0
  
     

Aventura e aprendizados da QuasarLontra ao longo da recente experiência na Costa Rica

A equipe QuasarLontra, ainda que incompleta, terminou na penúltima 6a feira a maior corrida de aventura já realizada na Costa Rica.

A prova contou com dificuldades e exigências dignas de uma etapa do circuito Mundial de corridas de aventura. Das 18 equipes que largaram completas, apenas 3 conseguiram terminá-la com todos os seus integrantes, e realizando o percurso completo. A rota bastante dura já era planejada pela organização, que contava com Antonio de La Rosa na direção, e que inseriu alguns trechos muito técnicos e/ou seções muito longas na prova. Mas as condições de clima foram impiedosos e muito além do estimado, e acabaram por desgastar demasiadamente os atletas. Os dois atletas oficiais da equipe, Rafael Campos e Sabrina Gobbo, viveram juntos mais esta experiência até o final.

A corrida: A concentração para a largada aconteceu na cidade de Sarapiqui, uma região quente e úmida no noreste costa riquenho. O início teve um pequeno atraso em virtude de um atleta canadense necessitar tomar pontos em um corte feito na cabeça, minutos antes da largada, quando embarcava sua caixa de moutain bike.

Do alto de uma ponte sobre o Rio Sarapiqui, as equipes desciam às margens e pegavam um dos botes de rafting iniciando a descida pelo rio de classe IIII – IV, junto com um guia local. Os primeiros 20km eram com muitas corredeiras. O rio bastante caudaloso e com grande desnível, formava imensas ondas e refluxos ao longo do percurso. Depois de cerca de 2 horas, quando o rio ficava mais brando, os guias locais saltavam do bote e as equipes seguiam guiando sozinhas. A água corrente não era suficiente para refrescar o calor, e após cerca de 4h20min, a QuasarLontra terminara os 41km iniciais, saindo da água na 4a posição.


Na área de transição, cada equipe montava sua própria bicicleta, para seguir pelo próximo trecho com 42km de mountain bike. Estradas com muita pedras grandes intercalavam-se pelo percurso com trechos de muito barro, e travessia de rios por troncos de árvores. No meio do percurso, uma modalidade diferente e característica da Costa Rica: “canopy”, que são um circuito de dezoito tirolezas por cabos de aço, algumas com mais de 200 metros de comprimento, e que chegam a ficar mais de 40 metros de altura do solo. Foi um trecho muito divertido, mas que deu susto em alguns atletas costa riquenhos: a forte tempestade que se aproximava, fez com que alguns sentissem fortes choques devido a energia eletrostática nos cabos.

Já estava escuro quando acabava a etapa de mountain bike, e os atletas partiram para uma etapa de trekking com canyoning. Victor, que correra na equipe principal até 2005, e que atualmente integra a equipe master, começava a dar sinais de desgaste. O trekking levava as equipes até um lago suspenso, e na sequencia, iniciava o canyoning: a descida por cerca de 4km de rio, bastante “encaixotado”com muitas cachoeiras e constante e forte correnteza. O escuro dificultava a escolha das equipes de que caminho fazer, Mudanças de margem eram ncessárias a todo momento, e o uso de cabo de segurança também para vencer fortes quedas em alguns momentos. Após 3horas no rio, a equipe seguia em trekking até a área de transição. Neste momento, Vitor sentindo fortes dores nas pernas, optava por abandonar a prova. A equipe decidiu parar no AT para que ele dormisse e tentasse se recuperar. Após 2 horas parados, seguiram de mountain bike, para ver se haveria alguma melhora. Mas o ritmo seguia muito lento e Vitor não se recuperava. Então, no próximo PC o atleta decidiu abandonar, e Ricardo Tamaoki (Xuxa), ficou para acompanhá-lo.

Sabrina e Rafael Campos, que juntos participarão do Ecomotion Pró neste ano em busca do tri-campeonato, decidiram seguir, pois havia muito ainda a ser vencido pela frente. Em dupla, completaram então a perna de 87km, até chegar à próxima área de transição, quase na fronteira com a Nicarágua. Após desmontarem a bike, seguiram para um trekking de 42km. De canoa atravassaram um trecho do rio da fronteira, e seguiram de trekking, por uma regiã com muita mata virgem. Enormes árvores centenárias, macacos e tucanos eram vistos pelo caminho. E novamente, uma tempestade de chuva tomou conta da prova.

Na manhã seguinte, entrando no terceiro dia de prova, a dupla QuasarLontra novamente montava as bikes para uma etapa de 40km. O calor forte novamente foi marca registrada, mas a imagem que mais ficou marcada, foi a do vulcão Arenal. Trata-se de um vulão ainda em atividade, de onde se é possível com “sorte” se avistar lavas incandescentes jorrando de sua boca. Às margens deste vulcão fica a cidade turística de “Fortuna”, cujo principal apelo turístico é o vulcão e as águas termais geradas pelo aquecimento do mesmo.

Nesta cidade estava aproximadamento o “meio” do percurso, e acontecia a parada obrigatória de todas as equipes de 2 horas. Foi exatamente neste ponto que a maioria das equipes desistiram da competição. Uma das surpresas, aconteceu com a equipe Finlandesa Multisports, que apesar da 3a colocação, abandonou pelo extremodesgaste físico de seu capitão.

Rafael Campos que vinha em um dia com fortes dores estomacais, aproveitou a parada para medicar-se e recuperar.

O tempo avançava, e a organização já antevia que pouquíssimas equipes teriam de condições de terminar o percurso completo dentro do tempo limite. E portanto sugeriu que Rafael e Sabrina efetuassem um corte de 50km a fim de conseguirem terminar o restante do percurso a tempo. E asim o fizeram. Mas com a confusão do corte de percurso, Rafael deixou um dos mapas em uma das caixas de suprimentos. Haviam 22km de trekking a serem feitos, sem mapa. A solução foi a de juntar-se a outra “dupla” que também tivera desistência no início da corrida, e assim seguiram com dois finlandeses. O trekking se estendeu por toda a madrugada, e ao amanhecer, próximo do final, atingiam o cume da serra de Monte Verde, de onde era possível ter uma belíssima imagem do vulcão areal e seu lago que haviam ficado para trás (e para baixo).

A penúltima modalidade da prova, foi o “skywalk”, que se tratava de pontes suspensas, algumas com mais de 50 metros de altura e mais de 150km de extensão, por onde os atletas caminhavam, quase sempre sobre a copa das árvores da floresta úmida.

Por fim, a últim etapa, e talvez a mais dura da competição: 180km em mountain bike. Talvez a maior perna em uma prova já realizada até hoje, e pior que no final. O início era relativamente fácil, com predominância em descida. Em algumas horas, era possível se avistar o oceano pacífico. Mas após atravesarem o Golfo de Nicoya, a situação ficara mais complicada. A chuva novamente apareceu, e em um dos trechos mais enlameados da prova, Rafael e Sabrinam levaram quase 2 horas para vencer pouco mais de 6km de lama. Mas também nestes moemntos acontecem situações gratificantes. Ao pararem em uma pequena casa pergntando por água para beber e lavar as bikes tomadas pelo barro, os moradores reconheceram os atletas devido à cobertura diária no noticiário da TV, rádio e jornal. E além de água, ofereceram um prato de “galo pinto”: comida tradicional (mistura de arros e feijão) e banana frita. Na madrugada as serras aumentavam, e o sono da 4a noite de prova parecia insuportável, o que levou a dupla a dormir cerca de 1h30 na varanda de uma casa. No final, as subidas pareciam intermináveis, e exigiam a marcha mais leve para que conseguissem pedalar. E todo esforço foi recompenasado ao se aproximarem da linha de chegada, realizada em um belo hotel na praia de Samara.

Ainda que sem contar oficialmente para o ranking, Rafael Campos e Sabrina Gobbo decidiram realizar o percurso das equipes. Muitos foram os momentos de desconforto, de privação de sono, de dor, de cansaço. Mas ao final, a recompensa dentro de cada um de ter conseguido superar cada momento de dificuldade. E ainda de ter passado e conhecido locais com uma paisagem ainda intocada. A dupla deve integrar a equipe que irá ao Ecomotion Pró no final do ano, junto com outros dois atletas que ficaram no Brasil.

Saiba de todos os detalhes desta aventura pessoalmente com a equipe. No dia 25 de setembro, integrantes da equipe ministrarão palestra na Adventure Sports Fair, que acontecerá neste ano no Anhembi. Fotos e filmes espetaculares serã exibidos. Não percam!

Mural de fotos da competição pdem ser encntradas no site www.arcostarica.com

Arquivado em: Outros Esportes

Textos mais novos

Favorite e divulgue!

Deixe o seu comentário!

Comentar!

© 2012 Adventure Zone. Todos os direitos reservados. XHTML / CSS Válidos.
Desenvolvimento Mario Nery.