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	<title>Adventure Zone &#187; Montanhismo</title>
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	<description>Seu site de aventuras, viagens, bike e montanhismo!</description>
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		<title>Cerro Aconcágua &#8211; Projeto 7 cumes &#8211; Ayesha Zangaro &#8211; parte 1</title>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2012 00:31:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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<p>&nbsp;</p>
<p>É difícil lembrar os perrengues da montanha quando ainda estamos arrumando as malas para sair, no conforto de casa. Check list feito: três malas e três mochilas cheias, muitas blusas dry-fit, calças de trekking, meias e luvas finas e grossas, as camadas corta vento, os casacos de pluma, botas e os sleeping bags, com uma camada de embalagens de comida liofilizada cobrindo tudo isso. A caminho do aeroporto ainda não tinha caído a ficha que eu estava indo para outra expedição.</p>
<p>No fim do dia 3 de Fevereiro chegamos a Mendoza, a capital dos vinhos na Argentina. Depois de colocar as bagagens em dois taxis, fomos para o hotel NH Cordillera, no centro da cidade. Fomos super bem recebidos pelo pessoal do hotel e depois de deixar tudo no quarto descemos para encontrar com os guias, o Carlos e o Eduardo.</p>
<p>Dia 4 acordamos relativamente cedo para ir tirar os permits para entrar no Parque Provincial do Aconcágua e depois alugar as botas duplas e comprar os isolantes térmicos para colocar embaixo dos sleeping bags. Os dois próximos dias foram para checar se estava tudo lá, conhecer os companheiros de viagem, comer bem e tomar muito helado.</p>
<p>Na segunda-feira, dia 7, saímos depois do almoço para Puente Del Inca, à 2800m. Foram três horas de van até o pequeno povoado andino, mundialmente conhecido pela sua formação natural sobre o rio das Vacas no nordeste da província. Esse povoado é visitado principalmente no inverno, onde as hospedagens recebem esquiadores de todo o mundo. Ficamos inclusive em uma dessas hospedagens, com quartos coletivos. Foram os primeiros ares de montanha que respiramos.</p>
<p>Aproveitei o fim de tarde para tirar foto com os logos dos patrocinadores, rearrumar minha mochila, conhecer o povoadinho e tomar meu último banho decente. De noite jantamos juntos e jogamos um pouco de pebolim antes de dormir.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6509" title="ayesha aconcagua 2012 6" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/ayesha-aconcagua-2012-6.jpg" alt="" width="640" height="480" /></p>
<p><strong>CONFLUÊNCIA E PLAZA DE MULAS</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Primeiro dia oficial de expedição! Saímos perto das 10h para a entrada do Parque Provincial. Fomos de van até a entrada de Horcones e mochila nas costas! De hora em hora, o grupo todo parava para descansar e tomar água. Logo no começo da trilha comecei a sentir minha bota pegando no calcanhar. Tinha comprado ela há pouco tempo, mas não tinha tido problemas nas caminhadas anteriores. Talvez por causa do terreno mais irregular, a costura mal feita da bota formou uma bolha razoavelmente grande no calcanhar.               Por volta das 16h fomos recepcionados no primeiro acampamento do parque pela equipe muito simpática da Aymara, a empresa responsável pela nossa expedição. Nos serviram frutas, bolachas e suco de lanche, foi ótimo comer um pouco depois do dia quente de caminhada. Cheguei lá muito irritada com a bolha e sem perspectiva nenhuma de melhora, mas como chegamos cedo tive tempo de descansar um pouco e esquecer do incomodo.</p>
<p>Antes de jantar ainda tivemos que passar no serviço médico para receber o aval de continuar ou não. Ninguém no grupo teve problema, mas preciso dizer que não simpatizei nem um pouco com o médico de lá, principalmente depois que ele disse que menores de 18 anos têm grandes chances de desenvolver edemas pulmonares, hunf! Depois de saber que todos nós estávamos em excelentes condições físicas para ir até Plaza de Mulas, voltamos para a barraca refeitório para jantar. Primeira noite de temperaturas mais amenas e já recorri ao meu casaco de plumas.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6510" title="ayesha aconcagua 2012 1" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/ayesha-aconcagua-2012-1.jpg" alt="" width="428" height="640" /></p>
<p>Duas más notícias pela manhã! Segundo a programação, neste dia (09/02) sairíamos para caminhar até o Mirador da Face Sul, à 4000m, como parte do processo de aclimatação. Indo tomar café, ouvimos que tinham dois argentinos presos na parede sul há uns três dias e que o resgate estava tendo dificuldade em chegar até eles. Sendo assim a administração do parque proibiu qualquer grupo de seguir pela trilha que levava à Plaza Francia, provavelmente para evitar olhares curiosos. Ou seja, mission aborted! A segunda má noticia foi que tivemos a primeira baixa do grupo, uma das meninas teve que descer</p>
<p>Me preparei então para um delicioso dia de ócio no acampamento, mas minha alegria durou pouquíssimo. Em meia hora a Aymara recebeu um rádio que o resgate tinha conseguido ajudar os dois a sair da parede e a via estava liberada.</p>
<p>O dia estava muito bonito e até que bem quente para a altitude em que estávamos. Como no primeiro dia fomos parando de hora em hora para hidratar e reforçar a camada de protetor solar. Quanto mais subíamos mais a paisagem ficava parecida com Marte, aqueles campos enooooormes, vermelhos e com muitas pedras no meio do nada. A diferença realmente era só aquele bicho enorme de pedra e gelo lá no fundo, contrastando com todo o resto em volta.</p>
<p>Impossível imaginar aqueles dois caras presos lá em cima por tanto tempo! Uma das paredes de gelo mais desafiadoras do mundo impõe ainda mais respeito quando vista de perto! Parei um pouco antes do grupo para gravar um videozinho e aproveitar um pouco o sentimento de insignificância perto dessa natureza avassaladora. Filosófico né? Acho que quando se começa a andar pelas partes altas do planeta, nossa cabeça entra na maior faculdade de filosofia existente, nós mesmos!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6511" title="ayesha aconcagua 2012 8" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/ayesha-aconcagua-2012-8.jpg" alt="" width="640" height="427" /></p>
<p>No outro dia, já saí da barraca cansada. Estava muito frio ainda, já que o sol não tinha chego até Confluência. Andei a primeira meia hora tremendo de frio e me animei muito quando senti o sol batendo no meu rosto. Fomos caminhando em um ritmo bem tranquilo e vários grupos passaram como foguetes por nós.</p>
<p>Chegamos em mais ou menos uma hora até o começo da famosa Playa Ancha, um planalto muito comprido e largo, um pesadelo para os andinistas, principalmente se o clima não estiver bom.</p>
<p>De Ibañez no final da Playa Ancha pra frente nos disseram que era mais sossegado e logo se chegava no Campo Base. HAHAHA! A tal da Playa Chica deu tanto trabalho quanto a Ancha. Um sobe e desce interminável, que acabou separando nosso grupo. Segui mais na frente, achando que assim chegaria logo, ledo engano.</p>
<p>Certo tempo depois avistamos de longe a Plaza de Mulas e ainda parecia muito longe. Enfim, passamos por um dos refúgios abandonados e encontramos um dos guias da Aymará, o Pedro, que veio ajudar no último trecho. Subimos a Cuesta Brava (realmente bravíssima, muito inclinada e com pedras soltas) em mais de uma hora. A última meia hora demorou um século para passar e finalmente vi a bandeirinha da Argentina, mostrando que chegamos no acampamento base do Aconcágua!</p>
<p>Comemoramos bastante ali mesmo, até reunir as últimas forças para chegar às barracas da expedição (as expedições da Aymara, que era a nossa empresa local, estavam montadas do oooutrooo lado do acampamento). Dois dos nossos colegas de expedição que andavam mais rápido tinham chego umas duas horas antes e já tinham montado elas. Fomos direto para a barraca refeitório e foi uma delícia tirar aqueles tênis super largos! Antes do jantar nos serviram melancias e bolachinhas e tomei meu primeiro banho de gato da viagem.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6512" title="ayesha aconcagua 2012 7" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/ayesha-aconcagua-2012-7.jpg" alt="" width="640" height="480" /></p>
<p>Dia seguinte foi de descanso. Também, ninguém estava com disposição nem de sair da barraca, não dava para ser diferente. De manhã saí para conhecer o resto do acampamento.</p>
<p>Durante meu passeio matinal notei a presença constante de helicópteros amarelinhos. Eles paravam em cima dos inúmeros “banheiros” para retirar os dejetos e leva-los não sei para onde. Os tais banheiros eram caixas de metal com um buraco no meio e um barril em baixo, e era esse barril que os cococópteros levavam, haha!</p>
<p>De tarde quem  ia para a parte alta da montanha foi treinar com as botas duplas em uma encosta do lado das nossas barracas, no caminho que sobe para o primeiro acampamento. Peguei a bota alugada da extinta Koflach, meus crampons e encontrei com o pessoal ali por perto. Os blocos de gelo que íamos usar para testar os crampons tinham derretido e no lugar só tinham alguns penitentes, aí o Carlos resolveu só andar com as botas, subindo e descendo. Até que foi rápido, mas não achei muito simples não, afinal você perde muita mobilidade dos pés. Depois só tivemos que aprender a colocar e tirar os crampons e fim, lição aprendida. No próximo dia íamos subir pelo mesmo lugar de novo para ir deixar alguns mantimentos na Plaza Canadá, à 5000m.</p>
<p>Acordar antes do sol chegar na barraca é cruel! Arrumei a mochila mas não estava com a mínima vontade de sair nesse dia, estava nublado e ventando e o sol não deu nem pinta que ia aparecer. Começamos a subir eee começou a nevar. A primeira hora andando foi com floquinhos brancos caindo do céu. Quando olhava para baixo dava para ver todo o acampamento e a Playa Chica branquinhos. Caminhamos em um ritmo bem tranquilo e levamos mais ou menos 5 horas para chegar a Plaza Canadá. O dia sem sol fez com que a temperatura caísse mais do que imaginávamos e acabei passando frio lá em cima. Deixamos a comida liofilizada em Canadá e depois de um lanchinho rápido descemos correndo a encosta de volta para o acampamento base. Pegamos neve de novo na descida e foi um alívio chegar na barraca quentinha lá embaixo. Tenho que dizer é impressionante como o tempo muda na montanha, quando chegamos o céu estava todo em tons de cinza e a montanha estava todo coberta de nuvens; quase uma hora depois o céu estava super limpo e o Aconcágua parecia pegar fogo com o sol se pondo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dia 13/02 foi nosso segundo dia de descanso. Se o roteiro fosse seguido à risca, esse dia seria o dia de ir até o Cerro Bonete, à 5000m, para ajudar no processo de aclimatação, e depois teríamos dois dias consecutivos para descansar antes de subir para o ataque, mas depois de algumas conversar concluímos que era melhor intercalar os dias de descanso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais uma vez tivemos que sair antes do sol nos alcançar, mas não sofri tanto com as extremidades formigando de frio, acho que acostumou, sei lá. Logo chegamos ao famoso refúgio desativado e fiquei muito curiosa para ver como é lá dentro. Saindo de lá a subida era bem complicadinha, muitas pedras soltas e grandes e uma inclinação razoável. Um passo para cima e três para baixo deslizando junto com as pedras. Eu estava mais a frente, mas conseguia ouvir minha mãe respirando lá embaixo e eu só pensava nisso; tomara que ela consiga, tomara que ela consiga. O Cerro Bonete não é daquelas montanhas lindas, até porque tudo naquela parte dos Andes se resume a pedra em cima de pedra, e eu estava bem pouco motivada para subir. O que ainda me puxava para cima era pensar que seria uma prova de fogo, se não desse ali, provavelmente não daria para continuar montanha acima, e queria demais conhecer um pouco mais dos meus limites.</p>
<p>Nos zigue-zagues para chegar ao pé do Bonete minha energia estava low profile e comecei a cantar e contar meus passos para distrair. Até que funcionou bem! Eram mais ou menos 200 passos e uma paradinha curta. Quando chegamos às pedras já dava para ter uma visão de grande parte da cordilheira para o outro lado. É realmente incrível a extensão dos Andes!</p>
<p>Andamos mais de uma hora ainda em uns lugares que exigiam certa concentração (juro que nessas horas me sinto em filmes de ação) e finalmente chegamos no cume do Cerro Bonete! Uhul, parte um do desafio estava vencida! Estava tão exaurida que não pensava nem em tirar foto, nem em comer, nem em nada. Meus pais chegaram um pouco depois e comemoramos juntos em silêncio. A perspectiva de voltar tudo aquilo ainda não era das mais animadoras. Depois de comer um pouco e recuperar um pouco das forças, tiramos fotos individuais e do grupo todo e começamos o caminho de volta. Enquanto estávamos lá em cima, o tempo virou, e o vento que chegou esfriou completamente o tempo.</p>
<p>Não digo que descer é mais fácil, mas com certeza é mais rápido. De bota dupla (que tem a sola mais lisa do que as outras botas) é ainda mais fácil deslizar sobre as pedras, e se não fosse o tremendo esforço muscular para segurar o corpo em pé, em uma hora eu chegava lá embaixo. Mas a fadiga de todos os músculos inferiores falou mais alto e eu caí muitas vezesDesci o resto do caminho até o refúgio bem devagarzinho com medo de cair de novo. Minha mente já estava meio nebulosa e foquei na minha barraca no acampamento, faltava pouco! Encontramos com o Capy assim que chegamos, fiquei feliz em ver ele lá, já que em Mendoza ele não nos deu certeza que nos acompanharia. Chegando às barracas só tive forças para comer e dormir.</p>
<p>Como eu AMO não ter hora para levantar! Só acordei com o calorzinho do sol batendo na barraca e só saí dela quando meu sleeping bag para -40 graus, começou a me sufocar lá dentro.</p>
<p>Todos os dias o Carlos e o Capy checavam as previsões do tempo para os próximos dias e a última que recebemos previa as janelas de bom tempo para os dias 20 e 21, o que atrasaria um dia o nosso programa, mas sem maiores problemas.</p>
<p>A tarde foi toda consumida pelas arrumações para os próximos dias. Passaríamos entre cinco e oito dias nos campos altos, e nada podia ficar para trás. A comida já estava toda no Campo 1, então na mochila ia só sleeping bag, os dois isolantes térmicos, os crampons, casaco de pena, snacks para comer durante as caminhadas e anorak. Como três dos oitos clientes que iam subir, desistiram, o peso que os carregadores carregariam referente a essas pessoas ficou para a gente, e cada um levou bem pouca coisa nas costas no primeiro dia. Levamos para a barraca refeitório todo o equipamento para o Carlos revisar e depois voltamos para as barracas para já deixar as marinheiras organizadas com o que ia ficar em Plaza de Mulas</p>
<p>A janta não foi muito tranquila, estavam todos bem ansiosos. Nessa altura, nosso grupo de quinze pessoas, estava reduzido a nove; eu, meu pai, o Celestino, o German, o Ivan e o Carlos, fechávamos o grupo que ia subir, a Tainah e a Silvia que voltariam para Mendoza pela manhã, e minha mãe que ia ficar no campo base até a gente voltar. Não faltaram perguntas sobre o que estava por vir, sobre a logística lá de cima, a divisão de barracas, o horário de saída para o dia de cume, o horário máximo para estar lá em cima, as possíveis complicações. Até pareceu que nunca conversamos sobre essas coisas! Mas a ansiedade reinava naquela hora e cada um queria ter certeza das possibilidades e impossibilidades para os próximos dias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por Ayesha Zangaro</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>75 Horas</title>
		<link>http://www.adventurezone.com.br/blog/75-horas</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 23:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Varricchio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Minimo Impacto]]></category>
		<category><![CDATA[Montanhismo]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Varricchio]]></category>
		<category><![CDATA[Parque Nacional do Caparaó]]></category>

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		<description><![CDATA[Não me aventuro, não considero as minhas andanças pelo mundo natural como aventuras, mas como um compromisso com a vida que escolhi, um comprometimento com o que me faz sentir... <span class="meta-more"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/75-horas">Continue lendo &#187;</a></span>]]></description>
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<p>Não me aventuro, não considero as minhas andanças pelo mundo natural como aventuras, mas como um compromisso com a vida que escolhi, um comprometimento com o que me faz sentir mais vivo.</p>
<p>Comprometimento que não vem somente da contemplação do mundo natural, mas da minha interação com os seus elementos. Cada planta, rocha e animal têm uma história que quando compreendida nos mostra a formação da paisagem, cada elemento é parte de uma cadeia de eventos que conta a história biológica e geológica do planeta, o que me fascina muito, buscar essa integração com o meio é uma das formas que tenho de realmente contatar e compreender a natureza.</p>
<p>Seguindo o meu caminho, dessa vez retornei ao Parque Nacional do Caparaó para cinco dias de acampamento no Terreirão, dois na companhia dos amigos Marcelo Moura e Rodrigo Valero, entre outros, e pouco mais de três sozinho, somente eu e a montanha, já que todos foram embora após o feriado.</p>
<p>Foram as minhas 75 horas de quietude e admiração</p>
<p>75 horas em que a montanha foi devolvida a seus verdadeiros donos:</p>
<p>as plantas, os bichos, o vento, a chuva, o sol e a lua</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6460" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/75-horas-1.jpg" alt="" width="640" height="425" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>75 horas em que o vento soprava para longe a má energia de quem visita esse ambiente com uma busca utilitária que reduz a natureza a um bem de consumo, a um meio de conseguir benefícios materiais</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6461" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/75-horas-2.jpg" alt="" width="640" height="425" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>75 horas em que a chuva apaga os rastros de quem destrói seus habitantes mais frágeis, as plantas, que são pisoteadas e arrancadas quando usadas como apoio por aqueles que na vaidade de &#8220;conquistar&#8221; o cume, não medem esforços em destruir, mesmo que inconscientemente, a exuberante e delicada riqueza vegetal desse ambiente tão vulnerável.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fim não justifica os meios, não só o cume interessa, todo o caminho merece respeito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6462" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/75-horas-3.jpg" alt="" width="458" height="640" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>75 horas em que as nuvens repousando calmamente em sua cama nas montanhas, separam o egoísta mundo dos homens do majestoso e nobre mundo onde o céu encontra a terra, o mundo das montanhas, dos sonhos onde os homens têm a percepção de sua insignificância diante de tanta grandeza.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6464" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/75-horas-4.jpg" alt="" width="640" height="425" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>75 horas de admiração as maravilhas da natureza, como o formado pelo fenômeno atmosférico espectro de Brocken, que projeta uma alongada sombra no nevoeiro rodeada por um brilhante e colorido arco iris</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6465" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/75-horas-51.jpg" alt="" width="425" height="640" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>75 horas de fuga desse tempo de tecnologia e dinheiro, de guerra e ambição, um tempo que pode ter seu encanto e grandeza, mas que com a melhor boa vontade não posso aprovar e amar, apenas tolerar do melhor modo possível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6466" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/75-horas-6.jpg" alt="" width="640" height="201" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>75 horas onde sentimentos comuns na caótica vida moderna que aprisiona o homem das cidades, como os de comandar, conquistar ou explorar, combater ou organizar, dão lugar aos serenos sentimentos da natureza;</p>
<p>o observar, escutar, admirar, se encantar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6467" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/75-horas-7.jpg" alt="" width="640" height="340" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>75 horas de adaptação as exigências de uma vida mais natural e primitiva, onde as únicas necessidades são as necessárias para a sobrevivência:</p>
<p>alimento, água e abrigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6468" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/75-horas-8.jpg" alt="" width="616" height="480" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>75 horas inspirado nas sábias palavras de Thoreau:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fui para os bosques viver de livre vontade,</p>
<p>Para sugar todo o tutano da vida…</p>
<p>Para aniquilar tudo o que não era vida,</p>
<p>E para, quando morrer, não descobrir que não vivi!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Flávio Varricchio</em></p>
<p>Fotógrafo</p>
<p><a href="http://photo.net/photos/FlavioVarricchio">http://photo.net/photos/FlavioVarricchio</a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/flavio_varricchio/">http://www.flickr.com/photos/flavio_varricchio/</a></p>
<p><a href="https://www.facebook.com/flavio.varricchio">https://www.facebook.com/flavio.varricchio</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Referências bibliográficas</p>
<p>Hermann Hesse, Pequenas Alegrias</p>
<p><a href="http://www.blogs.elcaribe.com.do/articulistas/pedro-conde-sturla/1122-pequenas-alegrias-de-herman-hesse.html">http://www.blogs.elcaribe.com.do/articulistas/pedro-conde-sturla/1122-pequenas-alegrias-de-herman-hesse.html</a></p>
<p>Henry David Thoreau, Walden ou A vida nos bosques</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Walden">http://pt.wikipedia.org/wiki/Walden</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Entrevista com Gerlinde Kaltenbrunner &#8211; A primeira mulher a escalar os maiores picos do mundo sem oxigênio complementar</title>
		<link>http://www.adventurezone.com.br/blog/entrevista-com-gerlinde-kaltenbrunner-a-primeira-mulher-a-escalar-os-maiores-picos-do-mundo-sem-oxigenio-complementar</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 10:27:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kiko Araujo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Escalada]]></category>
		<category><![CDATA[Montanhismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Gerlinde Kaltenbrunner]]></category>
		<category><![CDATA[K2]]></category>
		<category><![CDATA[Kiko Araujo]]></category>
		<category><![CDATA[Oxigênio complementar]]></category>

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		<description><![CDATA[Há cerca de 5 anos comecei a acompanhar as ascensões dessa fantástica escaladora austríaca, Gerlinde Kaltenbrunner. Recentemente ela alcançou o cume do K2 e teve seu nome cotado para ganhar o prêmio... <span class="meta-more"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/entrevista-com-gerlinde-kaltenbrunner-a-primeira-mulher-a-escalar-os-maiores-picos-do-mundo-sem-oxigenio-complementar">Continue lendo &#187;</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>Há cerca de 5 anos comecei a acompanhar as ascensões dessa fantástica escaladora austríaca,<strong><a href="http://www.gerlinde-kaltenbrunner.at/en/"> Gerlinde Kaltenbrunner</a></strong>. Recentemente ela alcançou o cume do K2 e teve seu nome cotado para ganhar o prêmio <em>Aventureiro do Ano</em>, concedido pela <strong>National Geographic</strong>. <strong>Reihold Messner</strong> certa vez concordou que <strong>Gerlinde</strong> é a alpinista mais extrema da atualidade&#8230; Bom, não faltavam motivos para &#8220;apresentar&#8221; essa alpinista ao Brasil, ainda mais que temos visto um forte movimento de escaladoras femininas por aqui, então nada mais inspirador do que ouvir algumas palavras de uma mulher que chegou ao topo, no caso que chegou em todos os &#8220;topos&#8221;  acima de 8 mil metros sem auxílio de oxigênio engarrafado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Consegui alguns minutos dela para essa rápida entrevista, bem curtinha, mas válida para conhecer um pouco sobre essa grande alpinista.  Mesmo estando no meio de uma expedição, <strong>Gerlinde </strong>dedicou alguns minutos para responder&#8230; bacana!</p>
<div id="attachment_6442" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><img class="size-full wp-image-6442" title="PERMITTED USE: This image may be downloaded or is otherwise provided at no charge for one-time use for coverage or promotion of the 2011 Gerlinde Kaltenbrunner K2 Expedition/National Geographic and exclusively in conjunction thereof.  No copying, distribution or archiving permitted.  Sublicensing, sale or resale is prohibited.REQUIRED CREDIT AND CAPTION: All image uses must bear the copyright notice and be properly credited to the relevant photographer, as shown in this metadata, and must be accompanied by a caption which makes reference to the NG 2011 Gerlinde Kaltenbrunner K2 Expedition.  Any uses in which the image appears without proper copyright notice, photographer credit and a caption referencing the NG 2011 Gerlinde Kaltenbrunner K2 Expedition are subject to paid licensing.Gerlinde Kaltenbrunner on the steep step before the rock shoulder of K2Gerlinde im Steilaufschwung kurz vor der Felsschulter © National Geographic/Ralf Dujmovits" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/Gerlinde-no-K21.jpg" alt="" width="640" height="475" /><p class="wp-caption-text">Gerlinde no K2 - Foto Ralf Dujmovits - National Geographic</p></div>
<p><strong><em>AZ </em>- Antes de tudo obrigado pela oportunidade da entrevista. O Brasil é um país cheio de escaladores apaixonados e com certeza seu exemplo é inspirador também para os nossos montanhistas&#8230; Não temos alta montanha e nem gelo por aqui, mas a escalada esportiva e de big wall no Brasil vem evoluindo rápido&#8230; Outros tipos de escalada lhe interessam?</strong></p>
<p><strong><em><strong> Gerlinde Kaltenbrunner &#8211; </strong></em></strong><em>Além da alta montanha eu gosto muito de escalada em rocha, em gelo e pratico ski touring durante o inverno. Mas o que eu mais gostos são rotas longas mistas (rocha e gelo) nos Alpes.</em></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<div id="attachment_6433" class="wp-caption aligncenter" style="width: 403px"><strong><em><img class="size-full wp-image-6433" title="PERMITTED USE: This image may be downloaded or is otherwise provided at no charge for one-time use for coverage or promotion of the 2011 Gerlinde Kaltenbrunner K2 Expedition/National Geographic and exclusively in conjunction thereof.  No copying, distribution or archiving permitted.  Sublicensing, sale or resale is prohibited.REQUIRED CREDIT AND CAPTION: All image uses must bear the copyright notice and be properly credited to the relevant photographer, as shown in this metadata, and must be accompanied by a caption which makes reference to the NG 2011 Gerlinde Kaltenbrunner K2 Expedition.  Any uses in which the image appears without proper copyright notice, photographer credit and a caption referencing the NG 2011 Gerlinde Kaltenbrunner K2 Expedition are subject to paid licensing.Photograph © Maxut Zhumayev/National GeographicAustrian alpinist Gerlinde Kaltenbrunner cheers on reaching the summit of K2, the world's second-highest mountain. By reaching the top, she became the first woman in the world to summit all 14 of Earth's highest peaks without using supplementary oxygen." src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/Cume-do-K2-em-2011-foto-M.Zhumayev.jpg" alt="" width="393" height="640" /></em></strong><p class="wp-caption-text">No cume do K2 - Foto M.Zhumayev - National Geographic</p></div>
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<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>AZ </em>- Seu primeiro cume com 8 mil foi aos 23 anos&#8230; Na alta montanha existe a crença que quanto mais jovem, mais difícil alcançar os objetivos, pois se por um lado existe um vigor físico, por outro a inexperiência pode por tudo a perder. Essa crença é real?</strong></p>
<p><strong><em>GK &#8211; </em></strong><em>É verdade. Escaladores jovens podem ser fortes, mas não fortes o suficiente. A mente também precisa ser forte e um dos fatores que mais passam segurança na alta montanha é a experiência.</em></p>
<p><em>Meu primeiro cume acima dos 8.000 foi o Broad Peak e agora olhando para trás, vejo que não sabia quase nada sobre escaladas em alta altitude. Com o tempo fui adquirindo mais e mais experiência e com essa experiência os objetivos foram se tornando maiores e mais difíceis.</em></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<div id="attachment_6434" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><strong><em><img class="size-full wp-image-6434" title="PERMITTED USE: This image may be downloaded or is otherwise provided at no charge for one-time use for coverage or promotion of the 2011 Gerlinde Kaltenbrunner K2 Expedition/National Geographic and exclusively in conjunction thereof.  No copying, distribution or archiving permitted.  Sublicensing, sale or resale is prohibited.REQUIRED CREDIT AND CAPTION: All image uses must bear the copyright notice and be properly credited to the relevant photographer, as shown in this metadata, and must be accompanied by a caption which makes reference to the NG 2011 Gerlinde Kaltenbrunner K2 Expedition.  Any uses in which the image appears without proper copyright notice, photographer credit and a caption referencing the NG 2011 Gerlinde Kaltenbrunner K2 Expedition are subject to paid licensing.Gerlinde Kaltenbrunner and husband Ralf Dujmovits at a belay (for securing rope) on the way to K2's Camp II/ Gerlinde und Ralf an einem der vielen Standplätze im Aufstieg nach Lager II © National Geographic/Maxut Zhumayev" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/Subida-do-K2-foto-M.Zhumayev.jpg" alt="" width="640" height="422" /></em></strong><p class="wp-caption-text">Subida no K2 - Foto M.Zhumayev - National Geographic</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>AZ</em> &#8211; Com todos os 14 cumes acima de 8 mil atingidos (sem oxigênio complementar), qual será o próximo desafio? uma vez que já se alcançou o máximo que poderia nesse esporte.</strong></p>
<p><strong><em>GK- </em></strong><em>Depois de atingir o cume do K2, o sonho de uma vida inteira se tornou realidade, mas o montanhismo é minha vida, portanto se posso escalar, estou sempre feliz.</em></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<div id="attachment_6435" class="wp-caption aligncenter" style="width: 374px"><strong><em><img class="size-full wp-image-6435" title="Gerlinde short bevor reaching Camp III K2 Expedition 11Gerlinde kurz vor Erreichen von Lager III K2 Expedition 11© Vassiliy Pivtsov" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/Pouco-antes-do-acampamento-III-K2.jpg" alt="" width="364" height="640" /></em></strong><p class="wp-caption-text">Chegando ao acampamento III - K2 - Foto Vassiliy Pivtsov - National Geographic</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><em>No momento estamos a caminho do acampamento base do Nuptse, com meu marido Ralf Dujmovits e nosso grande amigo David Göttler vamos tentar escalar a ainda virgem rota leste do Nuptse (7861m). Um rota muito longa e bonita.</em></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<div id="attachment_6436" class="wp-caption aligncenter" style="width: 476px"><strong><em><img class="size-full wp-image-6436" title="Gerlinde na escalada do K2 - Arquivo pessoal" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/Gerlinde-na-escalada-do-K2-Arquivo-pessoal.jpg" alt="" width="466" height="640" /></em></strong><p class="wp-caption-text">No K2 - Foto Ralf Dujmovits - National Geographic</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>AZ</em> &#8211; O uso do oxigênio complementar para esse tipo de escalada é válido?  Ou vc acha que isso cria uma falsa sensação de segurança e por isso mesmo pessoas que não estão realmente aptas para uma escalada dessas acabam se arriscando mais do que deveriam.</strong></p>
<p><strong><em>GK -</em></strong><em> Isso depende do escalador. Alguns escaladores sabem exatamente o que estão fazendo. Estão aptos a escalar alta montanha e ainda assim usam oxigênio complementar. Mas existem muitas pessoas que não são escaladores e querem pisar nos mais altos cumes do mundo. Se acontece qualquer fato incomum durante a escalada eles se metem automaticamente em grandes problemas. Isso parece muito perigoso para mim.</em></p>
<p><em>Desde o início eu tinha certeza que não queria usar oxigênio complementar. Se não estivesse apta a escalar (por exemplo o K2) sem oxigênio complementar, jamais tentaria essa escalada.</em></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<div id="attachment_6437" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><strong><em><img class="size-full wp-image-6437" title="Cume do K2 - Arquivo National Geographic" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/Cume-do-K2-Arquivo-National-Geographic.jpg" alt="" width="640" height="360" /></em></strong><p class="wp-caption-text">Cume do K2 - Foto Darez Zaluski - National Geographic</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>AZ</em> &#8211; Alpinistas de alto nível acabam criando uma relação especial com o Himalaia, com o Nepal&#8230; vc sente isso? Conhece bem a cultura local?</strong></p>
<p><strong><em>GK &#8211; </em></strong><em>Todos que vem ao Nepal muitas vezes, acabam criando uma relação especial com o lugar. Duas vezes por anos estamos aqui e conhecemos muitas pessoas, o que significa que temos grandes amigos aqui. Claro que uma cultura tão diferente é fascinante e já há muitos anos oferecemos ajuda, especialmente às crianças. Meu marido Ralf e eu temos um calendário de apresentações com o objetivo de arrecadar fundos para o Nepalhilfe Beilngries. No Paquistão eu patrocino uma escola para meninas, no Vale Hushe</em></p>
<p><strong><em>AZ </em>- No Brasil temos uma pequena montanhista de apenas 17 anos (Ayesha Zangaro) que iniciou um projeto de escalar os 7 cumes. Já conquistou o Kilimanjaro e o Aconcágua. Alguma dica para essa pequena montanhista?</strong></p>
<p><em><strong>GK </strong>- Sim eu tenho!!</em></p>
<p><em>O mais importante: Não aposte corrida com ninguém!</em></p>
<p><em>Se prepare muito bem fisicamente e mentalmente. O mais importante é escutar seu corpo. Tente entender sua voz interior para subir sem qualquer pressão.</em></p>
<p><em>Desculpe dizer, mas acho que você terá maior satisfação se subir apenas com a sua própria energia, sem o apoio de grandes equipes. Não aceite o desafio apenas por ser um recorde. Suba em grande estilo!</em></p>
<p><em>Lhe desejo tudo de bom!</em></p>
<p>Quem quiser conhecer melhor a Gerlinde pode acessar o site oficial: <a href="http://www.gerlinde-kaltenbrunner.at/en/">http://www.gerlinde-kaltenbrunner.at/en/</a></p>
<p><em>Por Kiko Araujo</em></p>
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			<wfw:commentRss>http://www.adventurezone.com.br/blog/entrevista-com-gerlinde-kaltenbrunner-a-primeira-mulher-a-escalar-os-maiores-picos-do-mundo-sem-oxigenio-complementar/feed</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>O Monte Roraima é o Mundo – Parte 2</title>
		<link>http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2</link>
		<comments>http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Apr 2012 12:28:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Varricchio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Montanhismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Varricchio]]></category>
		<category><![CDATA[Leo Tarola]]></category>
		<category><![CDATA[Monte Roraima]]></category>
		<category><![CDATA[Tepui]]></category>

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		<description><![CDATA[Lenda de Makunaíma No &#8220;tempo de origem&#8221; (os Taurepang chamam de Pia daktai) homens e animais possuíam a forma humana, pemon-pe.  Os irmãos Makunaíma – nascidos da união do sol,... <span class="meta-more"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2">Continue lendo &#187;</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p><strong>Lenda de Makunaíma</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong></p>
<div id="attachment_6410" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a rel="attachment wp-att-6410" href="http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2/4-9"><img class="size-full wp-image-6410" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/4-e1333632734536.jpg" alt="" width="640" height="493" /></a><p class="wp-caption-text">Vale das Catedrais</p></div>
<p></strong></p>
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<p>No &#8220;tempo de origem&#8221; (os Taurepang chamam de Pia daktai) homens e animais possuíam a forma humana, pemon-pe.  Os irmãos Makunaíma – nascidos da união do sol, Wei, com uma mulher feita de barro – perambulavam à procura do pai, que havia sido raptado pelos Mawari, espíritos maus que habitam o interior das serras. Na região do Monte Roraima encontram novamente o pai cativo, que, uma vez livre de seus raptores, sobe ao céu, abandonando seus filhos na terra.</p>
<p>Os irmãos Makunaíma permanecem na região do Monte Roraima a vagar, seguindo alguns animais – entre os quais a cotia, akuri – a procura de comida. São esses animais que indicam ao herói a “árvore do mundo”, o wadaka, de onde retiravam todos os frutos comestíveis. Extasiado com a abundância dessa árvore, Makunaíma, em um ato de avidez desmedida, a derruba. Do que restou do tronco jorrou muita água, o que veio a provocar uma grande inundação; ao dilúvio, sucede-se um grande incêndio, que destrói os homens e os animais. Após este cataclisma, Makunaíma faz novos homens e novos animais com barro, dando-lhes vida. O monte Roraima, contam os Taurepang, seria a raiz desta árvore que permaneceu após a grande inundação, apontando para sua forma, apesar das grandes proporções, semelhante a um tronco partido.</p>
<p>Este é o episódio mais comumente apontado entre as façanhas de Makunaíma. Em diversas outras, o herói transforma os vários seres com que se depara em rochas.</p>
<p>Ao final, Makunaíma parte em direção a leste, para o outro lado do monte Roraima, deixando para trás um mundo onde permanecem cristalizadas, principalmente nas formações rochosas do território taurepang, diversos de seus feitos.</p>
<p>Depois disso Makunaíma não mais intervém entre os homens, deixando-lhes, porém, uma triste herança: o mundo a que ficam relegados já não possui a mesma natureza daquele em que se vivia antes do corte da grande árvore; os seres de “agora”, sereware, perderam a identidade que outrora possuíam, já não são todos Pemon.</p>
<div id="attachment_6401" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a rel="attachment wp-att-6401" href="http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2/monte-roraima-foto-flavio-varrichio"><img class="size-full wp-image-6401" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/Monte-Roraima-foto-Flavio-Varrichio.jpg" alt="" width="640" height="256" /></a><p class="wp-caption-text">floresta, com destaque para as árvores de tacamajaca (Protium sp), cuja resina além do aroma agradável, é tradicionalmente usada para tochas (pela fácil combustão) e para reparo das canoas (curiaras) e ao fundo o monte kukenan ou matawi.</p></div>
<p>Como não se deixar levar por essas histórias, como não se sentir fazendo parte de algo mágico, misterioso e sublime como os feitos de Makunaima, como observar as inúmeras formações rochosas do cume e não perceber nelas as formas dos seres petrificados.</p>
<div id="attachment_6411" class="wp-caption alignnone" style="width: 464px"><a rel="attachment wp-att-6411" href="http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2/5-7"><img class="size-full wp-image-6411" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/5-e1333632274604.jpg" alt="" width="454" height="700" /></a><p class="wp-caption-text">Formação rochosa do cume</p></div>
<p>É impossível não se deixar seduzir pelos mistérios do Roraima, a sensação é de estar sendo observado, de ter os passos vigiados pelos seus guardiões, que como um professor disciplinador, não perdoa erros, mas os provocam como forma de aprendizado e respeito.</p>
<div id="attachment_6409" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a rel="attachment wp-att-6409" href="http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2/11-4"><img class="size-full wp-image-6409" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/11-e1333632764706.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Formação rochosa do cume</p></div>
<p><strong>Uma experiência enriquecedora</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong></p>
<div id="attachment_6416" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a rel="attachment wp-att-6416" href="http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2/1-10"><img class="size-full wp-image-6416" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/1-e1333632795739.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Eduardo descansando antes da travessia do Rio Kukenan, Monte Roraima ao fundo.</p></div>
<p></strong></p>
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<p><strong> </strong></p>
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<p><strong> </strong></p>
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<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Viagens devem resultar sempre na vivência de experiências e experiências valiosas só podem ser alcançadas em ambientes a que nos ligam laços espirituais.</p>
<p>Experiência de vida, isso é o que de mais importante trazemos de uma viagem.</p>
<p>Não são bens materiais, não são fotos e vídeos, o que de mais valioso uma viagem resulta, mas de experiências como as vivenciadas em locais que amamos que nos enriquecem e que alimentam a alma.</p>
<p>Viajar é a arte da admiração e do aprendizado, é alegria e percepção, é sentimento e dedicação.</p>
<p>O Roraima me mostrou como admirá-lo, se revelou a minha curiosidade e me ensinou parte de seus mistérios, o Roraima me trouxe a alegria de estar seguindo o caminho dos meus sonhos, o Roraima é a percepção que a montanha vive, o Roraima é o sentimento da descoberta através da dedicação em querer saber mais sobre seus encantos, encantos que estão em toda parte, nas rochas, nas plantas, nas pessoas, nos animais, na água, sol e terra, encantos que Guimarães Rosa em uma frase, traduziu:</p>
<p>&#8220;O mundo é mágico, as pessoas não morrem, ficam encantadas”.</p>
<div id="attachment_6400" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a rel="attachment wp-att-6400" href="http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2/monte-roraima-2-foto-flavio-varrichio"><img class="size-full wp-image-6400" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/Monte-Roraima-2-foto-Flavio-Varrichio.jpg" alt="" width="640" height="467" /></a><p class="wp-caption-text">Vale dos Cristais</p></div>
<p>Flávio Varricchio</p>
<p>Fotógrafo</p>
<p><a href="http://photo.net/photos/FlavioVarricchio">http://photo.net/photos/FlavioVarricchio</a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/flavio_varricchio/">http://www.flickr.com/photos/flavio_varricchio/</a></p>
<p><a href="https://www.facebook.com/flavio.varricchio">https://www.facebook.com/flavio.varricchio</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Grande Sertão Veredas, Guimarães Rosa</p>
<p><a href="http://www.releituras.com/guimarosa_bio.asp">http://www.releituras.com/guimarosa_bio.asp</a></p>
<p>Taurepang, Geraldo Andrello, Antropólogo</p>
<p><a href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/taurepang/print">http://pib.socioambiental.org/pt/povo/taurepang/print</a></p>
<p>Hermann Hesse, A Arte dos Ociosos</p>
<p><a href="http://mtv.uol.com.br/vivendodoocio/blog/vivendo-do-%C3%B3cio-arte-dos-ociosos-hermann-hesse">http://mtv.uol.com.br/vivendodoocio/blog/vivendo-do-%C3%B3cio-arte-dos-ociosos-hermann-hesse</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Agradecimentos</strong></p>
<p>A Magno Souza, Lena Matos, e toda equipe da Roraima Adventures, pelo profissionalismo, simplicidade e excelente estrutura e atendimento.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-6405" href="http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2/monte-roraima-4-foto-flavio-varrichio"><img class="alignnone size-full wp-image-6405" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/Monte-Roraima-4-foto-Flavio-Varrichio.jpg" alt="" width="640" height="403" /></a></p>
<p><a href="http://www.roraima-brasil.com.br/pt/">http://www.roraima-brasil.com.br/pt/</a></p>
<p><strong>Aos guias</strong></p>
<p>Leo Tarola, pelo excelente trabalho e por todos os ensinamentos e amizade e Everaldo &#8220;Borracha&#8221; também pelo excelente trabalho e bom humor, sua alegria contagiou a todos.</p>
<div id="attachment_6403" class="wp-caption alignnone" style="width: 490px"><a rel="attachment wp-att-6403" href="http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2/monte-roraima-5-foto-flavio-varrichio"><img class="size-full wp-image-6403" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/Monte-Roraima-5-foto-Flavio-Varrichio.jpg" alt="" width="480" height="640" /></a><p class="wp-caption-text">Leo Tarola</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_6402" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a rel="attachment wp-att-6402" href="http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2/monte-roraima-6-foto-flavio-varrichio"><img class="size-full wp-image-6402" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/Monte-Roraima-6-foto-Flavio-Varrichio.jpg" alt="" width="640" height="426" /></a><p class="wp-caption-text">Everaldo ao centro, de jaqueta verde</p></div>
<h3><strong>Aos carregadores</strong></h3>
<p>Eduardo, pela seriedade, paciência e muito boa comida, cozinheiro dos bons</p>
<div id="attachment_6412" class="wp-caption alignnone" style="width: 535px"><a rel="attachment wp-att-6412" href="http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2/18-2"><img class="size-full wp-image-6412" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/18-e1333631046293.jpg" alt="" width="525" height="700" /></a><p class="wp-caption-text">Eduardo</p></div>
<p>Ronaldo, o mais jovem dos carregadores com 13 anos, de jeito tímido, de poucas palavras mais muita disposição</p>
<div id="attachment_6413" class="wp-caption alignnone" style="width: 535px"><a rel="attachment wp-att-6413" href="http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2/19-2"><img class="size-full wp-image-6413" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/19.jpg" alt="" width="525" height="700" /></a><p class="wp-caption-text">Ronaldo</p></div>
<p>Horácio, sempre sorrindo e disposto a ajudar, aqui preparando donplin, um pão frito muito saboroso</p>
<div id="attachment_6414" class="wp-caption alignnone" style="width: 535px"><a rel="attachment wp-att-6414" href="http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2/20-2"><img class="size-full wp-image-6414" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/20-e1333631258703.jpg" alt="" width="525" height="700" /></a><p class="wp-caption-text">Horácio</p></div>
<p>Pablo, o mais velho entre os carregadores com 47 anos, sempre sorrindo e que pelo lento caminhar e olhar atento parecia curtir muito o caminho e aos demais carregadores, que infelizmente não lembro o nome por não terem nos acompanhado até o final</p>
<div id="attachment_6408" class="wp-caption alignnone" style="width: 535px"><a rel="attachment wp-att-6408" href="http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2/21-2"><img class="size-full wp-image-6408" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/21.jpg" alt="" width="525" height="700" /></a><p class="wp-caption-text">Pablo</p></div>
<p>E a todos os integrantes do grupo: Alex Uchoa, Alexandre Pereira, Avelino Martins, Eduardo Gelli, Gisele Rossignoli, Leonardo Azevedo, Marcelo Martins, Monique Lellis, Waldyr Neto</p>
<p><a rel="attachment wp-att-6404" href="http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-%e2%80%93-parte-2/monte-roraima-9-foto-flavio-varrichio"><img class="alignnone size-full wp-image-6404" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/Monte-Roraima-9-foto-Flavio-Varrichio.jpg" alt="" width="640" height="426" /></a></p>
<p>Deixo o meu muito obrigado e até a próxima viagem, quem sabe em terras de Makunaíma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Monte Roraima é o Mundo &#8211; Parte 1</title>
		<link>http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-parte-1-2</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 15:41:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Varricchio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Montanhismo]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Varricchio]]></category>
		<category><![CDATA[Leo Tarola]]></category>
		<category><![CDATA[Monte Roraima]]></category>
		<category><![CDATA[Tepui]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>

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		<description><![CDATA[O escritor mineiro João Guimarães Rosa (1908-1967) em um dos mais importantes romances da literatura brasileira, &#8220;Grande Sertão Veredas&#8221;, diz que o sertão é do tamanho do mundo. Retornando ao... <span class="meta-more"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/o-monte-roraima-e-o-mundo-parte-1-2">Continue lendo &#187;</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>O escritor mineiro João Guimarães Rosa (1908-1967) em um dos mais importantes romances da literatura brasileira, &#8220;Grande Sertão Veredas&#8221;, diz que o sertão é do tamanho do mundo.</p>
<p>Retornando ao Monte Roraima no inicio do ano, uso dessa frase emblemática, para relatar a minha experiência nas terras de Makunaima:</p>
<p>o Monte Roraima é o mundo!</p>
<p>O mundo não só pela sua grandiosidade  - o Monte tem área de 34km² &#8211; mas por um sentimento que não vivenciei em nenhuma outra montanha que é o de estar em um organismo vivo, um organismo que se e nos transforma todo o tempo, um organismo que como também dizia Guimarães Rosa sobre o sertão, está dentro da gente, mas que não se revela a primeira vista, se esconde e acena e para ser compreendido, convida a contemplação e ao silêncio.</p>
<h3><em> </em></h3>
<p><span style="font-size: 15px"><strong><em><img class="aligncenter size-full wp-image-6385" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/Monte-Roraima-3-foto-Flavio-Varrichio.jpg" alt="" width="640" height="415" /><br />
</em></strong></span></p>
<p>A vida das águas, águas que ditaram o ritmo dessa viagem.  Ao contrário da viagem que fiz em 2010 ao Monte, onde o clima foi seco em boa parte dos dias , nessa as águas que brotavam da densa e rica floresta que envolve grande parte do Tepui e que são trazidas pelo vento do oceano distante algumas centenas de quilômetros dali, foram generosas.  A Mãe das Águas, como é também conhecido o Monte pelos indígenas, nos recebeu chorando; choro que não cessou por longos e reflexivos dois dias inteiros, choro, que a Grande Mãe nos ofereceu, não por estar triste com a nossa presença, mas por que queria nos mostrar algo, queria nos apresentar a sua morada, seus mistérios, seus encantos, sua vida.</p>
<p>Dias de chuva que trouxeram sentimentos de frustração e esperança, dias de chuva que uniu ainda mais o grupo nas conversas sobre o lugar, dias de chuva onde aparentemente nada acontece, mas que trazem um grande milagre que podemos não ver se estivermos perdidos com pensamentos diversos ao ambiente<em>.</em></p>
<h3><em><img class="aligncenter size-full wp-image-6386" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/Monte-Roraima-10-foto-Flavio-Varrichio.jpg" alt="" width="602" height="480" /></em><em> </em></h3>
<p>Uma das lições ensinadas nesses dias de chuva foi a da paciência, e a da percepção sobre como esse organismo vivo que é o Monte Roraima, se transforma dia após dia.  Onde a água e o vento abraçam as rochas as moldando com formas sobrenaturais que povoam nosso imaginário e onde as lendas indígenas deixam o lado da fantasia e se tornam realidade.  O Monte nos mostra como vive, seus deuses se revelam, suas lições invadem nossas mentes como um mantra que é ditado por Makunaima.</p>
<p>Makunaíma (Macunaíma com c, é o personagem do livro criado por Mário de Andrade, Makunaíma com “k” é um mito indígena), assim como a Mãe das Águas, está em todo o lugar.</p>
<h3><em> </em></h3>
<p>Makunaíma que nos foi apresentado por um dos filhos do Tepui, o guia venezuelano Leo Tarola, que nas rodas de conversa no acampamento e durante as caminhadas se mostrava como um xamã &#8211; eu silenciosamente o chamava de grande alma e coração &#8211; um mensageiro que aprende e compartilha o conhecimento.</p>
<div id="attachment_6391" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><img class="size-full wp-image-6391 " src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/Guia-Leo-Torola.jpg" alt="" width="640" height="426" /><p class="wp-caption-text">O guia Leo Tarola</p></div>
<h3><em> </em></h3>
<p><span style="font-size: 15px"><strong><em> </em></strong></span></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p>Leo nos contava sobre Makunaíma, contava como um velho índio que transmite oralmente as tradições dos seus ancestrais para os mais jovens, como a Pandon &#8211; termo traduzido pelos Taurepang como “histórias” &#8211; que versa sobre a sua origem que ora é referida como a de um só personagem, ora como um grupo de irmãos.</p>
<h3><em> </em></h3>
<p><span style="font-size: 15px">Continua&#8230;</span></p>
<p><em>Flavio Varricchio</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sonhos Verticais &#8211; por Manoel Morgado</title>
		<link>http://www.adventurezone.com.br/blog/sonhos-verticais-por-manoel-morgado</link>
		<comments>http://www.adventurezone.com.br/blog/sonhos-verticais-por-manoel-morgado#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 11:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escalada]]></category>
		<category><![CDATA[Montanhismo]]></category>
		<category><![CDATA[alta montanha]]></category>
		<category><![CDATA[Manoel Morgado]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos Verticais]]></category>

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		<description><![CDATA[Em tom confessional, Manoel Morgado narra, neste livro-diário, não só as vivências à frente de um grupo de brasileiros e estrangeiros rumo ao topo do Everest: ele retoma outras memórias,... <span class="meta-more"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/sonhos-verticais-por-manoel-morgado">Continue lendo &#187;</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>Em tom confessional, <strong>Manoel Morgado</strong> narra, neste livro-diário, não só as vivências à frente de um grupo de brasileiros e estrangeiros rumo ao topo do Everest: ele retoma outras memórias, de escaladas anteriores, em especial ao Cho Oyu, seu primeiro “8 mil”, estabelecendo  uma conversa entre amigos com o leitor. Divide, ao descrever sua rotina, suas alegrias, temores, expectativas, reencontros e descobertas de paisagens, e até questionamentos interiores. Também exibe sem meias palavras as respostas do corpo aos limites extremos da natureza e não se furta a relatar as tristezas pessoais, como o fim de seu relacionamento com a então companheira. O humor e a emoção ancoram este relato ilustrado por imagens sempre impactantes das jornadas do autor. A apresentação é do alpinista Waldemar Niclevicz, único brasileiro a escalar a K2, considerada a montanha mais difícil do mundo.</p>
<div id="attachment_6356" class="wp-caption aligncenter" style="width: 457px"><img class="size-full wp-image-6356" title="capa sonhos verticais" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/capa-sonhos-verticais.jpg" alt="" width="447" height="640" /><p class="wp-caption-text">Sonhos Verticais - por Manoel Morgado</p></div>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O autor</strong></p>
<p><strong>Manoel Morgado</strong>, gaúcho, formou-se médico pediatra mas, pouco tempo depois, optou por outra atividade: sua casa, há 20 anos, são os 5 continentes. Em um ano típico, viaja por 10 países e passa boa parte de suas noites em uma barraca nas grandes montanhas do mundo. No final de 2011, escalou o Vinson, na Antártica e, em 2012, quer subir a oitava mais alta da Terra, o Manaslu,  e mais o Kilimanjaro, a mais alta da África, o Elbrus, a mais alta da Europa, o Mt Blanc, a mais alta da Europa Ocidental, e o Aconcágua, a mais alta da América do Sul. Ao Everest, voltará em 2014.</p>
<p>Contato</p>
<p><a href="maristelabairros@arteseoficios.com.br">Maristela Bairros</a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Semana Brasileira de Montanhismo</title>
		<link>http://www.adventurezone.com.br/blog/semana-brasileira-de-montanhismo</link>
		<comments>http://www.adventurezone.com.br/blog/semana-brasileira-de-montanhismo#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 11:56:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kiko Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escalada]]></category>
		<category><![CDATA[Montanhismo]]></category>
		<category><![CDATA[Semana Brasileira de Montanhismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Semana brasileira de Montanhismo Conheça o evento, visite o site e divulgue!!! Acesse: http://www.semanademontanhismo.com.br/ Boas escaladas! Kiko Araujo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>Semana brasileira de Montanhismo</p>
<p>Conheça o evento, visite o site e divulgue!!!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6265" title="1 semana brasileira de montanhismo 1" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/1-semana-brasileira-de-montanhismo-1.jpg" alt="" width="424" height="640" /></p>
<p>Acesse: <a href="http://www.semanademontanhismo.com.br/">http://www.semanademontanhismo.com.br/</a></p>
<p>Boas escaladas!</p>
<p>Kiko Araujo</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mulheres na Montanha &#8211; Invasão feminina 2012</title>
		<link>http://www.adventurezone.com.br/blog/mulheres-na-montanha-invasao-feminina-2012</link>
		<comments>http://www.adventurezone.com.br/blog/mulheres-na-montanha-invasao-feminina-2012#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 11:59:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escalada]]></category>
		<category><![CDATA[Montanhismo]]></category>
		<category><![CDATA[Invasão feminina 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres na Montanha]]></category>

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		<description><![CDATA[O dia mais rosa nas montanhas no Rio está chegando&#8230; é a Invasão Feminina 2012, organizada pelo Mulheres na Montanha]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>O dia mais rosa nas montanhas no Rio está chegando&#8230; é a <strong>Invasão Feminina 2012</strong>, organizada pelo <a href="http://www.mulheresnamontanha.com.br/site/">Mulheres na Montanha</a></p>
<div id="attachment_6317" class="wp-caption aligncenter" style="width: 471px"><img class="size-full wp-image-6317" title="Invasão Feminina 2012" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/Invasão-Feminina-2012.jpg" alt="" width="461" height="640" /><p class="wp-caption-text">Invasão Feminina - participe!!!</p></div>
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		</item>
		<item>
		<title>Projeto Ayesha Zangaro &#8211; check list para o Aconcágua</title>
		<link>http://www.adventurezone.com.br/blog/projeto-ayesha-zangaro-check-list-para-o-aconcagua</link>
		<comments>http://www.adventurezone.com.br/blog/projeto-ayesha-zangaro-check-list-para-o-aconcagua#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 11:21:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deuter]]></category>
		<category><![CDATA[Escalada]]></category>
		<category><![CDATA[Lorpen]]></category>
		<category><![CDATA[Montanhismo]]></category>
		<category><![CDATA[Princeton Tec]]></category>
		<category><![CDATA[Sea to Summit]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>
		<category><![CDATA[aconcágua]]></category>
		<category><![CDATA[Ayesha Zangaro]]></category>
		<category><![CDATA[check list]]></category>

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		<description><![CDATA[Aconcágua here we GO! A menos de um mês de começar a expedição do Aconcágua, a preparação continua&#8230; check list de equipamentos, roupas e claro o preparo físico. Como sempre,... <span class="meta-more"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/projeto-ayesha-zangaro-check-list-para-o-aconcagua">Continue lendo &#187;</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>Aconcágua here we GO!</p>
<p>A menos de um mês de começar a expedição do Aconcágua, a preparação continua&#8230; check list de equipamentos, roupas e claro o preparo físico. Como sempre, não me motivo muito com corridas e caminhadas por aqui, mas faz parte né?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6238" title="Arquivo Ayesha Zangaro - 2" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/Arquivo-Ayesha-Zangaro-2.jpg" alt="" width="427" height="640" /></p>
<p>No dia de Natal levantamos cedo e com 15kg de carga saímos para caminhar por Jambeiro, a cidade onde moramos. Fomos até o morro do Cruzeiro, um dos pontos mais altos da cidade, com menos de 1000m de altitude. Morar em um país como o Brasil tem suas desvantagens afinal. E passar ano novo na praia? Lógico que não, apesar da minha vontade de ir para o litoral, fomos comemorar a chegada de 2012 em Monte Verde, em Minas Gerais. Dois dias de caminhada pelas “montanhas” da Serra da Mantiqueira foram ótimas para treinar com carga mais pesada e por longo tempo. No primeiro dia fomos até o Pico do Selado (2083m), com uma caminhada de mais ou menos 5 horas e no dia seguinte alcançamos o cume da Pedra Partida e da Pedra Redonda mais ou menos em 6 horas as duas.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6239" title="Arquivo Ayesha Zangaro - 3" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/Arquivo-Ayesha-Zangaro-3.jpg" alt="" width="640" height="426" /></p>
<p>As últimas semanas de treinamento ficam por conta de corridas e de aulas de dança, ambos em ritmo bem intenso, para chegar à Argentina com o máximo de fôlego possível! Dia 3 embarcamos no vôo para lá, e sempre que possível mando notícias pelas redes sociais!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6240" title="Arquivo Ayesha Zangaro" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/Arquivo-Ayesha-Zangaro.jpg" alt="" width="640" height="427" /></p>
<p>Aqui disponibilizo um check list que estou usando:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6241" title="Check list Aconcagua" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/Check-list-Aconcagua.jpg" alt="" width="640" height="463" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abs</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ayesha Zangaro</p>
<p><a href="http://ayesha.com.br/blog/">http://ayesha.com.br/blog/</a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Cabeção &#8211; Via nova no Dona Marta &#8211; Rio de Janeiro</title>
		<link>http://www.adventurezone.com.br/blog/cabecao-via-nova-no-dona-marta-rio-de-janeiro</link>
		<comments>http://www.adventurezone.com.br/blog/cabecao-via-nova-no-dona-marta-rio-de-janeiro#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 10:17:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kiko Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escalada]]></category>
		<category><![CDATA[Montanhismo]]></category>
		<category><![CDATA[aderência]]></category>
		<category><![CDATA[andre ilha]]></category>
		<category><![CDATA[Claudão]]></category>
		<category><![CDATA[conquista]]></category>
		<category><![CDATA[escalada tradicional]]></category>
		<category><![CDATA[Kiko Araujo]]></category>
		<category><![CDATA[Morro Dona Marta]]></category>

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		<description><![CDATA[No início de 2011 o Cláudio (3 Picos) me convidou a participar de uma conquista que ele e o André Ilha tinham acabado de iniciar no Morro Dona Marta em... <span class="meta-more"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/cabecao-via-nova-no-dona-marta-rio-de-janeiro">Continue lendo &#187;</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>No início de 2011 o Cláudio (3 Picos) me convidou a participar de uma conquista que ele e o André Ilha tinham acabado de iniciar no <strong>Morro Dona Marta</strong> em Botafogo. Fiquei amarradão com o convite, isso porque seria minha primeira via tradicional a ser conquistada, uma oportunidade de ter uma verdadeira aula de conquista com o André e também por escalar com o Claudão, um grande camarada.</p>
<div id="attachment_6249" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><img class="size-full wp-image-6249" title="André na Cabeção" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/André-na-Cabeção-.jpg" alt="" width="640" height="473" /><p class="wp-caption-text">André na conquista</p></div>
<p>Combinamos o primeiro final de semana e lá fomos nós. A via prometia, e apesar de ser predominantemente de aderência (modalidade que não curto), os lances estavam ficando cada vez mais maneiros. Foram cerca de 6 investidas até finalmente terminarmos a conquista, o que só aconteceu há cerca de 3 semanas atrás. O sol estava a pino, mas com uma leve brisa que dava um refresco.  Aliás, começamos a conquista no alto verão de 2011, torrando ao sol (eu e o Cláudio, pois o André parece que nasceu com fator de proteção solar embutido&#8230; enquanto a gente escalava que nem beduínos e lambuzados de protetor, o André continuava todo serelepe sem camisa e protetor) e só viemos a terminar agora, no verão de 2012&#8230; deve ser algum sadismo do André&#8230; Parece que só tem graça se estiver a 50 graus à sombra.</p>
<div id="attachment_6250" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img class="size-full wp-image-6250" title="Kiko grampeando 1 (A)" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/Kiko-grampeando-1-A.jpg" alt="" width="480" height="640" /><p class="wp-caption-text">Kiko grampeando</p></div>
<p>Falando da via:  Começa em uma pequena “ ladeira” 100% de aderência, o que da um 4 grau quando tá seco&#8230; úmido já da uma bela atrapalhada&#8230; Depois lances de agarrência em diagonal para esquerda até chegar a um pedaço de agarras muito boas e bacanas de escalar. Depois se chega ao o que chamamos de “aquecimento”, um 5 grau de pura aderência e a partir daqui a moleza acaba. Logo depois tem uma horizontal delicada para a direita que deve dar um 6, e toda a enviada acima fica na casa do 6 e 6+ de aderência, aí se chega a um platô muito confortável para entrar em um possível 7a, que começa em aderência mas que se mata dominando uma laca invertida.</p>
<div id="attachment_6251" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img class="size-full wp-image-6251" title="Kiko na Cabeção 8 (A)" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/Kiko-na-Cabeção-8-A.jpg" alt="" width="480" height="640" /><p class="wp-caption-text">Com o Cristo de frente</p></div>
<p>Após esse lance se chega a um enorme platô de onde deve se descansar, beber água e encarar o crux da via, um 8 e alguma coisa com um 7c logo na sequencia. Esse lance foi liberado na nossa última investida e em alto estilo. Havia guiado todas as enfiadas até chegar nesse platô, porque o André queria estar descansado para tentar fazer. Preparei a segurança e lá se foi ele trabalhar o crux&#8230; o cara estava tão concentrado que passou de primeira e super sólido, mas com um detalhe: não costurou o lance, ou seja passou batido pelo grampo que protege o crux e só depois percebeu que não tinha costurado&#8230; aí quase enfartou &#8230;  mas estava amarradão e mandou o 7c seguinte sem problemas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_6252" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><img class="size-full wp-image-6252" title="Cabeção - André conquistando" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/Cabeção-André-conquistando.jpg" alt="" width="640" height="480" /><p class="wp-caption-text">André grampeando</p></div>
<p>Crux liberado (falta repetições para definir o grau), a via ainda tem mais uma enfiada de 4 grau até seu final.</p>
<div id="attachment_6267" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img class="size-full wp-image-6267" title="Cabeção - Cláudio conquistando" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/Cabeção-Cláudio-conquistando.jpg" alt="" width="480" height="640" /><p class="wp-caption-text">Cláudio conqusitando</p></div>
<p>O nome da via é <strong>Cabeção</strong>, homenagem mais do que merecida ao <strong>Bernardo Collares</strong>. Fica no Morro Dona Marta, face Sul e tem uma vista linda da Lagoa e um ângulo diferente do Cristo&#8230; se escala com ele te  <em>encarando </em>de frente.</p>
<p>Sem dúvida é uma via que merece ser repetida&#8230; lances bacanas, vista diferente e uma parede bem fora do circuito “comum” do Rio.</p>
<div id="attachment_6270" class="wp-caption aligncenter" style="width: 471px"><img class="size-full wp-image-6270" title="Cabeção" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/Cabeção1.jpg" alt="" width="461" height="640" /><p class="wp-caption-text">Croqui</p></div>
<p>A trilha é a mesma que está no<strong> Guia da Floresta da Tijuca</strong>, do Flavio Daflon (pág. 139), mas apesar de curta é complicadinha&#8230; na verdade permanece a mística que nunca fizemos o mesmo caminho para chegar na base&#8230; uma beleza.</p>
<p>Agradeço o convite da conquista e já me coloquei a disposição para novas roubadas.</p>
<p>Abs!</p>
<p><a href="marcus@proativa21.com.br "> Kiko Araujo</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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