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Pedra da Mina – A história de um Recorde

Com Sandro Dias e Liofoods

 

Decolar das mais altas montanhas do Brasil e do mundo. Um sonho que venho alimentando desde que comecei a escalar, muito antes de aprender a voar. Venho trabalhando esse sonho desde sempre. Aprendi a voar com esse intuito e desde então venho desenvolvendo minhas técnicas de decolagem e voo sob esse prisma. Em outubro de 2009 iniciei os trabalhos de captação e desde então venho buscando recursos para iniciar esse ousado projeto. Um ano depois, no dia 12 de outubro de 2010, o primeiro passo foi dado, decolei da quarta maior montanha do Brasil a Pedra da Mina, com 2798 m.

A Pedra da Mina fica localizada na serra da Mantiqueira, na divisa dos estados de Minas Gerais e São Paulo. É o ponto culminante dessa magnífica formação e fica bem no centro da travessia mais difícil do Brasil, a Serra Fina. Local de treinamento para montanhistas brasileiros que pretendem fazer alta montanha e alcançar o cume de locais como o Aconcágua e o Everest por exemplo.

 

Nessa expedição um novo recorde brasileiro foi estabelecido. Eu me tornei o primeiro homem a decolar do cume da Pedra da Mina que passou a ser a decolagem mais alta já realizada em território nacional.

 

Nesse tipo de expedição quanto menos peso melhor. O equipamento pessoal de cada um estava restrito a uma muda de roupa seca para a noite, um saco de dormir e a roupa do corpo. Comida, levamos liofilizada. A comida liofilizada é desidratada em um processo que tira toda a água do alimento, tornando o mesmo extremamente leve e compacto. A Liofoods, única empresa nacional que prepara esse tipo de alimento, apoiou a expedição. Comida é um item que pesa muito, dá volume, consome muito gás e leva tempo para ser preparada. Com a comida liofilizada da Liofoods, tínhamos uma variedade enorme de alimentos que jamais conseguiríamos preparar na montanha, como o feijão por exemplo. Em uma pequena panela com um pouco de água fervendo, em menos de cinco minutos conseguia preparar uma refeição completa com feijão, arroz, carne de soja e batatas. Se fosse fazer o mesmo da maneira tradicional levaria quase uma hora,gastaria o triplo de água, várias panelas e o feijão não existiria. Sem contar que o peso aumentaria em sete quilos aproximadamente na mochila. Comida liofilizada não é um luxo, mas uma necessidade no sucesso desse tipo de expedição. O peso que tiramos da comida foi o mesmo acrescido pelo parapente e pelos equipamentos de filmagem. No fim das contas tudo foi equilibrado como se fosse uma expedição com comida normal e sem os itens citados.

 

Vou narrar para vocês minha primeira impressão sobre o uso de comida liofilizada nessas expedições (o texto abaixo foi extraído do relato que estou escrevendo contando com detalhes toda a expedição):

“Rodolfo Guedes, resolveu preparar uma comida convencional para sua equipe e para o Cacau, que ficou sozinho em uma barraca, para poder se recuperar melhor. Eu e Chumbinho agilizamos um jantar com comida liofilizada. Era a primeira vez que utilizaria esse tipo de alimento na montanha, nunca antes tinha tido acesso a essa tecnologia. Era o momento do teste. Íamos começar a preparar, ao mesmo tempo em que eles, dois tipos diferentes de comida. Assim saberíamos qual realmente era a mais indicada para esse tipo de situação. O vento estava tão forte (acima dos 100kmh) que tivemos que fazer algo contra indicado, acender o fogareiro dentro da barraca. Não havia condições de acendê-lo na varanda, o vento entrava por baixo com violência e o fogareiro não permanecia aceso. Fechei a barraca, coloquei água na panela, pus a tampa embaixo do fogareiro, para isolá-lo do tecido da barraca, e o acendi. A estratégia se mostrou eficiente e segura. Em poucos minutos uma macarronada com rúcula, azeitonas pretas, batatas gratinadas e provolone estava pronta para consumo. Incrível, menos de dez minutos desde o inicio dos trabalhos e tínhamos uma refeição de restaurante dentro de uma barraca de camping, há 2.000m de altitude, em um dos lugares mais inóspitos do planeta. Menos de meia hora depois, já estávamos deitados proseando quando ouvi Rodolfo avisar que a comida deles estava pronta. Realmente a comida liofilizada poupa, tempo, esforço e diminui o peso, consideravelmente, em expedições como essa. Um pequeno botijão de gás dura toda uma expedição como a que fizemos com esse tipo de comida. Basta ferver a água e jogar a comida dentro. O que mais vão inventar?”

Agradeço a Liofoods por acreditar no projeto e nos agraciar com a praticidade, leveza e sabor de seus alimentos. Sem sombra de dúvidas, nossa expedição teria sido extremamente mais penosa sem seu apoio fundamental.

Fotos da Expedição Pedra da Mina e entrevistas tiradas do rádio e da TV já estão à disposição no meu site: www.aventurasreais.com.br

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Arquivado em: Liofoods

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