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Entrevista com a fera Guilherme Renke


Estudante, modelo, apresentador e atleta. Quem faz tudo isso? Guilherme Renke, o jovem piloto de downhill, carioca, criado em Visconde de Mauá, que nos próximos dias 26 e 27 competirá no Morro Santa Marta, Rio de Janeiro, o Desafio Urbano de Downhill, evento patrocinado pela empresa de bebidas energéticas Red Bull. A competição reunirá apenas pilotos convidados. Na briga pelo título estadual de 2009, Guilherme nos falou um pouco sobre sua vida, sua carreira e como é estar entre os melhores do país na modalidade.
O que despertou seu interesse para o downhill? Como começou sua trajetória na profissão?
Guilherme Renke: Comecei no downhill em 1997 quando participei do Campeonato Brasileiro que foi realizado em Visconde de Mauá/RJ. Minha mãe me levou e depois de levar vários tombos fiquei em terceiro com a minha Caloi 10. Sempre fui apaixonado por velocidade e o downhill “matou a minha sede” nesse sentido. Depois de experimentar, fiquei viciado.

O que gosta no downhill? Como se sente enquanto pilota?
GR: Gosto da liberdade que a bike me proporciona, o contato com a natureza também é fundamental… é como se fosse uma meditação pra mim! Quando piloto, sinto que posso fazer tudo o que eu quero… até a hora que eu caio! Rsrsrs…

Quais as maiores dificuldades para um piloto iniciante?
GR: Ahhh, são várias dificuldades… a começar pelo preço das bikes que não são baratas… mas para um amador é tudo festa. Os tombos fazem parte, é normal “se quebrar todo”! O importante é sempre respeitar os seus limites. O problema mesmo é quando você decide se profissionalizar, aí os custos aumentam com viagens para competições e equipamentos mais caros.

Você é estudante de Medicina, apresentador de TV, modelo e piloto de downhill. Como você consegue dividir seu tempo?
GR: Essa pergunta é difícil! Ninguém entende muito como eu consigo fazer isso, mas a resposta é simples: existe tempo para tudo quando você é versátil. Alguns falam que uma coisa não tem nada haver com a outra, mas acredito que as competições me ajudam a melhorar minha concentração para as provas de medicina, ser modelo me ajuda a vender minha imagem na televisão, a televisão me ajuda a divulgar o downhill, e por aí vai… é como uma bola de neve! Lógico que nem tudo são flores… às vezes estou competindo e durante a noite estudo para a faculdade e edito meus programas, tudo ao mesmo tempo! Ser 4 em 1 tem suas dificuldades.

Pretende permanecer nas quatro atividades – médico, apresentador, modelo e piloto – por quanto tempo? Em qual dessas atividades você sente mais prazer?
GR: Divido minha vida em: Obrigação, Compromisso, Hobby e Competição! A medicina é meu dever e, sendo assim, minha obrigação que também é divertida! Meu programa é meu compromisso, ser modelo é meu hobby e ser piloto é competir!

Fale-nos sobre sua experiência apresentando o programa “Poeira”:
GR: Essa história é bacana… o mais legal de tudo é quando alguém na rua, que você nunca viu na sua vida, vem falar que seu programa é muito bom e que você apresenta bem! O “Poeira” me abriu muitas portas, seja no MTB como em outras atividades. Eu sempre editei vídeos, mesmo antes do programa. O que fiz foi levar esse hobby para a TV. A experiência é sensacional! Conheço várias pessoas, viajo por todo Brasil e faço muitas besteiras… Meus programas sempre começam com algo engraçado… eu adoro surpreender!

Você foi ainda criança para a região de Visconde de Mauá, conhecida pelas lindas paisagens e serras. Em sua opinião, lá é o melhor lugar para a prática do downhill no estado do Rio de Janeiro? É onde você mais gosta de treinar?
GR: Sim, não só na minha opinião, mas na de várias pessoas, Mauá um dos melhores lugares para prática do Downhill juntamente com Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro. Na verdade, não existe melhor lugar para treinar, o que conta mesmo é a companhia. Eu, por exemplo, adoro andar com meu irmão Ronny e pessoas muito amigas como o Bruno Baeta, Fred Assunção, Kayo Cardoso e o Bruno Loureiro (já falecido) que me ensinaram e ensinam tudo o que sei hoje.

Você participou de competições no exterior. Fale-nos sobre essa experiência:
GR: Ahhh, já viajei para vários lugares… são sempre experiências muito boas. Minha primeira viagem foi para a Colômbia para participar de um Panamericano aos 16 anos. Depois visitei outros vários lugares como EUA, Canadá, México, Peru…

Como você vê o downhill na região sul-fluminense e no estado? Temos pilotos promissores aqui? E os incentivos?
GR: O Rio de Janeiro está com muitos atletas novos surgindo, o que falta é mais incentivo das empresas que não sabem com estão perdendo em não apoiar novos atletas. Todo dia vejo novos pilotos de Barra Mansa, Volta Redonda, Angra dos Reis, se saindo bem nas competições. No Brasil existe uma cultura errada em relação a incentivos… na verdade as empresas acham que estão ajudando o atleta. É como se fosse uma doação. Mas não é. Os atletas é que ajudam as empresas. Eu sou prova viva disso, sempre mostrei e convenci muitos empresários sobre esse assunto. Todo atleta deve saber como “se vender”, deve ter estudo e contar com uma assessoria profissional.

Qual o seu diferencial e objetivos como atleta?
GR: Bom, existem no Brasil alguns atletas que são melhores do que eu nas pistas, tanto que sou o 18º do Ranking Nacional no momento, mas é difícil encontrar alguém que tenha uma visão empresarial como a minha. Hoje tenho vários patrocinadores e projetos convincentes que me proporcionaram um conforto financeiro muito bom. Vide o site da nossa equipe: woohooriders.com. Não existe no Brasil, até onde eu saiba, outra equipe que tenha tamanho profissionalismo. Meus objetivos são claros, ser Campeão Estadual do Rio esse ano e em 2010 correr todas as provas do ranking nacional e provas da Copa do Mundo.

Seu irmão Ronny e você estão brigando pelo título carioca de downhill. Os irmãos Renke são ícones desse esporte no estado do Rio de Janeiro. O que você tem a dizer para quem sonha em ser piloto?
GR: Respeite seus limites Sempre! Faça Downhill porque você gosta! Ser conhecido, ter fama e dinheiro não significam absolutamente nada “o último degrau da sabedoria é a humildade” seja bom não só na bike, mas também com todos ao seu redor. Quando se deparar com uma dificuldade na trilha ou nas competições lembre-se: “o que parece impossível hoje, amanhã será o mais fácil!” Lembre-se também que a bike nunca pode ser a coisa mais importante da sua vida. Se está sendo, você está no caminho errado! Seja um vencedor dentro e fora das pistas.

Conheça mais sobre Guilherme em: www.woohooriders.com
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2 Comentários em "Entrevista com a fera Guilherme Renke"

  1. Rafa Seganfredo disse:

    Bom mindset

  2. Dulce Sales disse:

    O Guilherme é ótimo! Competitivo, profissional, bom caráter! Vai dar show no Desafio do Santa Marta! Boa sorte, Guilherme!

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