Após uma boa noite de sono, acordei no primeiro dia em Kos e logo fui alugar uma bike. Kos é uma ilha bem plana, salvo as pontas que são montanhosas.


Comecei a achar que uma semana seria tempo demais por ali, mas teria que esperar já que não são todos os dias que saem navios para Santorini.

Após caminhar no calor escaldante por mais de três horas, resolvi dar um mergulho em Milosnovamente. Parei em um pequeno supermercado para me abastecer com água fresca e pedir informações ao dono, Dimitri.
Munida de mapa e guia local perguntei sobre “Thermas”, local afastado onde no mar brotam águas sulfurosas termais e medicinais. Fui convidada para ir até lá amanhã. Mas, o melhor mesmo é ir durante a noite, já que nadar em águas quentes no calor não é a melhor pedida. Combinamos de sair à meia noite do dia seguinte.
Dos Livros
Kos tem uma rica e longa história que data de mais de 6.000 anos, desde a época pré-histórica do Período Minuano. Escavações do ano de 1922 feitas pelo arqueologista italiano Doro Levi, trouxeram a tona achados que provam que Kos já era habitada desde o inicio do Período Neolítico. Há muitas referencias a Kos nas antigas mitologias gregas, sobre heróis e deuses visitando a ilha, até mesmo Achilles e Hércules.

Devido à sua estratégica localização, bem perto da costa da Ásia e no meio das rotas dos navios, não demorou muito para seu crescimento e potência aparecerem.
Durante a Idade do Bronze (2.800-1.600 A.C.), Kos era muito ativa no comercio e na fabricação de ornamentos, o que foi descoberto em recentes escavações arqueológicas que confirmam a evolução da ilha através de seu estilo único em cerâmica. A tradição existe até hoje através das diversas fabricas que criam belos vasos feitos a mão, que são maravilhosos souvenires para se levar para casa.
Indo para a Idade Geométrica e Arcaica, quando Kos participou da Guerra Troiana com trinta grandes barcos, a ilha então foi habitada pelos Dorians. As ruínas de muitos prédios ainda sobrevivem desde essa época.
Hipócrates


Durante o Período Helenístico e Romano, Kos se tornou o centro comercial e o maior porto doMediterrâneo. Nesse período, Anciet Agora foi construída, com um grande espaço para mercadores que negociavam seus produtos do Império Romano.
Muitos templos romanos foram construídos, como as incríveis vilas romanas que ainda sobrevivem (Casa Romana), com magníficos afrescos e mosaicos.
Conforme o tempo foi passando e o mundo entrou no Período Cristão e Bizantino, Kos se manteve e construiu numerosas igrejas católicas e monastérios bizantinos, tornando a ilha um tipo de epicentro religioso da época. Definitivamente as melhores visitas são as igrejas construídas no século XII e XIV no alto da montanha Zia, St. Georgis, Panagia e Monagri, além dos monastérios com seus elaborados afrescos e ícones.
No período Bizantino, Kos foi o “Hospital” da época Medieval, quando as caravanas usavam a ilha como parada para se reabastecerem, descansarem e se tratarem das doenças em sua jornada para as ilhas Holy.
Durante esses tempos, Kos trocou de mãos muitas vezes até o inicio dos anos 1300, quando o Genoan Grandmaster Vinioto Vinioli, ajudou Knights e as ilhas da redondeza através da ordem de St. John de Jerusalém, trazendo crescimento econômico e prosperidade aos habitantes até o Império Otomano, que ocupou a Grécia por 400 anos até os tempos modernos.
O período Otomano começou em 1523, quando as ilhas do Dodecaneso sucumbiram aos ataques do Sultão Suleiman the Magnificent. Esse período levou Kos e sua população a Era do Ferro e a opressão da dominação Otomana foram dramáticas. Erradicaram a religião crista, a língua grega, seus costumes e tradições.
Grécia foi declarada independente da Turquia em 1821 e logo Kos conseguiu sua independência também apesar de ter se mantido como uma província italiana ate 1948, o que trouxe reformas na educação e nos serviços civis, fornecendo infra-estrutura para a ilha que podem ser notados nos diversos prédios com arquitetura italiana.





