era a pessoa certa para essa trip, meu camarada Vinil (Luiz Paulo).

Vinil… A “pessoa certa”

Depois de realizarmos um trabalho em um daqueles hotéis de luxo que fica em Mangaratiba, a viagem já estava mais que fechada. Só faltava montar toda a logística e viabilizar a viagem.

Pegamos o caiaque, um oceânico lindo, emprestado com o Miro, os coletes com o Junior, separei os remos desmontáveis de reserva, o fogareiro e todo o equipo de camping, uma barraca single wall que cortei o fundo para ficar mais leve, GPS, sacos estanques da Sea to Summit que a Proativa forneceu para essa viagem.
Com todo o equipo de pé, chegou à hora de montar a logística. Quantos Kms iríamos remar por dia, quais seriam os pontos de bivaque, o que levar de comida, onde teríamos socorro, telefones de emergência, entre outras mil coisas.
Certamente a tecnologia nos ajudou muito no que diz respeito à orientação e navegação.
Essa parte da logística era fundamental e ficamos alguns dias em frente ao computador viajando no Google Earth e jogando as longitudes e latitudes dos nossos pontos para o GPS. Mas, o velho e bom mapa não foi descartado, e fomos até a mapoteca do CEB em busca de alguns mapas que poderiam nos ajudar. Xerocamos as partes mais importantes para nossa navegação em folha A3 e plastificamos.

Esquema com os mapas que plastificamos

Parecia que a viagem iria acontecer mesmo.
Demos mais alguns ajustes no leme da embarcação, afinamos alguns detalhes e no dia 01/11estávamos no Posto 6 (Praia de Copacabana).
O dia acordava e já tava tudo bem agitado, afinal nesse mesmo dia em Copacabana, aconteceria uma parada Gay.
Com ajuda da Simone, mãe do Vinil, tiramos o barco e nossas tralhas do carro e em uma despedida emocionada por parte da Simone, zarpamos.

Simone dando uma mãona arrumação do ciaque no Posto 6.

O dia estava nublado, o vento a favor, as condições eram perfeitas e assim íamos passando pelas famosas praias do Rio de Janeiro. Realmente essa cidade é linda.

Contornos do Rio Dois Irmãos e Pedra da Gavea

Já na altura da Praia da Barra, vimos uma cena triste. Balões voavam em direção ao oceano. Alguns caíram no mar, mas um foi resgatado por criminosos que além de cagar o mar, acabam botando fogo nas matas e podem causar um grande acidente aéreo. O pior é saber que a fiscalização disso é muito fácil, revoltante.
Voltando a olhar para o litoral, relaxamos e vimos um cara de Stand Up. Muito legal. Chamei o cara para ir a Paraty e acho que ele não gostou muito da ideia não… (hehehe) mas, mesmo assim, nos saldou com um grande sorriso.

Partiu Paraty maluco…??? 🙂

Fomos remando sem parar com o mar calmo e depois foi ficando agitado quando estávamos para chegar ao nosso destino e uma chuva fina começou a cair e aí, teríamos que desembarcar em ondas nada convidativas a um caiaque oceânico.
Escolhemos a Praia do Meio que fica ao lado da Praia do para desembarcar e também porque sempre tem gente no Perigoso.
O desembarque foi complicado como já imaginávamos. Entrou muita água na cabine e o caiaque ficou muito pesado. Com uma certa dificuldade tiramos o barco da arrebentação e levamos até a praia.

O complicado desembarque na Praia do Meio

O Primeiro dia estava cumprido. Montamos nosso acampamento entre a vegetação, e por causa da chuva que caía pensamos que teríamos uma noite complicada, mas a barraca nos surpreendeu e dormimos confortavelmente.

Barraca que apelidamos de Eugeca, cortamos o fundo  e as saias para ficar mais leve.

Visitante noturno dentro da nossa barraca sem chão.

Primeiro dia: Copacabana x P. do Meio

Na manhã do dia seguinte acordamos com tudo bem molhado do lado de fora, comemos dentro da barraca e começamos a arrumar as coisas. Uma breve olhada para o mar e na praia, para vermos o melhor lugar para passar pelas arrebentações com o caiaque.

Com tudo arrumado, zarpamos novamente para o início do nosso segundo dia de remada. Passamos pela Pedra da Tartaruga e tive a oportunidade de ver as Falésias de Guaratiba de outro ângulo. Um lugar Clássico de escalada móvel no Rio explorado há muitos anos por Andre Ilha e Cia.
Desembarcamos na calma Praia de Guaratiba, na intenção de pegar água potável e reforçar o café da manha antes de entrar na Restinga da Marambaia.

Todas as tralhas para entrar no barquinho

Reforçando do café.

Ao passar pelo canal que divide a Restinga da Marambaia do continente, entramos em outro mundo. Tivemos que sair do caiaque por alguns metros, outros passar com a mão e o leme levantado, era um manguezal lindo nunca tinha visto aquilo antes.

Entrando no Manguezal

O manguezal se transformava em rios que fomos navegando, passando por uma paisagem exuberante e água quente com muita vida, pássaros, caranguejos e para nossa surpresa muita, mas muitas águas vivas. Eram tantas que elas ficavam penduradas nas árvores com a maré baixa.
Aquele mangue era um verdadeiro labirinto, não tinha mapa ou GPS que ajudasse.

Rios no mangue

Porém, com sorte saímos do outro lado do Mangue, já dentro da Baía de Sepetiba. De um lado era o gigantesco braço que se estendia do continente e do outro o próprio continente. A Restinga é tão incrível que quando estávamos no meio da baía, uma boa parte dela não podia ser vista de tão baixa que era a faixa de areia, só sabíamos que ali tinha terra porque tínhamos um mapa.
Tentávamos remar em linha reta ao nosso destino para não gastar energia à toa e contornar qualquer borda seria uma perda de tempo e energia, ou seja, estávamos no meio da Baía de Sepetiba com mais de 5 Km de um lado e outros 5 Km para o outro, remando em linha reta orientados pelo GPS. Socorro na Restinga era muito precário, e remar pro outro lado com apenas um remador seria improvável. Acho que esse foi o primeiro momento que eu pensei: “E essa parada aqui realmente não é brincadeira.”
Foi um dia lindo, nosso destino seria o outro extremo da Restinga, mais uma ilha no caminho nos convidava, ela já estava em nossos planos e foi lá que fizemos nosso segundo Bivaque.

Jaguanum a vista… Uffaa.. (P. do Sul fica do outro lado da Ilha)

Ilha de Jaguanum. Desembarcamos na Praia do Sul já no fim da tarde. Em um bar comemos um pastel e a dona nos deixou dormir embaixo da cobertura do bar.

As pessoas começaram a não acreditar de onde estávamos vindo.

Praia do Sul

Contemplando a noite. – Agora eu ja posso falar que dormir no bar.

P. do Meio x Juaguanum

Um pôr do sol lindo, uma noite linda e um despertar mais lindo ainda. Novamente arrumávamos nossas coisas e esperávamos um dia tranquilo de remada, pois esse seria o dia mais curto.

Poucos minutos de remada e a natureza nos recompensa novamente. Golfinhos por todos os lados! Simplesmente maravilhoso. Mais 7km em linha reta e saímos da Baía de Sepetiba, depois era mar aberto e ainda bem calmo.

Foi uma remada bem tranquila, apesar da ansiedade de estar em mar aberto. Nosso azemute era a Praia de Palmas em Ilha Grande e como disse antes esperávamos uma remada curta e tranqüila, principalmente após ter remado 50 km no dia anterior. Mas não. Chegando em Ilha Grande o vento não nos deu trégua e encaramos um vento muito forte de frente que quando parávamos de remar, voltávamos na velocidade de 2 à 4km/h para trás e nossa velocidade cruzeiro não passava de 4 ou 5 para frente. Foi um pedaço bem pequeno, mas bem duro.

Com o nariz e os labios já bem maltratados pelo sol e sal

Após lutar contra o vento, desembarcamos em Ilha Grande. Lá ficamos no bar Aldeia Velha que é de dois casais amigos do Vinil, uma galera muito gente fina que nos recepcionou inacreditavelmente bem.

Chegando em Palmas

Juaguanum x Palmas (Ilha Grande)

Mais uma vez montamos a barraca e ficamos embaixo da cobertura do bar.

Nesse dia, nos demos o luxo de dormir até um pouco mais tarde e tínhamos o objetivo de chegar do outro lado da ilha no dia seguinte. O percurso era pequeno, mas o vento que pegamos no dia anterior não nos deixava relaxar tanto, arrumamos tudo e nos despedimos dos amigos.

Mais uma vez dormindo no bar.

Saindo p/ P. Vermelha, mas antes um pulo.

Praia Vermelha era nosso destino, e assim contornamos Ilha Grande.

Continuo contando essa historia num próximo post.

Arquivado em: Deuter, Outros Esportes, Rafting, Viagem Tags: Outros Esportes, Rafting, Viagem

5 Comentários em "Posto 6 (Copacabana – Rio de Janeiro) x Saco do Mamanguá (Paraty) remando em um caiaque."

  1. Gledson Silva disse:

    Qd for, me chame!!!!

  2. Júlia disse:

    Muito boa essa viagem.
    Partiu Paraty maluco???Foi a melhor parte.
    O visual muito lindo!!
    Parabéns meninos!! Abraços!

  3. vinicius disse:

    isso q vc fez vai ficar marcado na sua vida para sempre.foi um feito de muita coragem eu conheço oa saco de mamangua passei toda a minha infancia indo pra lá.meu tio ainda mora lá.quando vi sua historia nao acreditei eu remo tb mais ainda nao fiz nenhuma loucura dessas.parabens

  4. flávio disse:

    estou treinando vou fazer a travessia barra de guaratiba paraty, mas vou sozinho .

  5. leo disse:

    Simpleente foda essa historia parabens… quero muitofazer essa experiência. ..

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