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Modalidades de Trekking: a nuvem e o relógio

Estabelecer uma diferença entre as “modalidades” de Trekking é uma tarefa complicada. Afinal, não há uma regularização do esporte. No entanto, para seus praticantes há uma nítida diferença entre o “Trekking de competição” e o “Trekking de longa distância”. Seja qual for a fronteira dessas duas modalidades, resta-nos como praticantes definir seu conteúdo, destacar suas lógicas, atualizar suas funções e virtualidades, tomando-se o cuidado de tornar nítidas suas diferenças.
O “Trekking de competição”, ou enduro a pé como ficou conhecido no Brasil interessa-se, antes de tudo pela precisão do relógio; o “Trekking de longa distância”, por outro lado, mais pelas nuvens. Gosto dessa analogia porque o importante no enduro a pé não é a velocidade e sim manter-se no percurso correto e no tempo certo. Utiliza-se planilhas com velocidades médias, distâncias e símbolo-referência. Rígidos e controlados os participantes se pautam pela precisão do relógio.
Por outro lado, o que predomina na natureza e na nossa modalidade é a nuvem, forma definitivamente simples, imprecisa, flutuante, mutável, sempre em movimento. Nossa modalidade se encaixa nessa ordem da realidade: a variedade das paisagens, do clima, do tempo e claro, das próprias nuvens e dos nossos passos durante o percurso. Vale mais a pena olhar o céu e a natureza ao nosso redor do que o tempo passando a conta gotas nesses aparelhinhos atrelados ao nosso braço.
Normalmente realizado entre dois pontos visíveis no mapa, o objetivo final do “Trekking de longa distância” é percorrer o trajeto pré-estabelecida aproveitando o que há de melhor pelo caminho. Não existe competição, é praticado por grupos com equipamentos para pernoites, alimentação própria e suprimentos. Três bons exemplos são a Trilha Inca no Peru, que percorre as principais ruínas incas no país (duração de 4 dias), a Trilha do Nepal (duração de 10 dias) e os Passos de Anchieta, caminhada entre os municípios de Vitória e Anchieta no estado do Espírito Santo (duração de 4 dias) que busca reproduzir o mesmo trajeto percorrido a cada 15 dias pelo Padre Anchieta durante o século XVI.

Estabelecer uma diferença entre as “modalidades” de Trekking é uma tarefa complicada. Afinal, não há uma regularização do esporte. No entanto, para seus praticantes há uma nítida diferença entre o “Trekking de competição” e o “Trekking de longa distância”. Seja qual for a fronteira dessas duas modalidades, resta-nos como praticantes definir seu conteúdo, destacar suas lógicas, atualizar suas funções e virtualidades, tomando-se o cuidado de tornar nítidas suas diferenças.

O “Trekking de competição”, ou enduro a pé como ficou conhecido no Brasil interessa-se, antes de tudo pela precisão do relógio; o “Trekking de longa distância”, por outro lado, mais pelas nuvens. Gosto dessa analogia porque o importante no enduro a pé não é a velocidade e sim manter-se no percurso correto e no tempo certo. Utiliza-se planilhas com velocidades médias, distâncias e símbolo-referência. Rígidos e controlados os participantes se pautam pela precisão do relógio.

Por outro lado, o que predomina na natureza e na nossa modalidade é a nuvem, forma definitivamente simples, imprecisa, flutuante, mutável, sempre em movimento. Nossa modalidade se encaixa nessa ordem da realidade: a variedade das paisagens, do clima, do tempo e claro, das próprias nuvens e dos nossos passos durante o percurso. Vale mais a pena olhar o céu e a natureza ao nosso redor do que o tempo passando a conta gotas nesses aparelhinhos atrelados ao nosso braço.

Normalmente realizado entre dois pontos visíveis no mapa, o objetivo final do “Trekking de longa distância” é percorrer o trajeto pré-estabelecida aproveitando o que há de melhor pelo caminho. Não existe competição, é praticado por grupos com equipamentos para pernoites, alimentação própria e suprimentos. Três bons exemplos são a Trilha Inca no Peru, que percorre as principais ruínas incas no país (duração de 4 dias), a Trilha do Nepal (duração de 10 dias) e os Passos de Anchieta, caminhada entre os municípios de Vitória e Anchieta no estado do Espírito Santo (duração de 4 dias) que busca reproduzir o mesmo trajeto percorrido a cada 15 dias pelo Padre Anchieta durante o século XVI.

Trekking na Patagônia - Parque Nacional Los Glaciares - Argentina

Cada uma dessas modalidades exige equipamentos, preparação e vigor físico diferenciados. Nós do Litoral Trekking somos praticantes do “Trekking de longa distância”. Utilizamos mochilas cargueiras da marca Deuter com o sistema Aircomfort. Essas mochilas ainda dispõem de sistema de hidratação, item indispensável para qualquer modalidade do esporte. Como nossos trajetos duram 4 dias ou mais, enfrentamos sol a pico, ventos litorâneos, chuvas tropicais. Essa mochila mostra-se uma companheira inseparável para enfrentar qualquer uma dessas situações: mantendo-nos hidratados com o Streamer (reservatório de água) de 3 litros, dispondo de grande espaço interno para guardar um Anorak e a capa de chuva embutida para enfrentar qualquer tempestade.

Fazer uso dos equipamentos corretos e de qualidade reconhecida garantem um trajeto seguro e prazeroso para essa modalidade. Afinal, já imaginou percorrer 22 quilômetros até a cidade mais próxima com uma das alças da mochila arrebentada? Ou então perder seus alimentos porque a água encharcou a mochila? Ou pior, um dos membros desmaiar por desidratação? Por isso, escolha com cuidado seus equipamentos antes de sair de casa.

Nós do Litoral Trekking desejamos a todos nesse ano de 2009 aventuras inesquecíveis.


Arquivado em: Deuter, Montanhismo, Trekking Tags: Montanhismo, Trekking

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