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Da Mata ao Mangue!

Olá aventureiros, educadores, blogueiros e amantes da natureza,

Logo abaixo trazemos a nossa segunda postagem com algumas ótimas experiências que tivemos no mês de Junho.

O Moleque Mateiro neste mês realizou atividades diferentes, com objetivos distintos. Vamos relatar algumas delas para que tenham um pouco mais de aceso ao nosso trabalho.

Com a escola EDEL fizemos um trabalho de campo muito maneiro, que batizamos de: “DA MATA AO MANGUE”.

O campo teve início no Parque Nacional da Serra dos Órgãos – Subsede de Guapimirim. O objetivo aí era falar da Mata Atlântica, sua riqueza biológica e todas as interações entre e mesma e o solo.

Capela Nossa Senhora da Conceição do Soberbo - 1713

Na capela de Nossa Senhora da Conceição do Soberbo, datada de 1713, explicamos a importância histórica daquele local como centro de abastecimento para os portos da Guanabara e os viajantes da estrada real.

Com o Pico do Escalavrado imponente atrás da capela, abordamos os diferentes ecossistemas da Serra do Mar e a sua importância no clima, retendo umidade deste lado da vertente. Claro que no fim de toda essa explicação os alunos mereciam um bom banho de cachoeira e aconteceu no Poço da Capela. Estava frio, mas quem disse que criança sente frio?! As toalhas de secagem rápida da Sea to Summit, parceira do Moleque Mateiro foram muito úteis!

Criançada se “refrescando” no Poço da Preguiça

Ainda na Subsede de Guapimirim visitamos o museu Von Martius onde os alunos conheceram um pouco mais da história deste botânico e das muitas plantas pesquisadas por ele durante o século XIX no Brasil. No fim, uma bela apresentação de vídeo e embarcamos no ônibus para seguir para segunda parte do trabalho de campo: Área de Proteção Ambiental de Guapimirim.

Mas antes da visita à APA o almoço se fazia mais que necessário, o qual foi feito pela Cooperativa Manguezal Fluminense, criada neste local após a formação da APA e que tem sua história vinculada a mesma. A cooperativa busca preservar a natureza e a cultura da região através da prática de pesca feita de modo semelhante ao feito por seus avós, porém respeitando épocas de defeso, tamanhos mínimos e tantas outras questões próprias ricas do local, mas com total respeito e consciência do dinâmica ambiental do Manguezal.

Placa informativa dos tamanhos mínimos de pesca por espécie

 

Após o almoço assistimos a uma palestra sobre o manguezal, onde os alunos puderam aprender diversas curiosidades sobre o mesmo e o trabalho da APA Guapimirim. Ao fim da palestra fomos de ônibus numa praia no fundo da Baía de Guanabara e dali caminhamos um pouco pelo manguezal e os alunos viram as diferentes árvores de mangue existente e, alguns, chegaram a “lamber” a folha delas para constatar que era realmente muito salgada.

Outras experiências bem ricas que tivemos foram com duas crianças com necessidades especiais ao longo deste mês.

Uma foi num Aniversário Mateiro que realizamos no Parque Municipal da Catacumba onde um menino que é anão participou de todas as atividades propostas, até mesmo aquelas onde o tamanho era um limitador. Depois de uma trilha bem legal para ver o visual lindo do Morro do Sacopã as crianças puderam aproveitar o circuito oferecido pela Lagoa Aventuras no parque. Todas as crianças fizeram tirolesa, arvorismo e escalada, e o João como todas as outras participou de tudo.

João se preparando para se jogar na tirolesa

João na tirolesa, depois de fazer a trilha para o mirante, arvorismo, muro de escalada...superação!!

Já a outra experiência foi com o aluno Vicente do 5°ano do Colégio de São Bento. Em 2009 fizemos um trabalho com as mesmas turmas só que para o Morro da Urca, estudar a história do Rio, e o Vicente na época andava de cadeira de rodas devido a um câncer no joelho. Ele subiu de bondinho e a turma toda de trilha.

Neste ano de 2011, devido a algumas operações ele já está andando com ajuda de tala e bota especial. O passeio que fizemos para o 5º ano foi o Circuito das Grutas, para estudar geologia e ecologia. Combinamos com o colégio que iríamos levar o Vicente só até o meio do caminho, na Praça das Grutas. Esta parte é mais ou menos plana, sem rochas nem raízes e que depois ele voltaria deste ponto com um monitor para um local pré definido, onde seria o lanche com os demais colegas de turma.

Não sei se todos conhecem esta trilha, mais depois da Praça das Grutas existem subidas e descidas íngremes, com bastantes rochas e raízes. O Vicente provocou um pequeno motim entre o grupo!!! Os monitores, junto com a professora da turma, Beth, se sensibilizaram com a situação e resolveram continuar com a turma inteira. Além de fazer toda a trilha, Vicente ainda passou pelo “Buraco da Galinha”, um trecho opcional do passeio, mas que todos adoram, que é uma passagem bem apertada, em que você entra de um lado da gruta e sai pelo outro lado. No fim do passeio no ônibus todos festejaram muito o fato do Vicente ter concluído todas as aventuras com o grupo, sem limitação alguma!!!

Mais um futuro Mateiro indo para seu batismo no “Buraco da Galinha”.

Nós do Moleque Mateiro temos muito orgulho e satisfação de fazer parte de momentos como estes acima expostos, e esperamos que venham mais desafios!!!

Bem galera, era isso que tínhamos para compartilhar com vocês, nos encontramos por acaso em alguma trilha dessas por aí, e estaremos aqui todo mês contando um pouco de nossos trabalhos e novas aventuras para vocês.

Até a Mata!

Moleque Mateiro

 

Arquivado em: Educação Ambiental, Minimo Impacto Tags: deuter, educação ambiental, moleque mateiro, sea to summit

1 Comentário em "Da Mata ao Mangue!"

  1. Lena disse:

    Parabéns aos manteiros que tanto contribuem com nosso planeta,pois só com a educação conseguimos transformar.

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