Hoje com a popularização do BASE jump, fica cada vez mais fácil cruzar com imagens desses “saltadores”, seja na web, seja em festivais de filmes e até na televisão. No entanto, ainda há muito mistério e curiosidade sobre o esporte. Por isso, eu, Gustavo Azevedo (a.k.a. Sistemoto), fiz este breve relato na expectativa de apresentar o esporte e tirar algumas dúvidas.
O BASE jump é um salto de paraquedas a partir de objetos fixos. A sigla B.A.S.E. representa as inicias, em Inglês, dos principais objetos utilizados para prática do esporte: B – Building (Prédio); A – Antenna (Antena); S – Span (Ponte); E – Earth (Montanha).

História
A origem do BASE jump é um assunto polêmico. Existem saltos bem sucedidos datados desde 1912, mas, o esporte moderno como o conhecemos nasceu em 1975 nas paredes do El Captain, no Parque Nacional de Yosemite (California). O termo BASE jump foi cunhado por Carl e Jean Boenish (BASE#4 e BASE#3) que juntamente com Phil Smith (BASE#1) e Phil Mayfield (BASE#2) são considerados os pais do esporte. Nessa época Carl, Jean, Smith e Mayfield modificavam e saltavam com os paraquedas utilizados para saltos convencionais (a partir de aeronaves). Em 1981, Carl Boenish começou a expedir números para os BASE jumpers que completassem pelo menos 1 salto de cada objeto na sigla (os chamados BASE #numbers). Estes números continuam a ser expedidos até os dias de hoje para BASE jumpers em todo o mundo, o que permitiu que 28 anos após o salto de Phil Smith (BASE#1) em Houston (Texas – US), eu pudesse me tornar BASE#1318, aqui no Rio de Janeiro.

Saltar a noite é uma técnica importante no BASE
Foto: André Sementile
Diferenças entre Skydive e BASE
Na maioria dos casos os BASE jumpers também saltam de avião, pois este é considerado o caminho mais natural para ingressar no esporte, dado o grande número de similaridades. No entanto, as diferenças que existem são bem grandes, sendo a principal delas a altura. Nos saltos de avião, um atleta costuma iniciar sua queda em torno de 3500 metros do solo, abrindo seu velame principal (parte de tecido do paraquedas que sustenta o paraquedista) por volta de uns1000 metros de altura. Isso é traduzido para aproximadamente 45 segundos de queda-livre. Ao abrir o seu velame, um paraquedista mediano leva em torno de 3 minutos para chegar ao solo (podendo variar em função de seu peso e tamanho do velame). Já os saltos de BASE jumppodem ser feitos (com segurança) a partir dos 60 metros de altura, dadas boas condições para o pouso logo abaixo do objeto. Para dar um exemplo dessa diferença, em um BASE de aproximadamente 100 metros de altura o BASE jumper leva em torno de 15 segundos desde a saída do objeto até o pouso, com seu velame em perfeitas condições. Isso faz com que os tempos de reação de ambos os tipos de paraquedistas sejam bem diferentes.
O equipamento de skydive (saltos de avião) é composto por 1 container (“mochila” onde o velame fica dobrado durante a queda livre) e 2 velames (1 principal e 1 reserva). No BASE jump o equipamento é composto apenas por 1 container e 1 velame, dado que na maioria dos saltos não haveria tempo para o uso de um segundo velame. Sendo assim, é necessário um conhecimento razoável sobre o equipamento para fazer os diferentes tipos de “set-up”, para os diferentes tipos de objetos. Atualmente existem algumas fábricas de equipamentos específicos para BASE, não sendo mais necessário modificar os de skydive. Estes são desenvolvidos para as necessidades do BASE (aberturas rápidas, centralizadas e confiáveis), que foram apuradas ao longo da evolução do esporte, tornando sua prática cada vez mais segura.

Salto HandHeld (com o PilotChute na mão), treinamento para aberturas mais rápidas
Foto: André Sementile
BASE no Brasil
BASE no Brasil
O BASE jump é um esporte muito novo no Brasil e ainda com poucos praticantes. Apesar de existirem BASE jumpers brasileiros há mais de 15 anos, arrisco dizer que foi apenas há 4 anos que o mesmo começou a se popularizar no Brasil. Hoje temos cerca de 40 praticantes ativos. No entanto, o Brasil é um país com enorme potencial para a prática do esporte. Temos alguns prédios altos, boas antenas de 90 – 100 metros e muitas pontes das antigas ferrovias, mas sem dúvida, nossos melhores saltos são os de montanha. Lugares como a Pedra do Baú em SP, Pedra do Fritz em MG, Morro do Pai Inácio na BA e Corcovado no RJ começam a colocar o Brasil no mapa mundial do BASE Jump. Eu posso me orgulhar em dizer que aprendi o BASE jump e completei minhas 4 letras no Brasil, sendo duas delas no Rio de Janeiro (B e E). Mas chega de papo, o vídeo abaixo é uma compilação do meu primeiro salto de cada objeto das letras da sigla!
Para saber mais sobre BASE jump comece pelos artigos listados abaixo e mantenha-se antenado para um próximo post, aqui no Adventure Zone!
Getting into BASE
http://www.basejumper.com/Articles/Getting_Into_BASE/Getting_into_BASE_8.html
Number Of Skydives
http://www.basejumper.com/Articles/Getting_Into_BASE/Number_of_Skydives_806.html
Base Numbers Org
History Of BASE
Por Gustavo Britto






Prezados,
gostaria de iniciar a pratica do base jump,moro no RJ e gostaria de saber se existe alguma escola ou exigencias para me tornar um praticante.
fernandosm22@gmail.com
obrigado
Fernando,
aqui no Brasil contamos com apenas um curso de BASE jump, oferecido pelo André Sementile (andrezao@seeya.com.br ou http://www.seeya.com.br). No entanto, alerto que o mesmo é voltado para paraquedistas com experiência intermediária.
um Abraço,
caras vcs são doidos varridos. ta louco meu!
nunca faço isso.
admiro vcs.
legal,boa sorte.
Doido, sim, por pedra, por prédio, antena, ponte e outras “cositas mas”
Obrigado Josafa
A vida que eu sempre sonhei! Obrigado pelas informações.
Legal Everton,
Que bom que o material foi útil!
eu amo esse esporte mas vou completar 18 ano para fazer o curso aff
Italo,
Caso seus pais lhe permitam, não é necessário completar 18 anos para fazer o curso AFF.
Cultive essa paixão, pois ela é o que nos move!
Abs,
Gustavo Britto
[...] http://www.adventurezone.com.br/blog/2009/10/entenda-o-base-jump/ [...]
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