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Expedição Mediterrânea – Deserto do Saara

Aqui não é disneylândia!
O que lhes conto aqui hoje, e uma passagem absolutamente especial.
Rumo ao Deserto do Saara
Logo cedo, encontramos nosso grupo de 14 pessoas de diversas partes do mundo e embarcamos em um minibus rumo ao temido Deserto do Saara.

Aqui não é disneylândia!

O que lhes conto aqui hoje, e uma passagem absolutamente especial.

Rumo ao Deserto do Saara

Logo cedo, encontramos nosso grupo de 14 pessoas de diversas partes do mundo e embarcamos em um minibus rumo ao temido Deserto do Saara.

Viajamos por 11 horas através da High Atlas Mountain, cadeia montanhosa com paisagens maravilhosas e penhascos assustadores, que no inverno fica com alguns topos nevados, em plena região desértica! O calor era tremendo e a sede também.

Paramos em Ouarzazate, entrada do deserto, onde almoçamos. Depois, mais estrada. No fim do dia, chegamos a La Vallee De Dades onde pernoitamos. O hotel era um oásis no meio do deserto! Circundado por montanhas altíssimas e um riacho delicioso.

Eu no oásis!

Curtimos a companhia de nossos novos amigos embaixo de um céu estreladissimo, onde diversas línguas salpicavam de forma muito engraçada. Fomos descansar, já que o dia seguinte seria “o grande dia”.

Os Berberes

Viajamos mais um dia inteiro no calor absurdo do ônibus já na região desértica, até chegarmos ao nosso ponto de partida para o acampamento.

Eu de Berbere

No caminho conhecemos uma comunidade que vive em um verdadeiro oásis onde boa parte da população local trabalha para tirar seu próprio alimento. Com plantações bem verdes, figueiras, tamareiras, pés de alfafa, de romã, de azeitona, que crescem lindamente no meio da paisagem marrom dessa região marroquina. As casas dessa pequena vila são construídas com terra, fibra de trigo e pedras. Nessa comunidade apoiada pelo governo do Rei Mohamed VI, moram na maioria mulheres e crianças, já que os homens são nômades e vivem pelas montanhas e pelo deserto negociando tapetes, pratarias, ovelhas e camelos. Esses são os berberes. Povo tribal, nômade e comerciante.

Caravana no deserto

Em Tiner-In, conhecemos a verdadeira produção dos tapetes berberes que são feitos por mulheres e cheios de significados. Há o tapete para se dar ao marido no dia do casamento, o tapete de boas vindas, o tapete para o dia e para a noite. São realmente maravilhosos, únicos e o preço vale à pena. Pode-se ate pagar com cartão de crédito!! É. A globalização chegou ao deserto.

Aliás, se perguntar o preço, provavelmente terá que comprá-lo. Um argentino do nosso grupo acabou comprando um por 500 Dihans, mais uma camiseta e um chapéu. Eles são assim, negociantes!

A sede no deserto e interminável! Enquanto no Brasil não bebo mais que 2 litros de água por dia, lá tomei facilmente 10 litros e nada de fazer xixi! O ar é sequíssimo e algumas pessoas começaram a ter pequenos sangramentos no nariz.

Mais de 40 graus. Nunca tinha sentido tanto calor em minha vida.

Entramos no deserto e todos que estavam dormindo no ônibus, acordaram. Uma ventania que levantava areia a ponto de nublar toda a nossa visão veio em nosso encontro. A apreensão foi geral. Tempestade de areia? Lenço amarrado no rosto, óculos escuros…

Chegamos a um hotel berbere em Merzouga, que recebe além de viajantes, caravanas que atravessam o deserto em dezenas de camelos. Foi o tempo de separarmos uma troca de roupas, comprarmos água, e montarmos nos camelos rumo às dunas do Deserto do Saara.

Os camelos são animais extremamente úteis e valiosos. Fortes, resistentes, e muito dóceis e excêntricos. Custam em media 2.000 euros cada e vivem cerca de 20 anos.

Meu amiguinho

É verdade, os marroquinos brincam o tempo todo que querem nos trocar por camelos, mas não passa de uma piada. (Ainda bem!)

Nosso grupo foi guiado por dois berberes por um passeio incrível através das dunas mais temidas de toda nossa Terra. Foi divertidíssimo e fotos especiais registraram nossa jornada africana.

Acampamento no Deserto

Em pleno deserto, um camping estava montado a nossa espera. Tendas muito simples com tapetes no chão e só! Subimos uma duna enorme que quase me matou. A dificuldade naquele calor foi tremenda! A areia e o cansaço me fizeram perceber o quanto somos frágeis em situações tão adversas.

Acampamento no deserto

O sol se pôs e descemos para o acampamento onde momentos mágicos e inesquecíveis nos esperavam. Sentamos todos em volta de um fogareiro e o papo rolou solto regado a muito chá de menta. Estafados, sem banho, mas muito felizes por termos a oportunidade de vivenciarmos aquele momento. A expressão de todos era de contentamento, admiração, êxtase…

Cada um contou como foi parar ali, e constatamos o quanto nosso grupo era especial! Com idades homogêneas e culturas diversas, ali, todos éramos iguais: Viajantes em pleno deserto do Saara!

Um ensopado com carne de frango, cenoura, batata, ervilhas e azeitonas nos foi servido, acompanhado de pão, alem de deliciosas frutas.

Batucadas

Depois de matarmos a fome, a festa começou. Nossos guias berberes cantaram e tocaram tambores para nós, enquanto dançávamos rindo sem parar. Uma energia contagiante! O Gabriel, nosso companheiro mexicano sacou uma bela tequila de sua mochila, que temperou a farra.

Alegria geral!

Quem disse que pregamos os olhos nessa noite?? Estendemo-nos em tapetes na areia, e ficamos contando estrelas cadentes até que um cometa cruzou nossa visão de um lado ao outro do céu, espalhando sua luz e deixando seu rastro vermelho. Imagem que ficará para sempre nas nossas memórias. Nossa! Nem tenho palavras para descrever o que é o céu na noite do deserto.  A felicidade foi tanta, que nos abraçamos, gritamos e comemoramos a bênção de estarmos vivendo algo tão especial!

Cochilamos por 1 hora no máximo por ali mesmo, jogados na areia, já que o sol apareceu as 6 h da manha. Ao contrario do que dizem, não fez frio durante a noite, apenas um vento gelado veio com o nascer do sol.

Escorpiões e Afins

Encontrei um dos nossos guias acordando os camelos e com um dedo três vezes o tamanho dos outros, enrolado em um plástico. Ele fora picado por um escorpião durante a noite!!

-Por sorte – disse ele – não tinha muito veneno. Afeee…. Simplesmente dormir sem pensar nas cobras e escorpiões foi algo impossível, afinal, nós e que estamos invadindo seu habitat.

Nas viagens, sempre levo comigo um kit bem completo de primeiros socorros e remédios. Mediquei nosso guia, que aceitou sem remediar.

Montados em nossos camelos, seguimos muito maravilhados até o Hotel Berbere. O silêncio imperou. Quase não se ria ou falava. Todos estávamos impressionados e respeitosos com aquele lugar tão inóspito e mágico.

Andando de camelo

Obrigada Saara!! Chocram!!

Tomamos café no hotel e tivemos alguns minutos para uma merecida ducha antes de encararmos mais 12 horas de viagem até Marraquexe.

Que calor! Que calor!

Alguns de nós sentiram-se meio doentes, com problemas intestinais, pressão baixa.

O deserto e realmente o lugar mais fantástico e radical que já conheci. E dizer que quase chorei ao me despedir do meu camelinho… acho que me apaixonei…

Vemos-nos na próxima aventura!

Ate já!

Serviço

Agencia Sahara Expeditions – www.saharaexpeditions.com

Angle Rue Bani Marine ET Mouahidine, ler Etage – Marraquexe

Telefone: 024-427977

[email protected]

Como Chegar

Fica a cinco minutos da medina de Marraquexe.

O que levar

Roupas apropriadas para o calor escaldante. Bermudas são aceitáveis, desde que cubram as pernas ate abaixo do joelho. As mulheres devem prestar maior atenção as vestimentas e tentar ser sensível a cultura marroquina: nada de decotes, transparências ou peças que chamem muita atenção.

Leve um agasalho. As temperaturas são extremas, podendo cair muito durante a noite

Chapéu, óculos escuro e protetor solar são imprescindíveis!

Sistema de hidratação, e se possível, térmicos.

E claro, sua câmera fotográfica!

Bjs, Até a próxima!

Arquivado em: Deuter, Outros Esportes, Viagem Tags: Outros Esportes, Viagem

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