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Entrevista com Karina Oliani

Entrevistei a apresentadora do programa Extremos, do Multishow, Karina Oliani. Ela é médica, especializada em Resgate de Áreas Remotas e atleta TNT / The North Face. Apesar de ter, apenas, 29 anos, seu currículo é invejável. Chamada de “a nova Mulher Maravilha” por uma revista de personalidades, ela nos conta detalhes de sua carreira, vida e projetos.

AZ – Quando a paixão pelos esportes radicais surgiu?

KO – Desde pequena sempre fui fascinada por aventuras e desafios. Minha mãe conta que enquanto minhas outras duas irmãs brincavam de boneca na casinha de bonecas, eu ficava “escalando” o telhado para depois descer desescalando uma corda.

AZ – E qual foi o primeiro que você praticou?

KO – Por isso, aos 12 anos já tirei minha carteirinha de mergulho autônomo e fiz meu 1º salto duplo de pára-quedas.

AZ – Qual o esporte que você tem vontade de fazer, mas ainda não encarou?

KO – Quero começar a descer cachoeiras (grandes quedas).

AZ – E qual foi/é o mais radical pra você?

KO – Tiveram vários, mas fazer Tow-In no Havaí com o Keali me jogando numa onda de 20 pés foi sinistro!

AZ – Qual a sua especialidade de formação na faculdade de medicina?

KO – Wilderness Medicine. Atualmente sou a única brasileira a ter o fellowship da Wilderness Medical Society em Medicina de Emergência e Resgate em áreas remotas

AZ – Como a Medicina de Resgate entrou na sua vida?

KO – Por sempre ter praticado esportes outdoor, me vi envolvida em vários resgastes mesmo antes de me formar médica. E por sempre ter gostado de adrenalina, resgate foi uma área que me dediquei e desenvolvi durante a faculdade

AZ – Himalaia, como foi trabalhar lá e qual foi o maior desafio nessa cordilheira de gigantes?

KO – Incrível. Foi uma experiência única e que me fez querer escalar o Everest, projeto para 2012 ou 2013, vamos ver.

AZ – Pilotar helicópteros e mergulhar são hobbies ou você resolveu aprender ambos com alguma intenção além de se divertir?

KO – Sou instrutora de mergulho desde 2002. Trabalhei com isso por quatro anos antes de me formar médica e ainda dou alguns cursos quando estou aqui no Brasil. Quanto ao helicóptero, fiz o curso pensando em trabalhar com resgate aeromédico, área que sempre me interessou, além da paixão por voar que sempre tive…

AZ – Como surgiu o convite para o Extremos?

KO – Já tinha sido convidada para apresentar o Extremos com a Dani Monteiro assim que o programa foi criado. Por isso fui a convidada da série que foi para o Nepal. Mas tive que recusar o convite porque recebi uma proposta irrecusável da Record em 2009 para ter meu próprio programa em canal aberto por 1 ano. Quando meu contrato com a Record acabou, coincidiu com a gravidez da Dani Monteiro e o Multishow me fez uma nova proposta para voltar como apresentadora do Extremos.

AZ – Você ainda dá plantão em 2 pronto socorros de SP, não é? Como você ainda arruma tempo, é fácil conciliar o Extremos e a medicina?

KO – Eu nunca vou deixar a medicina de lado. A TV aconteceu na minha vida por acaso… A medicina eu escolhi! Amo meus dois trabalhos e eles se completam e tem muito a ver, mais dos que muitos pensam… Mas realmente não é nada fácil conciliar as duas coisas. Quando estou em São Paulo, dou dois plantões por semana no pronto-socorro.

AZ – Você já teve experiências anteriores como apresentadora no Rota Radikal e no Rolé. Mas como é apresentar um programa como o Extremos?

KO – É praticamente igual. A diferença é que no Rota Radikal trabalhava com cameramans que também eram atletas e tinham um preparo físico maior que o meu. No Extremos é o oposto. Tento sempre incentivar o Magoo a treinar mais antes das gravações para não chegar no grau de cansaço e dores musculares que ele chega ao final de cada gravação. É uma equipe que não está tão acostumada aos esportes, mas muito unida e muito engraçada justamente pela sua diversidade.

AZ – Nos esportes radicais sempre corremos riscos, como é correr esse risco na tv?

KO – A mesma coisa. Não simulamos nada. Se tem risco mostramos, se não tem, também falamos. Levo meu kit médico completo em cada gravação como se estivesse saindo em uma aventura com meus amigos. E claro, que estamos sujeitos a acidentes e imprevistos na frente ou atrás das telas.

AZ – Magoo e Julia, fale pra nós um pouco mais dos seus companheiros de programa e perrengues.

KO – Acho que já comentei um pouco sobre eles anteriormente. Eles são pessoas muito queridas e quando estamos gravando, todos se ajudam. Somos uma equipe, mesmo apesar de todas as diferenças de opiniões, nível técnico e treinamento de cada um.

AZ – Conte-nos um pouco sobre o projeto “Sete Cumes”. Quais já foram feitos e quais os próximos da lista que serão feitos?

KO – Já escalei o Kilimanjaro, Aconcagua e Elbrus. Ainda me restam: Denali, Vinson, Cartsensz e Everest. Mas sem patrocínio será muito difícil terminar o projeto… Ainda não tenho previsão de quando escalarei o próximo cume.

AZ – De onde surgiu a ideia de criar a organização Medicina de Aventura?

KO – Foi de uma reunião que tive com o meu amigo e sócio, Dr Adriano Leonardi em 2007. Na época, ele como ortopedista e também amante dos esportes, queria criar algo que associasse a medicina a aventura e em 2008 nós fundamos o Medicina da Aventura, que atualmente tem oito médicos envolvidos e está sendo um sucesso no país.

AZ – O fato de ser mulher faz com que você seja olhada por outros com algum tipo de preconceito ou diferença quando está nas montanhas ou em qualquer ambiente mais rústico?

KO – De uma certa maneira. Por exemplo, convidei uma amigona, a Roberta Recoder para escalar o Aconcagua comigo. Ela é linda e meiga, uma mulher muito delicada e lógico que quando chegamos no campo base todos duvidaram do nosso sucesso como montanhistas. Mas isso foi só até eles verem a gente começar a fazer nossos treinos com mais de 20kgs nas costas. Acho até bom porque o nosso respeito é conquistado! E isso, para uma pessoa que gosta de desafios como eu, dá até um “gostinho” a mais para a aventura.

AZ – Como é o treinamento da Karina para encarar todos os desafios da agenda de aventuras? Corrida, musculação, escalada indoor?

KO – Bom, meu treino é sempre específico para o próximo desafio que vou encarar. Atualmente faço musculação pesada 3X por semana e corro 3X por semana, além de outras aulas e danças que faço por hobby.

AZ – E para a mente, você tem algum treinamento ou ritual especial?

KO – Acho que treinar fisicamente serve também para o treino mental. Meus treinos são sempre muito fortes e termino no meu limite. Nos dias que faço tiro, alongo na sauna e tento fazer massagem para relaxar a musculatura, além de me alimentar bem.

AZ – Bailarina, salva vidas, modelo, médica, voluntária, mergulhadora, piloto, bicampeã de wakeboard, recordista brasileira de apnéia, apresentadora e atleta. A revista Caras a chamou de “ a nova Mulher Maravilha”. Qual o segredo para isso tudo Karina Oliani?

KO – Haha, não é bem assim… Sou muito normal, vou no cinema com meu namorado, jogo cartas com meus pais, quando posso vou simplesmente andar no parque com o Scuba (meu cachorro). Mas eu sempre fui uma pessoa super ativa e assim que um desafio começa já estou pensando no próximo. Sou movida por eles, então acho que isso me fez, ao longo desses 29 anos, conquistar alguns títulos legais.

AZ – O que a família Oliani acha de ver uma das meninas pendurada nas montanhas?

KO – Mas é claro que 70% disso tudo devo aos meus pais. Minha família sempre me incentivou demais em tudo que eu me propus. E apesar de ficarem até hoje com o coração apertado quando eu parto pra alguma aventura, eles nunca me impediram de fazer nada.

AZ – Planos e sonhos… Algum plano ou sonho em mente no futuro, seja na vida profissional ou na pessoal?

KO – MUITOS MUITOS. Mas é melhor a gente ir falando de um por vez para vocês não fazerem o diagnóstico de uma pessoa hiperativa, haha…

Arquivado em: Geral Tags: entrevista, extremos, karina oliani

4 Comentários em "Entrevista com Karina Oliani"

  1. Marcelo Ferret disse:

    Sou um grande fã da Karoina Oliani… Parabéns por esta baita entrevista !!! Um forte abraço

  2. Administrador disse:

    Muito obrigada Marcelo.

  3. celia disse:

    ela é d++++, cada dia que passa vc acaba se apaixonando mais por ela
    bjs

  4. Thalyson disse:

    Parabéns pelo trabalho! Fazia muito tempo que não assistia o programa Extremos e gostei muito de assistí-la em Tokio na Macau Tower.
    Gostaria de fazer parte brevemente da Organização Medicina de Aventura.
    Sucesso! Você merece!

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