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Invasão de pinus na serra do Mar paranaense: o caso de uma ameaça ameaçada

A “praga” chamada pinus

O tema “invasão” ou “contaminação biológica” é assunto atual e tratado pelos diferentes meios de comunicação sob os mais variados enfoques. Organizações não governamentais encontram um campo fértil para atuarem em defesa de uma Natureza mais pura. Grupos se unem para pressionar a sociedade e o Estado num mutirão pela limpeza do mundo. Jovens sensibilizados passam, com facilidade, a usar os jargões ecológicos e se somam àqueles que discursam sobre os potenciais riscos das mudanças causadas pelas chamadas invasoras. Os argumentos sobre os perigos imediatos, futuros, expressos ou ocultos resultam em preocupações que absorvem quase toda a atenção dos militantes. Contudo, pouco se encontra na literatura sobre resultados práticos de controle destas invasoras no Brasil; são propostas de difícil implementação e, ainda, de questionável eficácia, quer pela prescrição de eliminar as florestas plantadas, ou quer por criação de barreiras com vegetação nativa para evitar a disseminação de sementes (ZANCHETTA & DINIZ, 2006; ZANCHETTA & PINHEIRO, 2007; ZILLER, 2000)

Durante uma reunião no Parque Nacional do Itatiaia, boa parte dos participantes ficou assombrada com o número de árvores de espécies exóticas junto às antigas moradias, na parte baixa do parque onde ocorre a floresta Atlântica (imagino daqueles que, nas altitudes da serra do Mar, se esforçaram para reproduzir ambientes europeus para seus finais de semana). Numa conversa com Léo Nascimento, à época chefe do parque, questionando-o, expressei minha convicção que as coníferas (plantas que produzem cones ou pinhas) exóticas do local estariam sempre limitadas àquelas que foram plantadas, regadas, adubadas e cuidadas. Com sua resposta, ele reforçou minha colocação e complementou dizendo que o tema não era um problema que merecesse atenção dos técnicos; diferentemente dos cachorrinhos e gatinhos que continuam perambulando pela região sem qualquer possibilidade de controle e, pelo que se saiba, não são taxados de invasores.

Cortar uma árvore é, para nós humanos, mais aceitável que matar um cachorro ou um gato, apesar destes, sem nenhuma dúvida, provocarem danos apreciáveis à Natureza. São considerados pragas e preocupam os técnicos que cuidam das nossas unidades de conservação ou aqueles que lidam com animais silvestres sensíveis a contrair as mesmas doenças das domesticadas mascotes. Para quantificar os efeitos danosos destes animais ou “turistas exóticos”, lembro da enquête, realizada na América do Norte por um veterinário. O veredicto final com condenação eterna foi para uma gata que, na melhor das intenções em agradar seus donos, trouxe de presente mais de 250 pequenos animais durante um ano, entre esquilos, ratos, coelhos e uma variedade de aves.

Eliminar as árvores destas espécies exóticas que invadem nossa paisagem parece não ser sempre uma boa idéia. Quando as obras de engenharia, depois da passagem dos poderosos tratores, deixam rampas ou taludes sem qualquer condição (de solo) para que nossas espécies verde-amarelas colonizem é, ao meu ver, positivo quando uma outra espécie qualquer consegue colonizar. Pode-se até dizer que para a integridade da estrada, de bens, pessoas e para o fluxo continuo do tráfego, as plantinhas de pinus que crescem nestes taludes são uma benção, além, é claro, do benefício direto para os cursos d’água e canais de drenagem.

Há também outras situações em que o corte das invasoras é contraproducente e uma atitude pouco inteligente. No caso de pastos ou áreas agrícolas abandonadas que podem, sem qualquer esforço, ir sendo colonizados e no futuro garantir ao proprietário meio falido uma alternativa de renda, além de uma melhor proteção do solo e infiltração de água, é outra benção indiscutível.

Contudo, existem situações em que o estabelecimento de plântulas, que se transformam em árvores em poucos anos e logo iniciam a luta pela sobrevivência com a produção de sementes, é fato que deve preocupar a todos. Naquelas condições em que a vegetação natural é de baixo porte, onde não há muita limitação de luz, permitir o estabelecimento de plântulas de pinus é algo a ser reprovado veementemente (ZILLER, 2000).

A ameaça potencial de plantas ou animais exóticos e invasores é assunto constante para a comunidade científica internacional, pois é de escala planetária e de um impacto estimado que causa preocupação (IUCN, 2000). A descaracterização do meio pelas invasoras é considerada como uma das causas mais significativas para a extinção de espécies, e seus efeitos no sistema biológico podem, até, ser comparados àqueles causados por mudanças climáticas (MACK et al., 2000; WESTBROOKS, 1998).

Esse alerta continua pouco ou nada considerado pela sociedade e Estado. O plantio de exóticas, com potencial invasor, continua sendo feito sem qualquer controle, não há avaliação de riscos e nem responsabilidade sobre os prejuízos. No meio rural, existe, porém, uma regra simples, prática e lógica: as vacas é que devem ter seu movimento restringido, as plantas que elas comem não se mexem. Assim deve ser encarada a situação. Se eu produzo sementes que vão longe, nascem e atrapalham meu vizinho, devo ser tão responsável quanto o dono dos animais que, sem terem seu movimento controlado, comeram meu milho.

A ameaça do pinus na serra do Mar paranaense

Porém, como nem o produtor das sementes (o poluidor) e nem o Estado tomam qualquer providência, sobrou para pessoas e organizações fazerem o alarde do desastre que está por vir. Foi com esta convicção, de um desastre ambiental, que um aluno meu, Rodrigo Zeller, andarilho de montanhas, engenheiro florestal, paulista, quase M. Sc. em Ciências Florestais e companheiro de caminhadas noturnas, não parou de me atormentar, já há quase 4 anos, sobre sua firme intenção de limpar as montanhas da serra do Mar no Paraná das árvores de pinus, que se instalam em ambientes de vegetação mais aberta e sem qualquer permissão.

Não poupando esforços, inverteu a posição e passou a cobrar de mim um treinamento básico e a preparação do espírito. Durante algum tempo tive que decorar o nome de uma dezena de picos e montanhas e escutar sobre a logística que deveríamos adotar para realizar a missão. Ciririca, Itapiroca e seu análogo Taquapiroca, Taipabussu e Tupípia eram nomes de picos que eu devia ter na ponta da língua além de um mapa mental da tal serra do Ibitiraquire (ou Ibitiraquiri), onde fica o ponto culminante do sul do Brasil (pico Paraná). Tive até que subir parte do Caratuva e deixar meu depoimento escrito no morro Sete para ter o aval sobre minha capacidade física.

Mas não era naquela época que a pena de morte seria aplicada às invasoras estrangeiras. Meu pupilo começou a sofrer da coluna e ficou sem seu divertimento de subir montanhas por vários meses graças a uma cirurgia. Eu fiquei, tenho que confessar, feliz por não ter que enfrentar a “morraria”. Tão logo se refez praticando seus exercícios de alongamento, a história recomeçou – “Eu posso subir várias vezes para levar gasolina e óleo, todo o rango e material de trabalho, escondo tudo muito bem e o trabalho será só o de subir com a motosserra, facão e machado e dar cabo de tudo”. A constância deste sonho era tanta que já não dava mais para ignorar a situação em que me via metido.

Quase toda a semana havia notícias frescas sobre o tamanho da infestação, sobre as possibilidades de trabalho nos morros e sobre as estratégias imaginadas. Contagens e croquis eram complementados com informações sobre trilhas, sobre o tamanho das árvores, idade estimada, distribuição no campo, entre outros. Até referências sobre árvores que haviam sido cortadas com machado, facão ou aneladas (retirada da casca viva em toda a circunferência na base da árvore) enriqueciam e fomentavam ainda mais a firme idéia do Rodrigo de exterminar as invasoras.

A avaliação da situação

Enfim, em novembro de 2007, o Rodrigo eu e Gottfried, um aluno que precisava ser trazido mais para a vida acadêmica, demos início à missão subindo um morro com o nome de Camapuã (origem Tupi Guarani e significa “seios erguidos”), uma meia bola de pedra maciça, com dois vizinhos distintos, o Camacuã e o Tucum, o mais imponente de todos. Tais montanhas estão a uns 55 km de Curitiba no sentido São Paulo pela BR 116, na localidade de Terra Boa, município de Campina Grande do Sul, PR (25o 15’ Sul e 48o 51’ Oeste).

Já durante a subida minhas críticas se iniciaram e foram direcionadas para o traçado do caminho, especialmente quando se está subindo essa meia bola, a céu aberto, um vento que resseca até os ossos, e o fim, a uns 1.700 m de altitude, não “chega nunca”. Passamos a considerar a abertura de uma outra trilha para acessar a lateral do Camapuã (Figura 1), a parte com a maior quantidade de pinus, além da perspectiva e grande possibilidade de haver água pelas indicações de drenagem. Os desenhos e avaliações do novo acesso foram, além de enriquecidas graças ao conhecimento e experiência do Rodrigo, checados com imagens da espetacular ferramenta grátis da internet que é o Google Earth.

Com essas avaliações, a decisão de montar acampamento na lateral do Camapuã foi imediata e sem discussão, fato que deu início ao planejamento detalhado e envolvente do nosso montanhista-mor. Curado da coluna, estava aflito por aniquilar todos os pinus que pudesse pôr os olhos na área em que, “atualmente”, ocorrem os campos de altitude.

O atualmente é pelo fato de já ter havido uma vegetação diferente, ao menos em parte da área (TRAMUJAS, 2000). Encontramos muitos restos de arvoretas de canela-sassafrás e imbuia; só o cerne e as partes mais resistentes das raízes. Mais tarde descobrimos, de acordo com o seu Bento Milani, proprietário da chácara ao pé da serra até onde se chega de carro, que as encostas mais baixas dos morros Camacuã e Camapuã eram áreas de agricultura enquanto o seu avô ainda vivia, na década de 40. A vegetação era queimada repetidamente naquela época para melhorar a pastagem para o gado e nem as áreas altas do Tucum escaparam (segundo VASHCHENKO et al. (2007) a quantidade de fragmentos de carvão existente no solo indica queima). Mas, também disse que não foi uma boa idéia usar essas áreas remotas para o gado, pois as onças, suas vizinhas, logo perceberam a facilidade de obter uma refeição farta, macia, nutritiva e, em geral, sem risco e de graça. Após perdas significativas, removeram o gado e deixaram que a Natureza se resolvesse recompondo a vegetação.

Figura 1 – Localização dos picos Camapuã e Tucum, do local de acampamento e contorno das três áreas (ExEx 1 2 e 3) de onde foram eliminadas as árvores de plântulas de pinus e de área extra sem avaliação (contorno branco). Clique na imagem para ampliar

A preparação

Com tudo planejado e organizado, Rodrigo e seu amigo Sidinei, agora nosso companheiro de aventura (que usa suas férias nessa empreitada de carregar carga pesada morro acima), sobem para levar em duas viagens quase 50 quilogramas de material (ver Anexo 1 e 2) para ser escondido por quase uma semana.

Eu havia pedido para o Rodrigo colocar um bilhete com um número de telefone e um nome de identificação para uma ligação a cobrar caso alguém encontrasse o “mochilão” e se servisse da nossa comida. Imaginando, quando a gravação pedisse identificação, o “filão” falaria – “Rango de Rei Rodrigo”. Porém, nosso guia-mentor abriu mão do recurso apostando na camuflagem adequada do mochilão para manter afastados os ratinhos e os ratões.

Esses dois trabalharam duro para achar um caminho, abrir uma trilha e demarcá-la. São aproximadamente 950 metros, com picada, passagens sobre pedras lisas, lugares muito úmidos e trilha sobre capim; isso tudo com mochilas nas costas e pouca prática no manejo do facão (ver tracejado na Figura 1). As bolhas nas mãos e pés atestaram o esforço, inclusive graças ao fardo extra de 4 hastes de bambu para estrutura da cobertura da nossa base, solicitadas por mim e que gerou alguma discussão.

Hoje, super orgulhosos do feito, discutem que esta deveria ser a trilha oficial (não ficaria surpreso se instalassem uma plaqueta com todos os dizeres próprios de uma inauguração) para aqueles que sobem esses morros, além de um outro bônus, que é a oferta (aparentemente) contínua de água fresca a menos de 50 metros da trilha e 5 minutos do acampamento – “água assim tão fácil é um caso raro nestas montanhas” afirma Rodrigo.

Porém, não satisfeito com a visão que teve lá de cima, o Rodrigo sai bem cedinho num final de semana e sobe, como dizem os especializados “de ataque sem bivaque”, o morro Itapiroca. Toda a face norte do Tucum e do Camapuã pode ser devidamente apreciada deste ponto. Foram dezenas de fotos para evidenciar o óbvio; centenas de árvores e arvoretas espalhadas por uma variedade de ambientes com alta declividade e de acesso difícil (Figura 2).

 Figura 2 – Vista do morro Camapuã e da lateral da área trabalhada com linha de árvores de pinus (em primeiro plano se destaca um colmo de um pequeno bambu conhecido por caratuva – Chusquea mimosa). Clique na imagem para ampliar
 

Início da expedição de extermínio

Com a base definida e abastecida, dia 12 de fevereiro de 2008 se deu início à tão almejada expedição extermínio, ou apenas “ExEx” como passamos a chamar. Para não se perder a hora, vários artifícios foram empregados, relógios, celulares, serviço telefônico de despertador e até ligações de outras pessoas relembrando e reforçando os rígidos horários pré-estabelecidos. Das 04:40 até as 05:10 todos do grupo (Sidinei, Murilo, Rodrigo e eu) já estavam acomodados na resistente Variant 1972 de propriedade do Rodrigo. Automóvel que tinha voltado recentemente de uma viagem (em duas etapas) de mais de 10.000 km quando foram visitados 8 parques nacionais para o seu trabalho de mestrado.

A rigidez nos horários, para um nível de segurança aceitável, foi tal que conseguimos chegar na base da serra cerca de 25 minutos antes de amanhecer o dia. Tivemos, portanto, que esperar clarear um pouco para iniciar a subida, após desmontar a motosserra e acomodá-la na já pesada mochila do Murilo; este é um companheiro que merece uma condecoração (eu já defendo, para a nova trilha, o nome “trilha do Baiano”, apelido do Murilo por sua constante e marcante presença na Chapada Diamantina). Com uns 14 ou 15 kg nas costas, esse aluno do Curso de Engenharia Florestal da UFPR alcançou o acampamento com o Rodrigo em menos de 3 horas.

Eu e o Sidinei, mais velhos e menos aflitos, fomos passeando e olhando as aves, os insetos e aranhas, as flores-do-abismo, os cogumelos orelha-de-pau, pequenas orquídeas, o resto das flores de bambus, musgos e bromélias coloridas, a paisagem em geral e, naturalmente, com paradas regulares para descansar, conversar, tomar água e fumar um cigarro. Neste “passeio” usamos mais de 4 horas, abuso que resultou em mais impaciência e aflição.

A matança é deflagrada

Cinco horas após deixarmos o carro já estávamos com o acampamento montado, mochilas descarregadas, motosserra abastecida, facões e machado afiados, garrafões de 5 litros cheios de água fresca, cardápio final definido, almoço preparado no fogareiro à benzina, café sem açúcar e prontos para iniciar a batalha contra as alienígenas.

Um pouco pelo cansaço e outro tanto pela excitação que o resultado final nos causaria, deixamos de avaliar adequadamente a quantidade e proporção de árvores para motosserra e outras ferramentas (facão, machado, pés e mãos). Mais ainda, eu havia decidido anteriormente que, para se ter uma base de dados mais palpável, deveríamos estabelecer algumas parcelas para aferição do tempo gasto, idade, dimensões, número de árvores, etc. Porém, quando começamos a derrubada, de imediato abandonei a idéia devido ao tamanho das árvores, à distância entre elas, à dificuldade de se estabelecer um percurso mínimo e ideal e ao tempo necessário para estabelecer limites, além de quase sempre subestimarmos o número real de árvores (ver Figura 3 do Anexo 3).

Mais ainda, se fôssemos estabelecer parcelas e um rigoroso controle na coleta de informação, teríamos que percorrer muitas vezes o local e provocar maiores danos à vegetação. Como a Natureza (em função da vegetação dos campos de altitude, do solo raso sobre base rochosa e com elevado escorrimento superficial) é muito sensível, procuramos evitar um pisoteio demasiado e a formação de carreiros para não provocar a morte da vegetação e acelerar o processo natural de erosão. Decidimos que nossa base numérica seria toda a lateral do Camapuã até a cota se transição em que os campos se tornam campo sujo ou floresta, com todas as árvores contadas e idades anotadas. Usando-se por base o mapa da Figura 1, chega-se a uma área de uns 35 hectares, consideradas as 3 “expedições de extermínio”.

Nesta tarde e em 4 horas cortamos 205 árvores, sendo 130 com motosserra. Apesar de as árvores serem muito cônicas, copa ampla e galhos grossos desde baixo, o que chamou a atenção é o resultado do efeito do vento dominante que molda a copa para um lado e causa reação na madeira (lenho de compressão). Tal fato me alegrou porque todas as árvores já estavam naturalmente desequilibradas, o que facilitaria a derrubada. Porém, para meu desgosto, neste primeiro dia, o vento era em sentido contrário ao dominante e fazia com que eu tivesse que empurrar a maioria das árvores; fato que não ocorreu nos dois dias seguintes – bastava um único corte para tombar a árvore (não era necessário seguir técnicas de derrubada como abertura de boca de queda ou corte até 1/3 do diâmetro; casos raros, em menos de 5 % delas).

Como eram árvores pesadas (copa e galhos), o risco de prender a lâmina (sabre) da motosserra era alto. Contudo, apenas duas vezes isso ocorreu e pudemos, em dois, empurrar a árvore do nível do solo. Algumas vezes, em menos de 5 % dos casos, os galhos do lado oposto à queda foram cortados para aumentar o já natural desequilíbrio. Numa destas, um galho pesado e desobediente empurrou a lâmina da motosserra (sabre) contra o meu joelho causando um corte superficial por 3 dentes da corrente logo abaixo do osso achatado do joelho. Além dos calos e bolhas nas mãos, o Murilo fez um pequeno corte com facão no punho.

Como mesmo o paraíso não é eterno, à noite caiu um temporal quando estávamos prontos para dormir. Lá pelas 10 da noite o Murilo já dormia molhado e enrolado numa lona plástica (uma proeza que deixou todos com inveja), à meia-noite o Rodrigo, ainda bem seco, foi se arrumando no seu saco de dormir de plumas de ganso e eu e o Sidinei ficamos até as duas da madrugada “de plantão” (fumando, bebendo e conversando) até que não fosse mais necessário segurar a lona para bloquear a chuva. Graças a esse começo, dá para se dizer que o resto da madrugada foi excelente!

O segundo dia começa meio devagar, precisamos secar a roupa e esperar o sol atrasado aparecer por trás do Camapuã. Assim, só lá pelas 9:30 da manhã que começamos a trabalhar. Murilo e Rodrigo descem a face leste e retornam pela noroeste derrubando (anelam algumas) cerca de 35 árvores. Eu e o Sidinei seguimos pela face oeste ampliando a faixa livre de pinus, descemos até onde a vegetação se torna mais arbustiva e densa (transição) e terminamos lá pelas 13:00 com 59 árvores agonizando no chão.

À tarde partimos para a derrubada às 15:00, após uma refeição extremamente energética à base de “Cup Noodles”. Desta vez o Murilo foi comigo e cortamos 72 árvores até as 18:30. Voltando para o acampamento, já nos orgulhávamos do impacto que causamos na paisagem, com uma boa faixa livre de pinus na face oeste do Camapuã.

O Rodrigo e Sidinei foram para a parte maior do Camapuã, fora do polígono definido para essa empreitada (área delimitada em branco). Queriam ter uma idéia mais precisa de qual era o nível de infestação e aproveitaram para cortar e arrancar 135 árvores no total, pouco menos de 1/3 foi arrancado com as mãos; mudinhas de 1 ou 2 anos, e o resto com facão ou machado.

As plantinhas com menos de 1 m são arrancadas com facilidade do solo que, em geral, é bem raso (segundo VASHCHENKO et al. (2007) é de uns 14 cm de profundidade em média), o sistema radicial é pequeno e sem raiz principal (pivotante), que é substituída por raízes laterais. Em geral, as plantas são mais altas do que aparentam na paisagem, pois o capim cobre cerca de 30 cm ou mais da altura do caule; o que às vezes dificulta a visualização dos filhotes alienígenas no relevo movimentado e mesmo em campos limpos.

Eles voltaram tarde da noite, lá pelas 20:00, quando eu e o Murilo já estávamos com os garrafões de água abastecidos e a caipirinha pronta. Dormimos bem, protegidos da chuva e vento, fogo queimando cerne de canela sassafrás e um céu de fazer os sonhadores ficarem acordados até tarde da noite; o morro já estava se transformando e a vista ia se tornando mais agradável.

Nesta noite já havíamos decidido que só agüentaríamos mais um dia, enquanto ouvíamos as lamentações do Sidinei sobre o fim das suas férias! Até os mais acostumados a subir morros já pagavam o preço da empreitada, bolhas e machucados nos pés, além de dezenas de espinhos decorando as mãos sem qualquer respeito pelos meridianos e pontos exclusivos da acupuntura. Jovens de cidade e um professor de 52 anos não servem para serviço pesado.

No terceiro dia descemos juntos, lá pelas 9:30, a face oeste-sudoeste junto à drenagem que existe no Camapuã e por onde passa a nova trilha. Foram 75 árvores com motosserra e mais 44 de facão ou machado. Chegamos quase até a cota de transição, quando a vegetação se torna mais densa e as alienígenas mais espaçadas, o que dificulta o trabalho e cansa ainda mais os exterminadores já exaustos.

Nosso trabalho voluntário e amador resultou em 625 plantas invasoras a menos. Tirando as 135 árvores de fora do polígono, derrubamos 490 pinus, cerca de 330 com motosserra e deixamos parte do Camapuã (área delimitada em verde) praticamente livre, com exceção de algumas árvores junto ao acampamento graças a um enxame de abelhas à procura de abrigo. Esse rendimento expressivo em relação às investidas subseqüentes se deveu não só às condições de tempo favoráveis, mas também à proximidade dos locais de corte em relação ao acampamento (nas investidas seguintes caminhávamos até uns 400 metros ou mais para começar a derrubada).

Pelas 2 da tarde já havíamos almoçado e iniciávamos o desmonte do acampamento e o armazenamento do que sobrou. Descemos fácil com mochilas leves e terminamos o dia com uma cervejada e uma medíocre lingüiça frita (ao custo de 30 reais extra contabilidade da ExEx), muita risada e um descarrego por nada de grave ter acontecido.

Ao final do lanche, já havíamos decidido quais seriam os próximos passos. Assim, Rodrigo e Sidinei (agora livre só no final de semana, já que as férias haviam acabado) subiram mais uma vez para levar uma lona maior (5 x 8 m) e reabastecer o armazém para 5 pessoas. Acertamos que, devido à distância do acampamento até o local de trabalho, seria vantajoso que um dos voluntários ficasse no acampamento para descansar, cuidar da limpeza e arrumação da tralha, abastecer-nos de água e deixar encaminhada a refeição para os outros trabalhadores braçais.

A segunda investida

A segunda expedição e o período de 3 dias que se seguiram foram sob chuva constante, frio e ventos que mantinham as gotas em movimento horizontal, além de arrebentar cordéis, estais, ilhoses, arrastar tocos e deixar todos meio surdos pelo barulho das lonas sacudindo noite e dia. Uma experiência para dar o devido valor à cama quente e seca e ao silêncio noturno e expressa no pesadelo que um de nós teve, mesmo sabendo que o nosso fogo estava perfeitamente contido por pedaços úmidos dos corpos das alienígenas. Ainda meio dormindo, ele acordou todos com uma gritaria desesperada acerca do morro estar pegando fogo; resultado de uma única vez que o céu abriu para mostrar as luzes amarelas de Curitiba.

Mesmo sob essas condições e outras, como torcer meias, calça e camiseta para tirar a água excedente antes de vestir, conseguimos em cinco pessoas (o Sidinei foi substituído pelo David e Charles) derrubar em poucas horas trabalháveis dos dois últimos dias mais 115 árvores com motosserra e outras 24 com facão ou machado (área delimitada em amarelo). Além destas e aproveitando a oportunidade quando iniciamos a descida, também foram retiradas aproximadamente 50 árvores de todos os tamanhos de área fora do polígono (área delimitada em branco), inclusive várias árvores com mais de 20 anos, junto à nova trilha.

Cinco dias depois o Rodrigo já está subindo de novo para complementar o cardápio e coletar dados com GPS para se ter idéia do polígono que define a área de campos de altitude e, conseqüentemente, a que estava prestes a ficar livre de pinus.

A batalha final – resultados, avaliação, necessidades e descanso

Graças às péssimas condições do tempo durante a segunda investida, tivemos que subir mais uma vez a “morraria”. O Rodrigo pela “fissura”, eu pela promessa e o Murilo pelo companheirismo (graças aos céus) já subíamos o morro uma semana depois com a missão de dar cabo do que sobrou (área delimitada em azul). Com o tempo ajudando, pudemos cortar em dois dias bem trabalhados mais 265 árvores, sendo a maioria com motosserra. Fora do polígono, o Rodrigo também eliminou mais 75 árvores na face norte. Mesmo com o tempo melhor, o rendimento mediano foi conseqüência, além da distância cada vez maior entre o local de acampamento e as áreas de trabalho, da dificuldade de andar, cortar e transportar a motosserra numa vegetação cada vez mais densa.

As fotografias (ver Figura 3 e 4 no Anexo 3) dão uma idéia da paisagem original (até bonitinha para a Europa) e como ficou a lateral do Camapuã após esse trabalho voluntário de alguns que gostam de pôr a mão na massa. Pôr em prática o discurso significou eliminar (uma avaliação posterior revelou que parte das árvores ainda se mantém verdes e vivas, graças a uma tira de casca não cortada; um procedimento de corte pouco técnico), no polígono de aproximadamente 35 hectares, 894 árvores e plântulas (além de mais de 350 fora do polígono). A paisagem mudou tanto que agora apareceram grandes blocos de pedras decorando os “seios erguidos” de textura mais sedosa.

Com a contagem dos anéis (faixas de alta e baixa densidades que se alternam) de cada árvore eliminada, pode-se determinar que a idade mais comum foi a de 11 anos. Porém, isso não é suficiente para qualificar a dimensão das árvores. Como o ambiente em altitude é um tanto severo, o crescimento delas é bastante influenciado. Encontramos árvores de onze anos com apenas 16 cm de diâmetro e outras com até 35 cm na linha de corte. A árvore mais grossa era de uns 50 cm de diâmetro na linha de corte e a mais alta alcançava uns 12 metros.

O corte destas invasoras de bom tamanho é, às vezes, difícil e perigoso quer pela acentuada declividade, quer pelo desequilíbrio causado pelo vento dominante ou, ainda, por estarem praticamente grudadas às rochas. E, em geral, eram essas mesmas que já estavam produzindo cones e distribuindo suas sementes. Como, também, era embaixo e ao redor de algumas delas que já havia filhotes alienígenas “nativos”.

A Figura 5 representa a distribuição das 894 árvores (com idade determinada) nos anos em que se estabeleceram na lateral do Camapuã. Pode-se inferir que as condições de disseminação de sementes e aquelas necessárias para a germinação e o estabelecimento das plantinhas estavam perfeitas no ano de 1996, resultando em 37 % de todas as árvores eliminadas. Quando se consideram os anos de 1995 a 1997, o valor atinge 52 %; mais da metade das invasoras se estabeleceu em 3 anos num intervalo de 23 (incluindo-se 1994 e 1998 atinge quase 2/3).

Porém, independentemente se as condições foram ou não adequadas, a invasão parece ter dois momentos bem distintos. Enquanto no período de 1984 a 1993 a média de estabelecimento de plantas pinus foi de quase 10 por ano, a média de 1999 a 2006 se eleva para mais de 45 novas plantas a cada ano. Tal fato poderia indicar que antes de 94 havia pouca produção de sementes ou que a fonte estaria longe. Com o passar do tempo, alguma floresta próxima poderia entrar em produção depois de 98, intensificando a invasão. Tal tese, contudo, pouco se sustenta face ao número de árvores com 10, 11 e 12 anos, mais de 50 % do total. Essa explicação só poderia ser considerada se alguma floresta muito próxima, como se no vizinho, tivesse sido eliminada alguns anos após ter iniciado a produção de sementes. Deixamos registrado o fato na esperança que um curioso pesquisador busque, teste, comprove e proponha uma explicação plausível.

A aritmética simples, de contagem de tempo de todos os envolvidos apenas na tarefa de exterminar as invasoras, resulta no total de 77 homens/hora ou 11,6 árvores por homem/hora e a um custo sem mão de obra de R$ 0,50 por árvore (gasto total ver Anexo 1). Naturalmente que esses valores não expressam a realidade completa, pois não foram contabilizados o tempo de subida e preparação (o Rodrigo subiu 10 vezes o Camapuã), o veículo, o material e equipamentos emprestados (Anexo 2), o risco envolvido, o esforço extremo de todos e os faraônicos custos dos vários impostos e taxas que o Estado nos impõem. Mas, se as outras 350 árvores cortadas fora do polígono fossem incluídas, o custo baixaria para R$ 0,37/árvore. Esses valores e nossas declarações mostram que é possível fazer algo em favor da natureza sem envolver recursos expressivos, quer monetários, de pessoal ou de tempo.

 Figura 5 – Distribuição do número de árvores de pinus por ano de estabelecimento na área trabalhada na lateral do morro Camapuã considerando 894 árvores. Clique na imagem para ampliar

Além, de atender a um pedido romântico e nobre do meu aluno, foi também objetivo desta tarefa experimentar e tentar demonstrar que é viável e possível uma interferência naquelas condições. Mais ainda, agora que as grandes árvores foram retiradas, uma manutenção simples (de 2 em 2 anos, por exemplo) seria o suficiente para manter a área livre das invasoras. Em tal intervalo de tempo, as mudinhas de pinus podem ser arrancadas com as mãos até por crianças.

Quando se fala em equipamento pesado (machado, facão, foice), nenhum montanhista tem ouvidos. Eles primam por uma leveza etérea, mas as mãos eles sabem bem como usar. Como uma realização completa deste sonho romântico, agora emprestado, gostaria de ver um destes clubes de montanhismo adotar voluntariamente a tarefa de manter esses locais livres do pinus. A cada intervalo, uma gincana (com apoio de loja especializada, para uma publicidade) poderia ser organizada para dar a emoção que tanto buscam. A equipe que trouxesse mais filhotes alienígenas iria para o quadro de honra que homenageia aqueles que mantêm os campos de altitude limpos, para seu próprio deleite também.

De “ataque sem bivaque”, os exterminadores (Rodrigo, Sidinei, Murilo e Davi) conseguiram limpar a parte maior do Camapuã (fora do polígono), retirando mais de 350 árvores. Uma estimativa visual, por contagem direta e por contagem em fotografias resulta em algo como umas 350 grandes árvores ainda vivas no resto do Camapuã e no Tucum (estimativa que não deve incluir as pequenas que se perdem na paisagem). Porém, essas remanescentes então em grupos distanciados e em locais de mais difícil acesso (Figura 6). Qualquer ação contra essas invasoras exigiria especialistas, montanhistas de elite, daqueles que olham a montanha como mais um maravilhoso desafio. O deslocamento por aquele tipo de terreno exige força, calma, equipamento adequado, coragem e experiência, qualidades estranhas a nós.

Figura 6 – Vista parcial à meia encosta da lateral do morro Camapuã exemplificando situação de terreno, distância e ocorrência de árvores de pinus em grupos. Clique na imagem para ampliar
 

Agora, uma outra tarefa é a de diagnosticar o problema em toda a serra do Mar paranaense, na qual há mais de dez conjuntos, desde a serra Gigante, nas proximidades da divisa com o estado de São Paulo, até a serra do Quiriri, ao sul, na divisa com Santa Catarina. Mas não é em todos os conjuntos ou montanhas que há problemas com pinus. Por exemplo, na serra Gigante ou na serra da Prata, praticamente não há este tipo de problema. Os conjuntos que mereceriam mais atenção para se conhecer a realidade da invasão por pinus são o do Capivari, Ibitiraquire, Graciosa, Anhangava, Quiriri e, eventualmente, o da Igreja.

Nas demais serras, segundo o Rodrigo, não foi constatado este tipo de problema, apesar de já existirem outros, como a invasão por paina (esse capim que decora as laterais das rodovias e que pode ser eliminado com o uso de enxada ou enxadão, com a retirada e tombamento da touceira – essa é uma tarefa ainda mais difícil – ou com o uso de herbicida). E mesmo no Anhangava, graças às saídas para meditação e relaxamento, o Rodrigo e o Murilo já deram conta de mais de 30 árvores ou arvoretas de pinus, reduzindo ainda mais a infestação que é atualmente baixa.

Ambientes íntegros e Natureza cruel são os prazeres gratuitos que todos os que sobem montanhas gostam de experimentar. Como são poucos que conseguem subir a infernal “morraria”, penso que muito desta tarefa de manutenção poderia ficar a cargo destes que se deleitam com a visão de cima, mesmo porque o Estado jamais deve ter expressado qualquer política eficaz que denotasse sua existência naquelas alturas.

Referências Bibliográficas

IUCN – International Union for Conservation of Nature and Natural Resources. 2000. IUCN guidelines for the protection oh biodiversity loss caused by alien invasive species. 51st Meeting of Council.

MACK, R. N. et. al. 2000. Biotic invasions: causes, epidemiology, global consequences and control. In: Issues in Ecology, 5. 20 p.

TRAMUJAS, A. P. 2000. A Vegetação de Campos de Altitude (Áreas de Refúgio) no Maciço Ibitiraquiri – Serra do Mar no Estado do Paraná. Dissertação (mestrado em Engenharia Florestal, UFPR) 134 p.

VASHCHENKO, Y. et al. 2007. Solos e vegetação dos picos Camacuã, Camapuã e Tucum – Campina Grande do Sul – PR. Scientia Agraria, 8(4):411-419.

WESTBROOKS, R. 1998. Invasive plants: changing the landscape of America: fact book. Federal Interagency Committee for the Management of Noxious and Exotic Weeds. Washington, DC. 107 p.

ZANCHETTA, D & DINIZ, F. 2006. Estudo da contaminação biológica por Pinus spp em três diferentes áreas da estação ecológica Itirapina – SP. Revista do Instituto Florestal, 18(1):1-14.

ZANCHETTA, D. & PINHEIRO, L. S. 2007. Análise biofísica dos processos envolvidos na invasão biológica de sementes de Pinus elliottii na estação ecológica de Itirapina – SP e alternativas de manejo. Climatologia e Estudos da Paisagem, 2(1):72-90.

ZILLER, S. R. 2000. A estepe gramíneo-lenhosa no segundo planalto do Paraná: diagnóstico ambiental com enfoque à contaminação biológica. Tese (doutorado em Engenharia Florestal, UFPR). 268 p.

ANEXO 1 – Material, quantidades e custo para as operações ExEx 1, 2 e 3 na lateral do morro Camapuã para o corte de 894 árvores de pinus (e mais 350 fora do polígono)

Clique na imagem para ampliar

 

Anexo 2 – Relação de material próprio cedido para as operações Ex Ex1, 2 e 3 da lateral do morro Camapuã para o corte de 894 árvores de pinus (e mais 350 fora do polígono)

Lona plástica de 2 x 2 m, lona plástica de 2 x 4 m, lona plástica de 3 x 4 m, lona plástica de 5 x 8 m, plástico (para o chão) de 6 x 4 m, mochilão, dois facões, machado, 50 m de fitilho, 30 m de cordel grosso, 40 m de cordel fino, 3 garrafões de 5 litros, lanterna, 3 m de bandagem, rolo de “silver-tape”, rolo de esparadrapo, água oxigenada, Merthiolate, algodão, agulha de costura, panela com tampa, faca de cozinha, prato de alumínio, marmita de alumínio, 4 colheres, porta filtro e filtro de café, garrafa térmica, 3 canecas, um copo de aço inox, GPS Etrex, fogareiro à benzina e VW Variant 1972 para transporte. Além destes, cada um levou sua mochila, saco de dormir, roupas extra e roupas de trabalho, material de higiene pessoal e colchonete (alguns levaram também máquina fotográfica, telefone celular, chocolate, amendoim e bolachas recheadas).

Anexo 3 – Fotografias das áreas trabalhadas no Camapuã evidenciando a quantidade de árvores de pinus e a paisagem após trabalho de derrubada

Figura 3 – Vista parcial à meia encosta da área trabalhada na lateral do morro Camapuã. Foto: Rodrigo Zeller (clique na imagem para ampliar)
 

Figura 4 – Vista parcial à meia encosta da área trabalhada na lateral do morro Camapuã após corte de mais de 80 árvores de pinus. Foto: Rodrigo Zeller (clique na imagem para ampliar)

Por Carlos Firkowski

 

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7 Comentários em "Invasão de pinus na serra do Mar paranaense: o caso de uma ameaça ameaçada"

  1. Vânia Stolze disse:

    Parabéns pela matéria e parabéns pela bravura, determinação e coragem, ao comprar a briga do Rodrigo contra as exóticas.
    Seria legar ter notícias sobre o trabalho de conservação.
    Vamos fazer dessa experiência, uma prática?
    Abs

  2. Luiz Henrique Viana disse:

    Subi hj o camapuã/tucum. A flora lá é belíssima. Parabéns pelo trabalho!

  3. Napoleao Chiamulera disse:

    Esforço heróico que merece nossa gratidão.

  4. Napoleao Chiamulera disse:

    Espetacular ! Gostei muito !
    Gostaria de mostrar-vos uma plantio de árvores que faço na ciclovia para uma avaliação;
    Abraço, Napoleão

    Parabéns

  5. Gustavo Schmidt disse:

    Parabéns pela atitude. É bom saber que ainda existem pessoas preocupadas com o pouco que resta de nossas florestas. Infelizmente as exóticas invasoras estão tomando conta de nossas serras, colocando em perigo o pouco que resta da Floresta Atlântica. As pessoas visão apenas seus lucros e não dão importância para o impacto que a plantação dessas exóticas causa a fauna e flora local. Infelizmente se nada for feito, futuramente nossa vegetação da serra do mar paranaense será em sua maioria composta por essas espécies exóticas. É impressionante a quantidade de plantação pinus nas “propriedades particulares” que se encontram ao entorno da serra do mar, e o mais triste é saber que esses “reflorestamentos” muitas vezes foram feitos com o consentimento e incentivo das autoridades.

  6. Rodrigo Quirino disse:

    Parabéns pela iniciativa e pelo texto! Eu e outros colegas separamos algumas horas no ano de 2006 e conseguimos derrubar cerca de 20 pinus, pois estávamos com uma machadinha apenas. Esse é um problema gravíssimo na região. Infelizmente não moro mais no Paraná, mas espero que quando voltar possa ver o camapuã com a floresta nativa novamente.

  7. estevan disse:

    Eu gostaria muito de participar voluntariamente de algum grupo formado para desempenho desse tipo de tarefa.
    Parabéns para os senhores q tiveram a iniciativa.

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