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Expedição Mediterrânea – Turquia

Bodrum


Eu e Priscila acordamos cedo, arrumamos uma mochilinha para dois dias e encontramos Vagelous e George para seguirmos para Bodrum, na Turquia.
Após um café rápido e gelado, fomos a agencia comprar nossos tickets de barco. Ao chegarmos la, descobrimos que nossos amigos gregos não poderiam nos acompanhar. Estavam sem passaporte e suas identidades eram antigas demais. Que pena! Teremos que pisar em terras muçulmanas sozinhas.

Luminárias Turcas

Embarcamos animadíssimas e em meia hora já estávamos na Turquia.

Saímos caminhando pelas ruas próximas do porto, lotadas de artesanatos locais, narguilés, roupas “made in China”, comida. O trânsito estava caótico, barulhento. Foi um choque sair da tranqüilidade grega e aterrisar neste pais excêntrico, que tem 3% de suas terras no continente europeu e 97% no oriente asiático.

Com uma historia turbulenta de conflitos que duram até hoje, a civilização turca se mantém entre belas construções, comida deliciosa, repressão e conflitos religiosos, desde 6.000 A.C. Achamos o albergue da juventude. Bagunçado, barato, sujo e quase sem estrutura. Reservamos uma cama para cada e nos mandamos para Bitez, praia que fica à uma hora de ônibus do porto.


Bitez

Ainda no albergue, conhecemos Alex. Um frances engraçado que havia passado um mês no Irã! Ele nos fez companhia contando suas aventuras em um pais tão diferente. Chegamos a Bitez, e como em todas as praias turísticas, não achávamos um lugar para sentarmos, tantos guarda-sóis e cadeiras na areia.


Alex e Priscila

Bitez

O sol estava castigando, então, alugamos algumas cadeiras e relaxarmos em uma boa sombrinha jogando gamão.


Religião

Assim como no Marrocos, as rezas acontecem cinco vezes por dia. Para nossa surpresa e diversão, ouvimos a reza por um alto falante, mixada com sons “modernos” de computador (!). Ao mesmo tempo, víamos mulheres de varias idades fazendo topless na areia da praia. Que mistura!
Bodrum é mesmo uma cidade bem turística. Poderia ser considerada como a Marbellaespanhola ou o Saint Tropez Frances. Não conta com praias de grande qualidade, mas compensa esta carência com abundantes locais para o ócio e diversão.

Em Bitez comi o melhor prato de toda a Expedição Mediterrânea: um kebab de cordeiro no vinho, molho de iogurte e batata assada. Inesquecível! (será que um dia provarei algo parecido novamente?)

Após uma tarde deliciosa e muito quente, voltamos para nosso albergue e… minha cama havia sido ocupada! Tive que dormir no “roof”, olhando obrigatoriamente, as estrelas! Tudo bem vai…

Tava calor mesmo… (risos)


Hamam

Antes de apreciar as estrelas, nós três saímos em busca do mais antigo banho turco deBodrum! Um Hamam.

Foi tão divertido! Rimos demais! Entramos em uma sala com algumas divisórias e camas de massagens. Com roupas de banho, entramos em uma espécie de sauna seca. Era um ambiente abaulado com uma mesa bem grande, de mármore, no meio. O teto, com algumas micro-janelas de vidro, permitia que o calor de mais de 40 graus entrasse e mantivesse a sala insuportavelmente quente.


Placa do banho em Hamam

Deitamos na mesa de mármore e antes de contarmos até dez, já estávamos suando muito. Nos divertimos como crianças fazendo sons de animais que ecoavam muitas vezes e muito alto. Quando já estávamos desidratados, o massagista turco pediu que tomássemos uma boa ducha. Ducha? Que nada! O banho é com água de bacia, vinda de torneira. Mais um pouco de farra jogando água uns nos outros! Bela bagunça!

O banho em Hamam

Fomos enrolados em toalhas e levados para cadeiras perto da calçada para nos refrescarmos um pouco. Incrível como uma temperatura de 36 graus pareceu amena. (risos) Tínhamos a opção de fazermos uma esfoliação com sal grosso, mas negamos de cara, já que nossa pele estava castigada pelo sol do dia. Optamos apenas pela massagem feita com bastante óleo.

Que delicia! Muito relaxante para meu corpo já cansado de tantos deslocamentos carregando mochilas tão pesadas! O massagista faz movimentos bem frenéticos, com as mãos, que parece uma maquininha.

As mãos que parecinham uma “maquininha”

Voltamos para nosso albergue e embalamos no papo no nosso quarto ao ar livre.Depois de uma sessão relaxante dessas, dormi muito bem apesar da bagunça e movimentação no albergue a noite toda.

As baladas turcas são famosas, mas vão ficar para uma próxima visita.

Acordamos e o Alex já estava nos esperando para o café da manhã bem mirrado do albergue.


Rua Soia

Resolvemos tirar o dia para conhecermos os mercadões de rua (que eu adoro!) e lojas típicas da região.

Frutas do mercado

O mercadão vendia de tudo: roupas falsificadas de marcas famosas, chás, bolsas, narguilés. Uma infinidade de objetos e comidas. Adorei passar o dia tirando fotos e provando um pãozinho aqui, uma frutinha ali…

Senhora vendendo no mercado

Após tamanha imersão nos costumes locais, infelizmente tivemos que voltar para Kos. Fiquei com muita vontade de ficar mais, de conhecer o pais, de ir a Istambul, Capadocia… Que pena que não poderei seguir por essas terras de cultura tão diversa desta vez.

Bem, pelo menos já tenho mais um destino que quero explorar em uma próxima expedição! Turquia me aguarde!

Amanhã sigo minha profecia. Saio de Kos para Rhodes de barco, onde esperarei por sete horas até minha saída para Santorini. De Rhodes até a ilha vulcânica serão mais vinte horas. Afe. Vamos que vamos!


Vemos-nos em Santorini novamente

Turquia! Memnum Oldum *

Turquia! Prazer em conhecê-la!

Tchau*

Allahismarladik *


Por Valéria Zoppello
Arquivado em: Deuter, Viagem Tags: Viagem

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