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Expedição Mediterrânea – Kos Harbour – Mergulhando na História

Tirei o dia para fotografar os pontos importantes da ilha como um forte que existe em Kos Harbour e a Árvore de Hipocrates. Após tantas invasões, guerras e disputas, não passa despercebido perante nossos olhos a historia local. Aliás, o exército marca todo o tempo sua presença nas ruas.

Forte em Kos Harbour
Forte em Kos Harbour


Foi impressionante e delicioso gastar um bom tempo andando pelo forte construído no século XV, e me dar conta que tinha quase a mesma idade do nosso pais foi um choque! Pensei muito sobre nossa historia, nossa cultura e hábitos, enfim, sobre minha origem.

O Brasil é maravilhoso. Com muitos problemas sociais e nosso povo trabalhando arduamente para conseguir o pão de cada dia, mas é minha casa, minha raiz, minha tribo. Ter esses pontos de comparação estando na Europa, na Terra Antiga, mudou absolutamente minha cabeça em relação a questões mais amplas e universais.

Esse forte muito bem preservado, com muralhas altíssimas de frente para o porto me transportou para aquela época, há mais de 500 anos atrás.
Artilharia antiga
Artilharia antiga

Senti uma admiração pelos ancestrais e muitas vezes me sentei em algum lugar e fiquei imaginando o que poderia ter se passado por ali.

Oliveiras crescem por todos os lados. Pensar que essas árvores são cultivadas há mais de 10.000 anos é incrível!! Segundo o código de Sólon, na antiguidade as oliveiras eram consideradas sagradas. Aqueles, que ousassem matar ou maltratar essa árvore, iam a julgamento na corte e eram considerados culpados. A sentença era a morte!
Azeitonas
Azeitonas

Percebi algumas pessoas sentadas em locais estratégicos desenhando as formas rústicas desse castelo. Gostaria de saber desenhar também, mas como não sei, continuei fazendo minhas centenas de fotos.
Belas paisagens!
Belas paisagens!

Senti como aquela vivencia, de absorver humildemente o peso da historia, enobrecia minha alma quase em forma de sabedoria. Foi realmente especial!

A Árvore de Hipocrates

Após esse momento de deslumbramento com o castelo, me sentei na sombra da Árvore de Hipocrates e tentei novamente me transportar para aquela época tão longínqua, há quase 2.500 anos atrás (!), época em que Hipocrates passava seus ensinamentos sobre medicina para seus pupilos debaixo da mesma sombra.
Mais uma bela paisagem!
Mais uma bela paisagem!

Pode mesmo ser verdade que essa arvore vive há tanto tempo? E os homens no período de uma vida humana, são capazes de extinguirem tantas delas… Dia filosófico esse…

Passei por mais alguns pontos turísticos e fui para o hotel trabalhar na internet. Conheci um escritório ao lado do hotel que faz fotos aéreas da região com um pequeno balão. Deliciei-me vendo as imagens coloridas de Kos. (Quem me dera ter equipamentos assim). Pedi a permissão de usar seu sinal de wireless, mas só consegui acessar a internet da rua, portanto, esse foi meu local de trabalho (risos).
Olha que vista maravilhosa!
Olha que vista maravilhosa!

Ueba! Amigos! Thermas!

Estava em um quarto com duas camas só para mim, mas hoje conheci Priscila, minha nova room mate.
Priscila é brasileira. Coincidência tremenda, já que não havia visto nenhum conterrâneo nosso naquelas terras longínquas. Apesar de ser brasileira, morou por mais de dez anos nos Estados Unidos e hoje vive na França. Logo nos tornamos amigas, e foi bom falar um pouco de português novamente.

Conheci também nossos vizinhos de quarto: dois gregos muito queridos que estavam de férias e então, formamos o novo grupo de amigos. Combinamos de nos encontrar no Thermas a meia-noite para nadarmos nas águas quentes. Vagelos e George foram de moto e eu encontrei Dimitri com quem peguei uma carona.

A estradinha até lá era perigosa e estava ventando muito. Chegando ao Thermas por um penhasco rochoso, pudemos ver um coelhinho selvagem que nos acompanhou por um tempo. Encontramos nossos amigos no Hot Springs com dois deliciosos vinhos.

Foi uma experiência incrível nadar em águas tão quentes e sulfurosas! Parecia uma grande jacuzzi, já que bolhas nos massageavam brotando do solo arenoso. A água quente sai de uma pequena caverna no paredão rochoso rumo ao mar e um dique foi construído para conte-la na “grande banheira”. Quase não podíamos ficar próximos a sua nascente de tão quente que era! Sentíamos o odor sulfuroso que exalava da água e dizem ser medicinal, especialmente para os ossos.

O cenário se completava com um céu estreladíssimo, onde pequenas estrelas cadentes nos permitiam o direito a pedidos. Que delicia! Que relaxante!
Igreja em Kos
Igreja em Kos

Quando cheguei ao hotel, meu corpo ainda estava quente! Tive uma surpresa: todas as minhas pratas ficaram pretas esverdeadas! Foram totalmente corroídas pela água sulfurosa! Ah não! Que pena! Não sei se conseguirei dar vida a elas novamente…

Logo, Vagelos e George chegaram e terminamos nossa noite no roof do hotel, tomando vinho e contando as estrelas cadentes. Nada mal, hein!

Amanhã, alugarei uma scooter e iremos com a Priscila procurar lugares mais distantes.
Scooter
A Scooter que aluguei!

Nos vemos!!

Arquivado em: Deuter, Viagem Tags: Viagem

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