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El Cracaton Cracatos

Hare………
Essa terça-feira (6 de maio de 2009) eu e Kika repetimos a El Cracaton Cracatos, a via fica perto dos pilares do Corte Cantagalo (RJ).  Foi uma conquista de Julio Campanela e Eduardo Barão de 1995 e pelas minhas informações ainda não tinha acontecido uma repetição completa da linha (me corrijam se eu estiver errado).
Combinei algumas vezes de ir com a Kika na via, mas sempre acontecia imprevisto de um dos dois lados e acabávamos desmarcando, nesse meio tempo Kika tentou repetir a via com alguns companheiros e sempre empacava em um lance mais “técnico” onde não sabia se continuava em livre ou em artificial.
No domingo, Kika tinha feito o que acreditava ser sua ultima tentativa com a Helena e pela terceira vez voltava do mesmo lugar. Na segunda estávamos trocando e-mail e ela me chamou para ir à via no dia seguinte. Tinha que ser o dia seguinte, pois quarta-feira ela estava indo para os Estados Unidos e volta apenas em Setembro. Eu relutei um pouco, pois tinha aula às 7h da manha (foi mal Agenor), mas ela veio com um papo que era uma das poucas vias que faltava para entra no tão esperado Guia da Zona Sul do Rio e que era seu ultimo dia no Brasil e me convenceu a estar no portão da CEDAE as 7 da manha (eu devia estar na faculdade essa hora).
Chegando ao local combinado Kika já estava me esperando e rapidamente estávamos na trilha que por sinal é bem curta, mas como é pouco freqüentada o Capim Colonião e os Arranha Gato tomaram conta o que fez da trilha uma maquina de “Ai-Ui”. Na metade da trilha sentíamos gotas, mas preferia não acreditar que era chuva e continuamos, logo estávamos na base da via e as gotas tinham ido embora.
Com o tempo ainda muito suspeito eu me metia na Chaminé para chegar à parada Tripla que da inicio a escalada (mas essa não é a P1), rebocamos a mochila e nos preparamos para dar inicio a via.

Essa terça-feira (6 de maio de 2009) eu e Kika repetimos a El Cracaton Cracatos, a via fica perto dos pilares do Corte Cantagalo (RJ).  Foi uma conquista de Julio Campanela e Eduardo Barão de 1995 e pelas minhas informações ainda não tinha acontecido uma repetição completa da linha (me corrijam se eu estiver errado).

Combinei algumas vezes de ir com a Kika na via, mas sempre acontecia imprevisto de um dos dois lados e acabávamos desmarcando, nesse meio tempo Kika tentou repetir a via com alguns companheiros e sempre empacava em um lance mais “técnico” onde não sabia se continuava em livre ou em artificial.

No domingo, Kika tinha feito o que acreditava ser sua ultima tentativa com a Helena e pela terceira vez voltava do mesmo lugar. Na segunda estávamos trocando e-mail e ela me chamou para ir à via no dia seguinte. Tinha que ser o dia seguinte, pois quarta-feira ela estava indo para os Estados Unidos e volta apenas em Setembro. Eu relutei um pouco, pois tinha aula às 7h da manha (foi mal Agenor), mas ela veio com um papo que era uma das poucas vias que faltava para entra no tão esperado Guia da Zona Sul do Rio e que era seu ultimo dia no Brasil e me convenceu a estar no portão da CEDAE as 7 da manha (eu devia estar na faculdade essa hora).

Chegando ao local combinado Kika já estava me esperando e rapidamente estávamos na trilha que por sinal é bem curta, mas como é pouco freqüentada o Capim Colonião e os Arranha Gato tomaram conta o que fez da trilha uma maquina de “Ai-Ui”. Na metade da trilha sentíamos gotas, mas preferia não acreditar que era chuva e continuamos, logo estávamos na base da via e as gotas tinham ido embora.

Com o tempo ainda muito suspeito eu me metia na Chaminé para chegar à parada Tripla que da inicio a escalada (mas essa não é a P1), rebocamos a mochila e nos preparamos para dar inicio a via.

Como a Kika já tinha guiado algumas vezes essa enviada ele fez a gentileza de me deixareu encarar essa. A enfiada segue por uma aresta que forma entre o grande negativo e a parede positiva que faz da via uma linha bem vertical, após alguns metros essa fenda acaba e chega a dois grampo de ½, um lance de Cliff em agarra natural, mais um em buraco de Cliff e estamos na P1. Dou a dica de ir até a primeira chapa depois da P1, com isso você evita a queda de Fator 2 em apenas um grampo.

Com a corda fixa a Kika rapidamente limpou a enfiada, mas mesmo assim não abri mão da minha redinha.

Mais uma dica que dou para a galera que esta se metendo nos artificiais e BigWall. Essa e uma rede extremamente leve e que faz toda a diferença quando ficamos horas dando segurança em conquista ou e Artificial. Vale à pena ter uma dessas. Só não pode ser a de tela porque após algumas horas você fica parecendo um “queijo defumado” e o que deveria ser confortável passa ser uma tortura, sem contar que todo o equipo fica agarrando em suas linhas.

Na Debaral (Tetos do Pão de Açucar), observando Michelle limpar a ultima enfiada.

Organizei-me e logo estava na fenda da segunda enfiada, após algumas peças chego ao local problemático de onde a Kika sempre descia. De fato o lance não é muito óbvio e exige um pouco de leitura. Tínhamos duas opções tocar reto em livre que daria muito mais que o quarto grau dito pelo Barão ou seguia por uma fenda meio podre pela esquerda em um artificial meio tenso e que foi a opção que escolhi. Algumas peças duvidosas e sempre muito pequenas me botavam em atenção, coloquei um Rurp e um Alien Preto (o menor) e percebi que essa era a melhor peça que tinha da seqüência e era a hora de voltar para a direita, fiz isso em agarra natural com Cliff, pois se eu caísse em livre provavelmente eu iria arrancar pelo menos umas quatro peças caindo aproximadamente uns dez metros ou mais.

No lance duvidoso.

Fazendo essa travessia para direita encontrei uma fenda entupida por mato e ali coloquei um Camalot numero 2 que me fez respirar mais tranqüilo para as ultimas passadas da segunda enfiada. E finalmente o Grampo que ninguém via a mais de 14 anos.

Muito animada a Kika já estava pendurada na corda fixa arrancando as peças. Fazia isso com certa agilidade e logo estava na P2, a base do Grande Diedro superior.

Kika limpando a 1ª enfiada

Pela cara era possível tocar tudo em livre e foi o que a Kika fez. Guio de maneira linda a primeira parte, mas chegando à virada do diedro a parede ficou bem “em pé” e muito podre e teve que artificializar o resto, mais algumas peças e o grampo final foi tocado.

Tínhamos tempo e com um pilha de leve Kika continua pela fenda e inicia a conquista do resto do Diedro, após colocar algumas peças se sentiu insegura devido a qualidade da rocha e não queria se machucar, afinal estava a poucas horas de sua partida.

Desci Kika de “baldinho” ate a parada, trocamos as pontas de corda e lá fui. Aproveitando algumas peças colocadas pela Kika e colocando mais algumas dominei o pequeno Teto no fim do Diedro e bati um Grampo acrescentando mais alguns metros na via.

Dominiando o tetinho

Procurando a melhor posiçao para bater a P3



Já com à luz do dia indo embora iniciamos o rapel. Kika não se animou muito em limpar e como tinha pouco tempo de luz fiz o rapel e vim limpando o Diedro como a fenda é um arco tomei um grande pendulo ao tirar a ultima peça e com o tranco Kika tomou um susto ao bater seu rosto contra a parede, mas tudo ficou bem.
 
O ideal é deixar essa ultima enfiada encordada para poder voltar na parada. Mais dois rapeis de trinta metros e chão.
 
Agora era chegar em casa, tomar aquele banho e partir para a despedida da Kika na Limite Vertical ;) .    Valeu Kika por me convidar para essa repetição. Alguma coisa dizia que a gente tinha que fazer isso juntos.   El Cracaton Cracatos 4º A2+ D3 Equipamento recomendado 1 jogo de Camalot até o 5 * 1 jogo de Camalot até o 3 * 1 jogo de Camalot até o 1 * (incluindo os micros) 1 jogo de Alien 1 jogo de Nut 1 Rurp Cliffs : Talon, Hanger e Hoock Tricans (Camp) até o 3
Arquivado em: Deuter, Escalada, Montanhismo Tags: Escalada, Montanhismo

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