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Escaladora Lynn Hill

Lynn Hill é uma extraordinária escaladora. Nascida em 1961, cresceu na Califórnia, Estados Unidos, e começou a escalar aos 14 anos de idade após praticar ginástica olímpica durante a infância. Na sua lista de conquistas destacam-se: campeã do Rock Master por cinco vezes, campeã da Copa do Mundo em 1989, foi a primeira pessoa a fazer a primeira ascensão em livre do The Nose em Yosemite entre muitas outras conquistas de campeonatos e rocha. Em plenos 47 anos, ela continua escalando e alguns meses atrás, mandou o clássico boulder “Chablanke” V11/V12 em Hueco Tanks.

Lynn Hill é uma extraordinária escaladora. Nascida em 1961, cresceu na Califórnia, Estados Unidos, e começou a escalar aos 14 anos de idade após praticar ginástica olímpica durante a infância. Na sua lista de conquistas destacam-se: campeã do Rock Master por cinco vezes, campeã da Copa do Mundo em 1989, foi a primeira pessoa a fazer a primeira ascensão em livre do The Nose em Yosemite entre muitas outras conquistas de campeonatos e rocha. Em plenos 47 anos, ela continua escalando e alguns meses atrás, mandou o clássico boulder “Chablanke” V11/V12 em Hueco Tanks.
Saiu, na última edição da revista americana The Urban Climber Magazine, uma entrevista com informações atuais sobre a vida de Lynn Hill agora. Como ela já deu muitas outras entrevistas (para a Planet Mountain e Moutain Zone, por exemplo), faço aqui uma compilação das partes mais interessantes (com tradução livre):
Urban Climber – Como você se descreveria?
É difícil me descrever em simples palavras mas eu falaria que eu sou o seguinte: determinada, focada, otimista, certamente gosto de rir mas sou intensa quando as coisas ficam sérias, reflexiva, idealista e eu geralmente prefiro qualidade do que quantidade.
Urban Climber – Quais são os seus preferidos tipos de escalada hoje em dia?
São a escalada esportiva, boulder e a escalada tradicional. E porque sou mãe, tento limitar minha exposição à situações de grande risco no mundo alpino.
Urban Climber – Por que você escala?
Eu aprecio ficar totalmente engajada no processo de escalada como uma meditação de movimento. Não é possivel ter sucesso e crescer na vida se eu não me sinto desafiada regularmente. O que o melhor amigo diria ser minha melhor característica? Eu tenho um alto nível de integridade, fidelidade.

Lynn Hill é uma extraordinária escaladora. Nascida em 1961, cresceu na Califórnia, Estados Unidos, e começou a escalar aos 14 anos de idade após praticar ginástica olímpica durante a infância. Na sua lista de conquistas destacam-se: campeã do Rock Master por cinco vezes, campeã da Copa do Mundo em 1989, foi a primeira pessoa a fazer a primeira ascensão em livre do The Nose em Yosemite entre muitas outras conquistas de campeonatos e rocha. Em plenos 47 anos, ela continua escalando e alguns meses atrás, mandou o clássico boulder “Chablanke” V11/V12 em Hueco Tanks.

Saiu, na última edição da revista americana The Urban Climber Magazine, uma entrevista com informações atuais sobre a vida de Lynn Hill agora. Como ela já deu muitas outras entrevistas (para a Planet Mountain e Moutain Zone, por exemplo), faço aqui uma compilação das partes mais interessantes (com tradução livre):

Urban Climber – Como você se descreveria?

É difícil me descrever em simples palavras mas eu falaria que eu sou o seguinte: determinada, focada, otimista, certamente gosto de rir mas sou intensa quando as coisas ficam sérias, reflexiva, idealista e eu geralmente prefiro qualidade do que quantidade.

Urban Climber – Quais são os seus preferidos tipos de escalada hoje em dia?

São a escalada esportiva, boulder e a escalada tradicional. E porque sou mãe, tento limitar minha exposição à situações de grande risco no mundo alpino.

Urban Climber – Por que você escala?

Eu aprecio ficar totalmente engajada no processo de escalada como uma meditação de movimento. Não é possivel ter sucesso e crescer na vida se eu não me sinto desafiada regularmente. O que o melhor amigo diria ser minha melhor característica? Eu tenho um alto nível de integridade, fidelidade.

Lynn Hill trabalhando Chablanke (V12) em Hueco Tanks. Foto por Sam Davis

Planet Moutain – (…) Você apareceu na arena das competições e imediatamente fez o seu nome. O que tudo isso lhe trouxe?
Eu acho que competições são uma coisa muito boa, especialmente para jovens escaladores. Sem dúvida elas são algo positivo. O circuito de competição te dá a chance de conhecer outras realidades, em um nível internacional, para se experimentar coisas grandes. As competições te ajudam a se preparar; você aprende a dar o seu melhor exatamente naquele momento. Isto certamente é outro aspecto que me ajudou na ascensão do Nose. Eu senti que aquela competição, a vontade de vencer, alcançar o topo, são coisas inerentes à nós, mas em algumas vezes é importante dar um passo à frente, amadurecer, e examinar a vida de um ângulo diferente.
Planet Moutain - É por isso que você parou de competir em 1992?

Eu tenho de dizer que parar de competir me deu uma nova sensação de liberdade. Quando eu tomei a decisão de parar, o ambiente de competição estava vagarosamente começando a mudar: Quanto mais as competições deslanchavam, menos divertido se tornava. Se sentir parte de um grupo, viajar com amigos próximos, apreciar a vida da escalada, querer estar lá com os outros… estes são todos os aspectos que caracterizam o começo da minha carreira de escaladora que agora eu começava a sentir falta. Ao contrário, eu vi mais e mais pessoas com bulimia, anorexia… Parecia que esta amizade, o espírito de equipe inicial, havia desaparecido.

Planet Moutain – Como você se preparou para o “impossível” The Nose?

Primeiro e mais importante, eu acreditei em mim mesma. Então eu treinei… muito! Cinco meses só para a primeira ascensão em livre em menos de 24 horas. O treino era tanto físico quanto mental. Eu corria, escalava, me exercitava… mas acima de tudo eu me concentrei no aspecto mental, como me aproximar da escalada de um ponto de vista psicológico. A motivação, estilo e ascensão foram o resultado de uma preparação intensa. E isso consequentemente enfatizou minha convicção que escalar não é simplesmente sobre alcançar o cume mas sim tudo o que gira ao seu redor. O caminho pelo qual você alcança o cume. Isso significa viver cada momento com entusiasmo, no caminho que te leva em direção ao objetivo.

Planet Moutain – Com qual espírito você escalou as 33 cordadas naquelas 23 horas?

Eu tentei ser uma só com a pedra e o meu corpo, o máximo possível. Dosando minha energia, achando somente o tanto necessário para cada movimento. Minha motivação era: ser paciente e relaxar, sempre! Sem pressa, sem raiva, porque eu sinto que isto não pertence à escalada, ou pelo menos não me pertence. Eu procurei por um ser “iluminado” em tudo. Uma ascensão completamente fluida, sendo uma só com a parede. Movimentos em total harmonia, procurando pelo ritmo certo, excluindo todos os pensamentos que não tem nada relacionado com a escalada. Eu o encarei como a busca pelo perfeito estado de espírito na escalada.

Planet Moutain – E sobre a sua nutrição?

Isto faz parte da minha filosofia pessoal: Eu não uso suplementos alimentares, aminoacidos, etc. Eu acredito que enquanto os efeitos fisiológicos deles são praticametne irrelevantes, os efeitos psicológicos podem ser imensos. Para melhorar eu comecei com uma premissa diferente. Eu me perguntei: Por que a minha aproximação a escalada não pode ser mais inteligente? Como posso focar minha energia mais eficientemente? A ideia (e a resposta) é que nós precisamos nos adaptar à pedra, e não o oposto.

Planet Moutain – Como você escolhe os seus projetos e o que você recomendaria?

Primeiro e mais importante, os meus projetos tem de ser motivados por objetivos pessoais. Então eu me pergunto: “Isto é possível? Quais as vantagens que eu extraio disto?”. Para te dar um exemplo, em boulder – o qual eu considero a essência da escalada – meu tamanho é uma distinta desvantagem, às vezes eu não consigo sequer alcançar a primeira agarra. Mas (ela adiciona com um sorriso – nota do editor) o grau não é importante; a experiência que deve ser significante. Este é o conselho que eu gostaria de deixar.

Moutain Zone (citação de artigo) – Eu acho que a escalada do The Nose atualmente foi um enunciado para mim sobre as pessoas fazendo o que elas são capazes, não importando as dificuldades aparentes (…). Se você é baixo, se você é alto, se você… qualquer que seja o seu sexo, isso realmente não importa. Se você quer escalar e você esteve trabalhando nisso, se você tem a habilidade, por que não? Por que se limitar pelo o que os outros dizem?
No começo da minha carreira de escaladora, um cara uma vez me disse, depois de uma escalada em Joshua Tree, ‘Puxa, eu não consigo nem fazer isso’. Essa afirmação foi o começo de todo um processo para correr atrás dos meus sonhos e não ouvir o que as outras pessoas tem a dizer. Ok, então você não pode fazê-lo, mas talvez eu possa. Ou talvez eu não possa. Mas eu acho que todo mundo tem suas próprias qualidades, habilidades e desejos, e até quando nós fomos totalmente verdadeiros naquilo que queremos fazer, isso é a coisa mais importante. Não é o que as outras pessoas pensam sobre o que você faz, é sua experiência e como você se aproxima daquilo.

Moutain Zone (citação de artigo) – (…) Eu acho que é interessante escolher um objetivo por ano e realmente ir atrás de algo que me faça sentir que eu aprendi algo e me desafiei. Nós sempre queremos fazer progresso de alguma forma. E então, quando você alcança o objetivo, ok, então você troca de marcha e faz outras coisas, porque escalar não é a única coisa na vida também.


Além de todas suas façanhas pelo mundo da escalada, Lynn Hill também escreveu um livro contando sua história. Nele você saberá como ela começou a escalar e todas as suas fases seguintes até a ascensão do The Nose. É um livro muito inspirador e altamente recomendável para todos. E por haver passagens pessoais da vida da autora, a mensagem chega muito intensamente para as mulheres.  É um livro já antigo e encontrado somente em inglês mas vale a pena investir, anotem aí: “Climbing Free: My Life in the Vertical World”, por Lynn Hill, editora W. W. Norton & Company.

Abraços da Yuri!


Arquivado em: Deuter, Escalada, Montanhismo Tags: Escalada, Montanhismo

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