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	<title>Adventure Zone &#187; Minimo Impacto</title>
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	<description>Seu site de aventuras, viagens, bike e montanhismo!</description>
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		<title>Educação Ambiental na Floresta da Tijuca &#8211; Moleque Mateiro</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 11:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moleque Mateiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deuter]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Minimo Impacto]]></category>
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<p>Olá Mateirada!!!</p>
<p>O ano de 2011 passou voando, e já estamos quase no fim&#8230; Por isso, vamos correr aqui para ver se dá tempo de apresentarmais um trabalho realizado pelo Instituto Moleque Mateirode Educação Ambiental(isso mesmo, agora somos um Instituto!!!) neste segundo semestre.</p>
<div id="attachment_5884" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-5884" title="mateiro 1" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/mateiro-1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Na entrada do PNT, uma olhada no mapa para a localização</p></div>
<p>Pois é pessoal, algumas escolas já perceberam que para contribuírem para uma formação cidadã de seus alunos, devem investir na Educação Ambiental. Por isso, temos realizado diversos trabalhos de campo interdisciplinares, visando a passagem de alguns conteúdos de forma prática e mesclando os temas estudados em sala de aula por diversas disciplinas. Pretendemos assim, mostrar que o meio ambiente é um fenômeno complexo, onde todos os elementos se ligam uns aos outros, por isso, apenas uma matéria não pode dar conta de trabalhar toda esta complexidade ambiental. É preciso que cada professor se faça valer da educação ambiental no seu dia-a-dia na escola para que realmente possamos preparar as futuras gerações para uma sociedade mais justa e ativa, no que diz respeito à ética socioambiental.</p>
<div id="attachment_5885" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><img class="size-medium wp-image-5885" title="mateiro 2" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/mateiro-2-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">&quot;mateirada&quot; subindo a trilha, sempre de olho no chão para não cair!</p></div>
<p>A partir desta concepção, o Moleque Mateiro montou o projeto “Clima, Tempo e Condições Atmosféricas”. A idéia foi levar os alunos do 3°ano do Ensino Fundamental para terem uma aula diferente, em meio à Mata Atlântica. Contando com a participação dos professores de História e Ciências, o percurso escolhido foi a Trilha dos Estudantes, na Floresta da Tijuca.</p>
<div id="attachment_5886" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-5886" title="mateiro 3" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/mateiro-3-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">A turminha dando uma descansada, enquanto recebe explicação da equipe do Moleque Mateiro</p></div>
<p>Esta trilha, de fácil acesso e baixo nível de dificuldade possui várias placas informativas ao longo do percurso. Estas placas falam da dinâmica da floresta e dos serviços ambientais prestados por ela. Você sabe o que são serviços ambientais? São benefícios ambientais que a floresta gera às pessoas que com ela se relacionam, e vão muito além de belas paisagens, cachoeiras deliciosas e parquinhos infantis para os visitantes. Estes serviços influenciam toda a dinâmica ambiental da cidade e trazem benefícios ambientais para a população do Rio de Janeiro, tais como: regulação do clima na cidade, armazenamento de água doce, sustentação das encostas dos morros, produção de oxigênio e filtragem de carbono, biodiversidade e produção de alimentos (frutos) e remédios (ervas medicinais).  Mesmo que você nunca tenha ido à Floresta da Tijuca, ela continua prestando estes serviços básicos à nossa vida!</p>
<div id="attachment_5887" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-5887" title="Mateiro 6" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/Mateiro-6-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Mata Atlântica: nossa sala de aula viva!</p></div>
<p>Pois é, tudo isso e mais um pouco foi discutido neste dia, e os alunos saíram de lá com a idéia de que a floresta é tão importante para as nossas vidas como o ar que respiramos e a água que bebemos. Se você não conhece ainda o Parque Nacional da Tijuca, dê um pulinho lá com seus filhos, amigos ou alunos. Vocês aprenderão muitas coisas, além de se divertirem à beça em meio à nossa rica Mata Atlântica e todos os atrativos que ela nos apresenta.</p>
<div id="attachment_5888" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-5888" title="mateiro 4" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/mateiro-4-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">As crianças não perderam tempo em sacar os celulares e registrarem a visita do Quati, espécie nativa da floresta</p></div>
<p>Só mais uma dica mateira: quando for fazer um passeio na floresta, não se esqueça de levar roupas confortáveis e acessórios úteis e resistentes, como uma boa mochila <strong><em>Deuter</em></strong> com água e alimentos leves. Para aproveitar bem a aventura use sempre os produtos de mínimo impacto <strong><em>SeaToSummit</em></strong> como a toalhinha de secagem rápida Drylite Micro Towel e o saco estanque para o lixo orgânico. E é claro, máquina fotográfica sempre à mão!  É isso pessoal, o verão está chegando e quem quiser fugir das praias lotadas, faça como o Moleque Mateiro e aproveite a floresta!</p>
<p>Se estiver procurando colônia de férias para seus filhos, fique de olho nas próximas publicações do <strong>Moleque Mateiro</strong>&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-5889" title="mateiro 5" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/mateiro-5-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></p>
<p>Até a mata!!</p>
<p><a href="http://www.molequemateiro.com.br/"><em>Equipe Moleque Mateiro</em></a></p>
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		<title>Da Mata ao Mangue!</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 11:37:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moleque Mateiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Minimo Impacto]]></category>
		<category><![CDATA[deuter]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[moleque mateiro]]></category>
		<category><![CDATA[sea to summit]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá aventureiros, educadores, blogueiros e amantes da natureza, Logo abaixo trazemos a nossa segunda postagem com algumas ótimas experiências que tivemos no mês de Junho. O Moleque Mateiro neste mês... <span class="meta-more"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/da-mata-ao-mangue">Continue lendo &#187;</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>Olá aventureiros, educadores, blogueiros e amantes da natureza,</p>
<p>Logo abaixo trazemos a nossa segunda postagem com algumas ótimas experiências que tivemos no mês de Junho.</p>
<p>O <strong>Moleque Mateiro</strong> neste mês realizou atividades diferentes, com objetivos distintos. Vamos relatar algumas delas para que tenham um pouco mais de aceso ao nosso trabalho.</p>
<p>Com a escola EDEL fizemos um trabalho de campo muito maneiro, que batizamos de: <strong><em>“DA MATA AO MANGUE”</em>.</strong></p>
<p>O campo teve início no<em><strong> Parque Nacional da Serra dos Órgãos</strong></em> &#8211; Subsede de Guapimirim. O objetivo aí era falar da Mata Atlântica, sua riqueza biológica e todas as interações entre e mesma e o solo.</p>
<div id="attachment_5178" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Capela-Nossa-Senhora-da-Conceição-do-Soberbo-1713.jpg" rel="lightbox[5177]"><img class="size-full wp-image-5178" title="Capela Nossa Senhora da Conceição do Soberbo - 1713" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Capela-Nossa-Senhora-da-Conceição-do-Soberbo-1713.jpg" alt="" width="480" height="638" /></a><p class="wp-caption-text">Capela Nossa Senhora da Conceição do Soberbo - 1713</p></div>
<p><span id="more-5177"></span></p>
<p>Na capela de Nossa Senhora da Conceição do Soberbo, datada de 1713, explicamos a importância histórica daquele local como centro de abastecimento para os portos da Guanabara e os viajantes da estrada real.</p>
<p>Com o Pico do Escalavrado imponente atrás da capela, abordamos os diferentes ecossistemas da Serra do Mar e a sua importância no clima, retendo umidade deste lado da vertente. Claro que no fim de toda essa explicação os alunos mereciam um bom banho de cachoeira e aconteceu no Poço da Capela. Estava frio, mas quem disse que criança sente frio?! As toalhas de secagem rápida da <strong><em>Sea to Summit</em></strong>, parceira do<strong> Moleque Mateiro</strong> foram muito úteis!</p>
<div id="attachment_5179" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Criançada-se-“refrescando”-no-Poço-da-Preguiça.jpg" rel="lightbox[5177]"><img class="size-full wp-image-5179" title="Criançada se “refrescando” no Poço da Preguiça" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Criançada-se-“refrescando”-no-Poço-da-Preguiça.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Criançada se “refrescando” no Poço da Preguiça</p></div>
<p>Ainda na Subsede de Guapimirim visitamos o museu Von Martius onde os alunos conheceram um pouco mais da história deste botânico e das muitas plantas pesquisadas por ele durante o século XIX no Brasil. No fim, uma bela apresentação de vídeo e embarcamos no ônibus para seguir para segunda parte do trabalho de campo: Área de Proteção Ambiental de Guapimirim.</p>
<p>Mas antes da visita à APA o almoço se fazia mais que necessário, o qual foi feito pela Cooperativa Manguezal Fluminense, criada neste local após a formação da APA e que tem sua história vinculada a mesma. A cooperativa busca preservar a natureza e a cultura da região através da prática de pesca feita de modo semelhante ao feito por seus avós, porém respeitando épocas de defeso, tamanhos mínimos e tantas outras questões próprias ricas do local, mas com total respeito e consciência do dinâmica ambiental do Manguezal.</p>
<div id="attachment_5180" class="wp-caption aligncenter" style="width: 647px"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Placa-informativa-dos-tamanhos-mínimos-de-pesca-por-espécie..jpg" rel="lightbox[5177]"><img class="size-full wp-image-5180" title="Placa informativa dos tamanhos mínimos de pesca por espécie." src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Placa-informativa-dos-tamanhos-mínimos-de-pesca-por-espécie..jpg" alt="" width="637" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Placa informativa dos tamanhos mínimos de pesca por espécie</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após o almoço assistimos a uma palestra sobre o manguezal, onde os alunos puderam aprender diversas curiosidades sobre o mesmo e o trabalho da APA Guapimirim. Ao fim da palestra fomos de ônibus numa praia no fundo da Baía de Guanabara e dali caminhamos um pouco pelo manguezal e os alunos viram as diferentes árvores de mangue existente e, alguns, chegaram a “lamber” a folha delas para constatar que era realmente muito salgada.</p>
<p>Outras experiências bem ricas que tivemos foram com duas crianças com necessidades especiais ao longo deste mês.</p>
<p>Uma foi num Aniversário Mateiro que realizamos no <strong>Parque Municipal da Catacumba</strong> onde um menino que é anão participou de todas as atividades propostas, até mesmo aquelas onde o tamanho era um limitador. Depois de uma trilha bem legal para ver o visual lindo do <strong>Morro do Sacopã</strong> as crianças puderam aproveitar o circuito oferecido pela Lagoa Aventuras no parque. Todas as crianças fizeram tirolesa, arvorismo e escalada, e o João como todas as outras participou de tudo.</p>
<div id="attachment_5181" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/João-se-preparando-para-se-jogar-na-tirolesa-depois-de-fazer-a-trilha-para-o-mirante-arvorismo-muro-de-escalada...superação.jpg" rel="lightbox[5177]"><img class="size-full wp-image-5181" title="João se preparando para se jogar na tirolesa, depois de fazer a trilha para o mirante, arvorismo, muro de escalada...superação!!" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/João-se-preparando-para-se-jogar-na-tirolesa-depois-de-fazer-a-trilha-para-o-mirante-arvorismo-muro-de-escalada...superação.jpg" alt="" width="480" height="639" /></a><p class="wp-caption-text">João se preparando para se jogar na tirolesa</p></div>
<div id="attachment_5182" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/João-se-preparando-para-se-jogar-na-tirolesa-depois-de-fazer-a-trilha-para-o-mirante-arvorismo-muro-de-escalada.jpg" rel="lightbox[5177]"><img class="size-full wp-image-5182" title="João se preparando para se jogar na tirolesa, depois de fazer a trilha para o mirante, arvorismo, muro de escalada" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/João-se-preparando-para-se-jogar-na-tirolesa-depois-de-fazer-a-trilha-para-o-mirante-arvorismo-muro-de-escalada.jpg" alt="" width="480" height="639" /></a><p class="wp-caption-text">João na tirolesa, depois de fazer a trilha para o mirante, arvorismo, muro de escalada...superação!!</p></div>
<p>Já a outra experiência foi com o aluno Vicente do 5°ano do Colégio de São Bento. Em 2009 fizemos um trabalho com as mesmas turmas só que para o Morro da Urca, estudar a história do Rio, e o Vicente na época andava de cadeira de rodas devido a um câncer no joelho. Ele subiu de bondinho e a turma toda de trilha.</p>
<p>Neste ano de 2011, devido a algumas operações ele já está andando com ajuda de tala e bota especial. O passeio que fizemos para o 5º ano foi o Circuito das Grutas, para estudar geologia e ecologia. Combinamos com o colégio que iríamos levar o Vicente só até o meio do caminho, na Praça das Grutas. Esta parte é mais ou menos plana, sem rochas nem raízes e que depois ele voltaria deste ponto com um monitor para um local pré definido, onde seria o lanche com os demais colegas de turma.</p>
<p><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/mateiro-1.jpg" rel="lightbox[5177]"><img class="aligncenter size-full wp-image-5183" title="mateiro 1" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/mateiro-1.jpg" alt="" width="480" height="640" /></a></p>
<p><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/mateiro-2-.jpg" rel="lightbox[5177]"><img class="aligncenter size-full wp-image-5184" title="mateiro 2" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/mateiro-2-.jpg" alt="" width="640" height="479" /></a></p>
<p>Não sei se todos conhecem esta trilha, mais depois da Praça das Grutas existem subidas e descidas íngremes, com bastantes rochas e raízes. O Vicente provocou um pequeno motim entre o grupo!!! Os monitores, junto com a professora da turma, Beth, se sensibilizaram com a situação e resolveram continuar com a turma inteira. Além de fazer toda a trilha, Vicente ainda passou pelo “Buraco da Galinha”, um trecho opcional do passeio, mas que todos adoram, que é uma passagem bem apertada, em que você entra de um lado da gruta e sai pelo outro lado. No fim do passeio no ônibus todos festejaram muito o fato do Vicente ter concluído todas as aventuras com o grupo, sem limitação alguma!!!</p>
<div id="attachment_5185" class="wp-caption aligncenter" style="width: 571px"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Nova-Imagem-7.png" rel="lightbox[5177]"><img class="size-full wp-image-5185" title="Nova Imagem (7)" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Nova-Imagem-7.png" alt="" width="561" height="421" /></a><p class="wp-caption-text">Mais um futuro Mateiro indo para seu batismo no “Buraco da Galinha”.</p></div>
<p>Nós do Moleque Mateiro temos muito orgulho e satisfação de fazer parte de momentos como estes acima expostos, e esperamos que venham mais desafios!!!</p>
<p>Bem galera, era isso que tínhamos para compartilhar com vocês, nos encontramos por acaso em alguma trilha dessas por aí, e estaremos aqui todo mês contando um pouco de nossos trabalhos e novas aventuras para vocês.</p>
<p>Até a Mata!</p>
<p>Moleque Mateiro</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Liofoods e Trilheiros do Sul em prol da preservação ambiental.</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Oct 2010 09:21:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Liofoods]]></category>
		<category><![CDATA[Minimo Impacto]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 26/09 o Grupo Trilheiros d Sul realizaram uma atividade no Morro Santana em Porto Alegre, levando seus participantes a visitar uma das mais bonitas vistas da cidade e a... <span class="meta-more"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/liofoods-e-trilheiros-do-sul-em-prol-da-preservacao-ambiental">Continue lendo &#187;</a></span>]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/100_3636.jpg" rel="lightbox[3723]"></a>Dia 26/09 o Grupo Trilheiros d Sul realizaram uma atividade no Morro Santana em Porto Alegre, levando seus participantes a visitar uma das mais bonitas vistas da cidade e a conhecerem duas cachoeiras em um dos refúgios naturais mais bem preservados dentro da nossa capital.</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/trilhalimpa204.jpg" rel="lightbox[3723]"><img class="size-medium wp-image-3724  aligncenter" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/trilhalimpa204-300x226.jpg" alt="" width="300" height="226" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Esse evento serviu de lançamento para projeto <strong>TRILHA LIMPA</strong> que teve seu lançamento com uma palestra da Reserva biológica José Lutzemberguer no Lami, e recolhimento de resíduos sólidos durante a caminhada e ao redor das cachoeiras.<span id="more-3723"></span></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/Trilhalimpa202.jpg" rel="lightbox[3723]"><img class="size-medium wp-image-3726  aligncenter" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/Trilhalimpa202-300x226.jpg" alt="" width="300" height="226" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Os Trilheiros do Sul contaram para esse evento com o apoio da <span style="text-decoration: underline;">SMAM, Reserva Biológica do Lami, DMLU, DMAE, Carris, Policia militar, Gestão Ambiental da UFGRS e RBS TV</span> que de alguma forma incentivaram e/ou participaram do lançamento deste projeto. O grupo também contou com a parceria da <strong>LIOFOODS alimentos</strong>, na distribuição de material aos integrantes da atividade.</p>
<p style="text-align: center;"> <img class="aligncenter" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/100_3636-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">A atividade contou com participantes de outros estados e paises. Mostrando o interesse e a vontade das pessoas em buscar informações e trabalhar no intuito da preservação.</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/100_3634.jpg" rel="lightbox[3723]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3728" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/100_3634-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/trilhalimpa205.jpg" rel="lightbox[3723]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3729" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/trilhalimpa205-300x226.jpg" alt="" width="300" height="226" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/TRilhalimpa201.jpg" rel="lightbox[3723]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3730" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/TRilhalimpa201-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
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		<title>65º MUTIRÃO DO PNT</title>
		<link>http://www.adventurezone.com.br/blog/65%c2%ba-mutirao-do-pnt</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 11:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deuter]]></category>
		<category><![CDATA[Minimo Impacto]]></category>

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		<description><![CDATA[O último sábado, 26 de junho, foi marcado pela realização do 65º Mutirão do Parque Nacional da Tijuca. Hoje pela manhã recebi a ligação do chefe da Equipe de Trilhas... <span class="meta-more"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/65%c2%ba-mutirao-do-pnt">Continue lendo &#187;</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p style="text-align: justify;">O último sábado, 26 de junho, foi marcado pela realização do <strong>65º Mutirão do Parque Nacional da Tijuca</strong>. Hoje pela manhã recebi a ligação do chefe da Equipe de Trilhas do Parque, Lucio Palma, também coordenador dos mutirões, comunicando o sucesso da edição e pedindo uma força na divulgação dos resultados. Muitas vezes não há referência melhor do que o testemunho de quem se dedica diretamente à causa em questão. Então, com vocês, Lucio Palma:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/Mutirao_65_Foto_Lucio_Palma.jpg" rel="lightbox[3006]"><img class="size-medium wp-image-3007 aligncenter" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/Mutirao_65_Foto_Lucio_Palma-300x202.jpg" alt="" width="300" height="202" /></a><br />
<span id="more-3006"></span></p>
<p style="text-align: justify;">“Mesmo em um dia típico de inverno, com pouco sol e aquele frio matinal, compareceram cerca de 50 pessoas ao <strong>65º Mutirão do Parque Nacional da Tijuca</strong>. O objetivo do grupo era realizar a manutenção as trilhas do Vale São Miguel e Hípica, além da manutenção do Viveiro de Mudas e do Açude da Solidão.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas trilhas o trabalho foi de poda, limpeza de drenos e construção de 3 pontes. No Viveiro, as mudas foram mantidas livres das ervas daninhas, organizadas e a cobertura refeita. No Açude da Solidão, o trabalho foi de correção da drenagem, aterramento da área alagada e foi refeita a passagem atrás do lago.</p>
<p style="text-align: justify;">Após 5 horas de trabalhos, percorremos a trilha de volta até o Centro de Visitantes, onde foi realizado o sorteio de bonés e mochilas da Deuter, apoiador do evento. A contemplada foi Priscila Monnerat, voluntária de longa data, que com certeza ficou mais feliz ainda.</p>
<p style="text-align: justify;">Agradeço a presença de todos os voluntários e ao apoio da Deuter pelo fornecimento dos equipamentos aos monitores e brindes para sorteio. Agradeço igualmente a APPAI pelo fornecimento de lanches e sacos para areia, além da grande ajuda na manutenção do viveiro. Por fim, um agradecimento à incansável UNICERJ, pela força de seus guias e participantes, sempre presentes em todos os nossos mutirões.</p>
<p style="text-align: justify;">Lucio Palma”</p>
<p style="text-align: justify;">-  <em>Datas previstas para os próximos mutirões de 2010:</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>18 de julho</strong> (domingo)<br />
<strong>21 de agosto</strong> (sábado)<br />
<strong>19 de setembro</strong> (domingo)<br />
<strong>30 de outubro </strong>(sábado)<br />
<strong>27 de novembro</strong> (sábado)<br />
<strong>11 de dezembro </strong>(sábado)</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/Mutirao_65_Foto_Lucio_Palma-1.jpg" rel="lightbox[3006]"><img class="size-medium wp-image-3008 aligncenter" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/Mutirao_65_Foto_Lucio_Palma-1-300x210.jpg" alt="" width="300" height="210" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/Mutirao_65_Foto_Lucio_Palma-3.jpg" rel="lightbox[3006]"><img class="size-medium wp-image-3009 aligncenter" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/Mutirao_65_Foto_Lucio_Palma-3-300x239.jpg" alt="" width="300" height="239" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/Mutirao_65_Foto_Lucio_Palma-2.jpg" rel="lightbox[3006]"><img class="size-medium wp-image-3010 aligncenter" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/Mutirao_65_Foto_Lucio_Palma-2-300x203.jpg" alt="" width="300" height="203" /></a></p>
<p>Fotos: Arquivo PNT</p>
<p>Fonte: <a href="mhtml:{CED02128-9F7E-418A-98CC-A8B692686F66}mid://00000348/!x-usc:http://parnatijuca.blogspot.com/2010/06/65-mutirao-do-pnt.html">http://parnatijuca.blogspot.com/</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Campanha de Reciclagem de Celulares &#8211; Viagem &amp; Aventura</title>
		<link>http://www.adventurezone.com.br/blog/campanha-de-reciclagem-de-celulares-viagem-aventura</link>
		<comments>http://www.adventurezone.com.br/blog/campanha-de-reciclagem-de-celulares-viagem-aventura#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 May 2010 12:47:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minimo Impacto]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Março demos um passo importante em nossa campanha de reciclagem de celulares que acontece diariamente em nosso quiosque no Rio Sul, 4º Piso: realizamos a ação na comunidade do... <span class="meta-more"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/campanha-de-reciclagem-de-celulares-viagem-aventura">Continue lendo &#187;</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p style="text-align: justify;">Em Março demos um passo importante em nossa campanha de reciclagem de celulares que acontece diariamente em nosso quiosque no Rio Sul, 4º Piso: realizamos a ação na comunidade do Morro dos Cabritos, em Copacabana.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/recicle-celular-campanha1.jpg" rel="lightbox[2703]"><img class="size-medium wp-image-2704  aligncenter" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/recicle-celular-campanha1-300x110.jpg" alt="" width="300" height="110" /></a> </p>
<p style="text-align: justify;">Foi importante levar a iniciativa a um público diferente, composto principalmente por crianças e adolescentes. Em parceria com a OSCIP Energia Olímpica, que ensina as 4 Lutas Olímpicas para as crianças da comunidade, incentivamos as crianças a re-pensar a questão do lixo e a importância de reciclar resíduos, dando especial atenção aos eletrônicos. No caso, celulares.<span id="more-2703"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Além de ter sido muito gratificante, tivemos uma adesão surpreendente das crianças da comunidade, onde arrecadamos mais de 40 celulares velhos. Nossa pr´xima ação será na comunidade do Vidigal, em parceria com a ONG Nós do Morro.</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/Campanha-clelulares_Morro-dos-Cabritos_Março_2010.jpg" rel="lightbox[2703]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2705" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/Campanha-clelulares_Morro-dos-Cabritos_Março_2010-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Fica a sugestão para você também: recicle seu celular velho. Você pode levá-lo ao nosso quiosque no 4º Piso do Rio Sul, ou em um de nossos coletores, colocado no lobby térreo da Torre do Rio Sul.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos pensar no planeta. </p>
<p style="text-align: justify;">Abraços,</p>
<p style="text-align: justify;">Viagem &amp; Aventura</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Capitulo 2 – A volta no Gelo Continental</title>
		<link>http://www.adventurezone.com.br/blog/capitulo-2-%e2%80%93-a-volta-no-gelo-continental</link>
		<comments>http://www.adventurezone.com.br/blog/capitulo-2-%e2%80%93-a-volta-no-gelo-continental#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 11:09:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arthur Estevez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escalada]]></category>
		<category><![CDATA[Gear Tips]]></category>
		<category><![CDATA[Minimo Impacto]]></category>
		<category><![CDATA[Montanhismo]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiros Socorros]]></category>

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		<description><![CDATA[Chalten 2010. Uma temporada fria, dura e que exigiu muita paciência. - Capitulo 2 – A volta no Gelo Continental. E passou ano novo&#8230;. e passou quase um mês&#8230;. e... <span class="meta-more"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/capitulo-2-%e2%80%93-a-volta-no-gelo-continental">Continue lendo &#187;</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p><em><strong>Chalten 2010. Uma temporada fria, dura e que exigiu muita paciência.</strong></em></p>
<p><strong><em>- Capitulo 2 – A volta no Gelo Continental.</em></strong></p>
<p>E passou ano novo&#8230;. e passou quase um mês&#8230;. e a dor do meu joelho não passava.</p>
<p>Outra coisa que não passava era aquele tempo horrível, quase um mês de mal tempo. Ainda bem, porque meu joelho não melhorava. Confesso que seria bem duro ver a galera toda indo pra montanha e eu ali imobilizado passando pomadinha no joelho.</p>
<p>Pois bem, dia 30 ia dar 8 horas de bom tempo e o Felipe Edney, que já estava um tempo na cidade, junto ao Nicolau queriam aproveitar aquelas poucas horas de janela de alguma maneira.</p>
<p>Na manhã do dia 29 de janeiro fui convencido pelos dois a encarar a empreitada da Travessia do Gelo Continental, mesmo com meu joelho ainda me incomodando.</p>
<p>Arrumei as coisas na correria e saímos umas duas da tarde. Saia sem muitas expectativas achava que meu joelho ia doer na primeira meia hora e ia voltar pra casa. <span id="more-2364"></span>Quando eu vi já estávamos em <em>Playta</em>.</p>
<p><em>Pra sintonizar a galera que ta lendo: A travessia do Gelo Continental é uma caminhada comercializada em 8 ou 9 dias com aproximadamente 100 quilômetros de percurso, sendo que boa parte dele é em cima do glaciar<strong>, </strong>a caminhada tem inicio na Argentina entra em território Chileno e volta para a Argentina.</em></p>
<p>Bem vou narrar essa empreitada.</p>
<p>Eram duas e pouca da tarde e saímos do <em>Rio Eléctrico</em>, que é até onde vai o carro, um horário bem avançado para o que nos propusemos caminhar. Passamos por <em>Pedra Del Fraile</em> na correria para não sermos pegos e ter que pagar o absurdo de 40 Pesos só para cruzar um terreno que nem é do parque e quando vimos já estávamos em <em>Playita</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/g1.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2375" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/g1-300x290.jpg" alt="" width="300" height="290" /></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;">Playta</h5>
<h5> </h5>
<p>Pelo horário o certo era ficar ali mesmo, mas desde quando a gente faz alguma coisa certa?? Nossa meta era o <em>Refugio Gorra Blanca</em> e pra lá que continuávamos indo&#8230; Mais uma pernada e paramos no inicio do <em>Glaciar Marconi</em> para esquentar uma água, tomar um mate e comer alguma coisa mais “sólida”. </p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"> <a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08501.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2377" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08501-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Glaciar Marconi</em></h5>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08507.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2378" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08507-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Entrando no Glaciar</em></h5>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08511.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2380" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08511-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Paradinha pro Mate</em></h5>
<p> </p>
<p>Saindo dali o sol já não estava mais tão irradiante e aceitávamos o fato de que iríamos pegar noite no meio do Glaciar.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08516.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2381" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08516-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Inicio da Subida para o Passo</em></h5>
<p> </p>
<p>O vento deu as caras junto com a noite, tentávamos nos orientar pelo terreno e pelo GPS, mas vimos que o frio deixou o aparelho doido e na escuridão branca era impossível achar o Refugio sem o GPS e sem conhecer, então decidimos montar acampamento no meio do Glaciar. Já estávamos bem próximos da virada do <em>Passo Marconi</em> em um terreno com um bocado de gretas, ficamos futucando a neve ate achar um lugar que certamente seria sólido para montar a barraca e ali cavamos uma trincheira para nos proteger do vento.</p>
<p>Montar a barraca no meio do glaciar foi uma aventura a parte, até porque nenhum dos 3 tinha feito isso antes. Sabíamos a teoria, mas na pratica é outra coisa, ventava e nevava muito, ao mesmo tempo que o toldo da barraca queria sair voando, estava extremamente rígido devido ao frio e manipular aquilo tudo de luva ficava ainda mais complicado e ainda bem que o Felipe comprou uma <em>pá de neve</em> antes de sair de Chalten que nos ajudou a cavar a trincheira para por a barraca.</p>
<p>Por incrível que pareça a coisa toda deu certo, cavamos a trincheira, tencionamos os estais da barraca com bastões, crampons e tudo que tínhamos para enterrar na neve e mesmo com os fortes ventos e a neve acumulando em sua lateral a barraca agüentou firme.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08519.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2382" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08519-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Atividades noturnas antes de dormir. Comer e derreter gelo pra fazer água</em></h5>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08528.jpg" rel="lightbox[2364]"></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><em><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08525.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2413" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08525-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></em></h5>
<h5 style="text-align: center;"><em>Galera indo dormir feito “Sardinha em Lata”</em></h5>
<p> </p>
<p>Ao acordar as primeiras palavras do Nicolau: “Acho que estou com o Cordão do Torre nas costas.”</p>
<p>Muita neve se acumulou na lateral da barraca, o vento parecia querer levar tudo que estivesse no glaciar, mas mesmo assim foi uma noite agradável e quente, até porque éramos 3 em uma barraca para 2. Acordamos sem muito saber o que iríamos fazer, se iríamos continuar com nossa idéia ou se iríamos abortar e voltar para casa, ou ate mesmo ir ao refugio Gorra Blanca para conhecer. Felipe sabiamente deu a opção de simplesmente sair, sair e ver como iríamos nos comportar do lado de fora da barraca com aquele vento. Se a gente desse conta de desmontar a barraca sem maiores problemas e iniciar a caminhada rumando o Gelo Continental, continuaríamos e se não &#8230;&#8230;.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC085281.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2385" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC085281-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Acordando</em></h5>
<p> </p>
<p>Saímos da barraca e o sol esquentava nosso corpo, mas o vento ainda insistia em soprar forte e dificultar a desmontagem da barraca, mas também somos insistentes e em pouco estávamos com as mochilas montadas e decidir pra onde ir não foi difícil.</p>
<p>Rapidamente estávamos descendo o Passo Marconi em direção ao Gelo Continental, o sol forte e o vento que já estava bem calmo confirmava a previsão do NOAA de 8 horas de janela, ou seja, teríamos 8 horas para caminhar os quase 40 quilômetros de GELO.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"> </span> </p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08535.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2386" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08535-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Parada no Meio do Gelo Continental</em></h5>
<p> </p>
<p>Chegando ao que seria território Chileno paramos para tomar o que tínhamos derretido de água antes de sair da barraca. Lembrando que estávamos em cima de um Glaciar, ou seja, bem improvável de ter água derretida muito menos mineral. Tínhamos que estar o tempo inteiro tomando Gel e acrescentando o SUUM à água para repor os minerais e reidratar corpo.</p>
<p>O sol ajudou muito nessa parada&#8230; Foi um dos visuais mais incríveis e lindos que eu já tinha visto em toda minha vida.</p>
<p>Mais uma do Nicolau: “Essa é a parda mais irada que já fiz em toda vida”. (ele não sabia o que estava por fazer, ver nos próximos cap.)</p>
<p>Voltamos a andar ainda com o sol, mas antes do <em>Circo de Los Altares</em> o vento voltava a bufar com força. Ainda controlávamos nosso corpo e por muitas vezes deixávamos ser levados. Ainda bem que o vento soprava ao nosso favor os famosos ventos oeste da Patagônia pode jogar um corpo de 80 quilos metros de distancia.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08542.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2387" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08542-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08543.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2388" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08543-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Solidão Branca</em></h5>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08545.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2389" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08545-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Circo de Los Altares – Torre parcialmente tampado</em></h5>
<p> </p>
<p>Ao passar pelo Circo cogitamos a possibilidade de parar e esquentar uma água para um mate, chegamos a tirar a mochila e o fogareiro, mas em poucos segundo percebemos que isso era uma completa idiotice e deveríamos tocar nos contentando apenas com uns goles de SUUM e uma Barra de Proteína.</p>
<p>Uma nuvem negra vinha de noroeste e outra branca e carregada vinha de oeste, já avistávamos a ponta rochosa do outro lado do glaciar, onde supostamente sairíamos do gelo. Pensamos em dar mais uma paradinha rápida, mas nem isso foi possível, juntamos os 3 para dar uma orientada pelo GPS e me veio: “Eu não paro de andar enquanto  não chegar naquele braço de pedra&#8230;. vou chegar lá antes que aquilo (a nuvem) chegue em mim.”</p>
<p>Estávamos acabando de atravessar o Gelo, já tínhamos passado pelo<em> Torre</em> e pelo <em>Cordão Adela</em>, margeávamos o<em> Co. Murallon Del Viedma</em>, já avistávamos o <em>Glaciar Viedma</em> e era hora de <em>destrepar</em> do Glaciar.</p>
<p>Teoricamente isso seria fácil, mas não foi. Chegamos a um lugar onde de um lado tinha uma morena muito íngreme e toda irregular formada entra a parede de rocha e o glaciar, do outro uma parede de gelo vertical com mais de 20 metros para baixo e no meio um labirinto de <em>Seracs</em> (grandes blocos de gelo e neve soltos) que julgávamos perigosíssimo.</p>
<p>Bem, se não tem tu vai tu mesmo. Entramos pelo labirinto e tomei um perdido, o Nicolau seguiu por outro caminho e foi ganhando a saída ate que botou o pé na terra. De seguida veio mais uma frase dele. “Estamos vivos maluco”. Mal sabia ele que a roubada estava pela metade.</p>
<p>Saindo do Glaciar o vento estava mais calmo, nosso objetivo era a <em>Laguna de los Esquies</em>, mas já estávamos cansados e quase paramos no primeiro lago que vimos. Uma força de vontade que não sei da onde veio, nós vez andar um pouco mais e chegar ao nosso objetivo.</p>
<p>Um lugar abrigado por um bloco de pedra e uma parede de pedras empilhadas protegia a barraca dos fortes ventos.  Mesmo com o vento mais fraco montar a barraca não foi uma tarefa muito fácil. E assim passamos mais uma noite.</p>
<p>“Só pra variar” acordávamos já com o horário bem avançado e mais uma vez saímos do acampamento pra lá das 10 da manha. O vento não estava forte, mas foi só andar alguns metros e ganhar um pouco de altura que vento voltava a soprar forte.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08560.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2391" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08560-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Acampamento da Laguna de los Esquies</em></h5>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08562.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2392" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08562-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Iniciando nosso Terceiro e ultimo dia de caminhada</em></h5>
<p> </p>
<p>Nesse ponto o GPS não ajuda muito e os marcos são escassos, tomamos um perdido e de longe vimos uma trilha mal marcada nas morenas, um corte que nos indicava que alguém já tinha passado ali e pra lá fomos. Era uma morena de cascalho pequeno, andar nisso é o mesmo que dar 3 passos pra frente e dois pra trás e quando ganhamos ainda mais altura percebemos que a <em>Laguna Ferrari</em> estava bem abaixo da gente e pelo mapa e GPS a trilha deveria passar lá em baixo.</p>
<p>Decidimos seguir entendemos aquilo como um corta caminho que nos levaria direto ao<em> Passo del Viento</em> e assim foi. Foi sendo jogado de um lado para o outro pelo vento ate o Passo, muitas vezes tínhamos que deitar pra não ser jogado morena a baixo pelo vento.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08567.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2393" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08567-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Sendo jogado de um lado para o outro pelo vento</em></h5>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08577.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2394" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08577-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Na virada do Passo del Viento</em></h5>
<p> </p>
<p>Ao passar pelo Passo del Viento sentamos para comer e descansar, pois ainda teríamos uma bela pernada pela frente. Descer uma morena interminável, cruzar mais um glaciar pequeno, mas que deu trabalho no <em>destrepe</em>, achar e passar a tirolesa, para ai sim chegar a <em>Laguna Toro</em> e respirar aliviados.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08586.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2395" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08586-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Tirolesa que passava por cima de um rio caudaloso</em></h5>
<p> </p>
<p>Da Toro até Chalten foi uma passo atrás do outro sem para muito para pensar, parávamos por esgotamento físico mesmo, já bem próximo a cidade os metros viraram quilômetros a noite veio e enganava nossas intuições e percepções.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08589.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2396" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08589-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Entrando na floresta após dois dias de Glaciar</em></h5>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08590.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2397" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08590-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Acampamento Toro</em></h5>
<p> </p>
<p>Só lembro de uma hora pra outra estar com o pé no asfalto e logo depois sentado no bar do Sebas tomando uma cerva e comendo um sanduba que ele fez especialmente pra gente.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08607.jpg" rel="lightbox[2364]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2398" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC08607-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Dois dias depois no Bar do Sebas para a despedida do Seblen</em></h5>
<p> </p>
<p>No Dia seguinte ficamos sabendo que a Kika e o Seblen tinha ido logo atrás da gente numa logística completamente diferente. Eles pegaram um tempo horrível, mas essa historia só eles podem contar !!!</p>
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		<title>Invasão de pinus na serra do Mar paranaense: o caso de uma ameaça ameaçada</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 11:10:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minimo Impacto]]></category>

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		<description><![CDATA[A “praga” chamada pinus O tema “invasão” ou “contaminação biológica” é assunto atual e tratado pelos diferentes meios de comunicação sob os mais variados enfoques. Organizações não governamentais encontram um... <span class="meta-more"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/invasao-de-pinus-na-serra-do-mar-paranaense-o-caso-de-uma-ameaca-ameacada">Continue lendo &#187;</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p style="text-align: justify;"><strong>A “praga” chamada pinus</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O tema “invasão” ou “contaminação biológica” é assunto atual e tratado pelos diferentes meios de comunicação sob os mais variados enfoques. Organizações não governamentais encontram um campo fértil para atuarem em defesa de uma Natureza mais pura. Grupos se unem para pressionar a sociedade e o Estado num mutirão pela limpeza do mundo. Jovens sensibilizados passam, com facilidade, a usar os jargões ecológicos e se somam àqueles que discursam sobre os potenciais riscos das mudanças causadas pelas chamadas invasoras. Os argumentos sobre os perigos imediatos, futuros, expressos ou ocultos resultam em preocupações que absorvem quase toda a atenção dos militantes. Contudo, pouco se encontra na literatura sobre resultados práticos de controle destas invasoras no Brasil; são propostas de difícil implementação e, ainda, de questionável eficácia, quer pela prescrição de eliminar as florestas plantadas, ou quer por criação de barreiras com vegetação nativa para evitar a disseminação de sementes (ZANCHETTA &amp; DINIZ, 2006; ZANCHETTA &amp; PINHEIRO, 2007; ZILLER, 2000)</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1895"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Durante uma reunião no Parque Nacional do Itatiaia, boa parte dos participantes ficou assombrada com o número de árvores de espécies exóticas junto às antigas moradias, na parte baixa do parque onde ocorre a floresta Atlântica (imagino daqueles que, nas altitudes da serra do Mar, se esforçaram para reproduzir ambientes europeus para seus finais de semana). Numa conversa com Léo Nascimento, à época chefe do parque, questionando-o, expressei minha convicção que as coníferas (plantas que produzem cones ou pinhas) exóticas do local estariam sempre limitadas àquelas que foram plantadas, regadas, adubadas e cuidadas. Com sua resposta, ele reforçou minha colocação e complementou dizendo que o tema não era um problema que merecesse atenção dos técnicos; diferentemente dos cachorrinhos e gatinhos que continuam perambulando pela região sem qualquer possibilidade de controle e, pelo que se saiba, não são taxados de invasores.</p>
<p style="text-align: justify;">Cortar uma árvore é, para nós humanos, mais aceitável que matar um cachorro ou um gato, apesar destes, sem nenhuma dúvida, provocarem danos apreciáveis à Natureza. São considerados pragas e preocupam os técnicos que cuidam das nossas unidades de conservação ou aqueles que lidam com animais silvestres sensíveis a contrair as mesmas doenças das domesticadas mascotes. Para quantificar os efeitos danosos destes animais ou “turistas exóticos”, lembro da enquête, realizada na América do Norte por um veterinário. O veredicto final com condenação eterna foi para uma gata que, na melhor das intenções em agradar seus donos, trouxe de presente mais de 250 pequenos animais durante um ano, entre esquilos, ratos, coelhos e uma variedade de aves.</p>
<p style="text-align: justify;">Eliminar as árvores destas espécies exóticas que invadem nossa paisagem parece não ser sempre uma boa idéia. Quando as obras de engenharia, depois da passagem dos poderosos tratores, deixam rampas ou taludes sem qualquer condição (de solo) para que nossas espécies verde-amarelas colonizem é, ao meu ver, positivo quando uma outra espécie qualquer consegue colonizar. Pode-se até dizer que para a integridade da estrada, de bens, pessoas e para o fluxo continuo do tráfego, as plantinhas de pinus que crescem nestes taludes são uma benção, além, é claro, do benefício direto para os cursos d’água e canais de drenagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Há também outras situações em que o corte das invasoras é contraproducente e uma atitude pouco inteligente. No caso de pastos ou áreas agrícolas abandonadas que podem, sem qualquer esforço, ir sendo colonizados e no futuro garantir ao proprietário meio falido uma alternativa de renda, além de uma melhor proteção do solo e infiltração de água, é outra benção indiscutível.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, existem situações em que o estabelecimento de plântulas, que se transformam em árvores em poucos anos e logo iniciam a luta pela sobrevivência com a produção de sementes, é fato que deve preocupar a todos. Naquelas condições em que a vegetação natural é de baixo porte, onde não há muita limitação de luz, permitir o estabelecimento de plântulas de pinus é algo a ser reprovado veementemente (ZILLER, 2000).</p>
<p style="text-align: justify;">A ameaça potencial de plantas ou animais exóticos e invasores é assunto constante para a comunidade científica internacional, pois é de escala planetária e de um impacto estimado que causa preocupação (IUCN, 2000). A descaracterização do meio pelas invasoras é considerada como uma das causas mais significativas para a extinção de espécies, e seus efeitos no sistema biológico podem, até, ser comparados àqueles causados por mudanças climáticas (MACK et al., 2000; WESTBROOKS, 1998).</p>
<p style="text-align: justify;">Esse alerta continua pouco ou nada considerado pela sociedade e Estado. O plantio de exóticas, com potencial invasor, continua sendo feito sem qualquer controle, não há avaliação de riscos e nem responsabilidade sobre os prejuízos. No meio rural, existe, porém, uma regra simples, prática e lógica: as vacas é que devem ter seu movimento restringido, as plantas que elas comem não se mexem. Assim deve ser encarada a situação. Se eu produzo sementes que vão longe, nascem e atrapalham meu vizinho, devo ser tão responsável quanto o dono dos animais que, sem terem seu movimento controlado, comeram meu milho.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A ameaça do pinus na serra do Mar paranaense</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Porém, como nem o produtor das sementes (o poluidor) e nem o Estado tomam qualquer providência, sobrou para pessoas e organizações fazerem o alarde do desastre que está por vir. Foi com esta convicção, de um desastre ambiental, que um aluno meu, Rodrigo Zeller, andarilho de montanhas, engenheiro florestal, paulista, quase M. Sc. em Ciências Florestais e companheiro de caminhadas noturnas, não parou de me atormentar, já há quase 4 anos, sobre sua firme intenção de limpar as montanhas da serra do Mar no Paraná das árvores de pinus, que se instalam em ambientes de vegetação mais aberta e sem qualquer permissão.</p>
<p style="text-align: justify;">Não poupando esforços, inverteu a posição e passou a cobrar de mim um treinamento básico e a preparação do espírito. Durante algum tempo tive que decorar o nome de uma dezena de picos e montanhas e escutar sobre a <em>logística</em> que deveríamos adotar para realizar a missão. Ciririca, Itapiroca e seu análogo Taquapiroca, Taipabussu e Tupípia eram nomes de picos que eu devia ter na ponta da língua além de um mapa mental da tal serra do Ibitiraquire (ou Ibitiraquiri), onde fica o ponto culminante do sul do Brasil (pico Paraná). Tive até que subir parte do Caratuva e deixar meu depoimento escrito no morro Sete para ter o aval sobre minha capacidade física.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não era naquela época que a pena de morte seria aplicada às invasoras estrangeiras. Meu pupilo começou a sofrer da coluna e ficou sem seu divertimento de subir montanhas por vários meses graças a uma cirurgia. Eu fiquei, tenho que confessar, feliz por não ter que enfrentar a “morraria”. Tão logo se refez praticando seus exercícios de alongamento, a história recomeçou &#8211; “Eu posso subir várias vezes para levar gasolina e óleo, todo o <em>rango</em> e material de trabalho, escondo tudo muito bem e o trabalho será só o de subir com a motosserra, facão e machado e dar cabo de tudo”. A constância deste sonho era tanta que já não dava mais para ignorar a situação em que me via metido.</p>
<p style="text-align: justify;">Quase toda a semana havia notícias frescas sobre o tamanho da infestação, sobre as possibilidades de trabalho nos morros e sobre as estratégias imaginadas. Contagens e croquis eram complementados com informações sobre trilhas, sobre o tamanho das árvores, idade estimada, distribuição no campo, entre outros. Até referências sobre árvores que haviam sido cortadas com machado, facão ou aneladas (retirada da casca viva em toda a circunferência na base da árvore) enriqueciam e fomentavam ainda mais a firme idéia do Rodrigo de exterminar as invasoras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A avaliação da situação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, em novembro de 2007, o Rodrigo eu e Gottfried, um aluno que precisava ser trazido mais para a vida acadêmica, demos início à missão subindo um morro com o nome de Camapuã (origem Tupi Guarani e significa “seios erguidos”), uma meia bola de pedra maciça, com dois vizinhos distintos, o Camacuã e o Tucum, o mais imponente de todos. Tais montanhas estão a uns 55 km de Curitiba no sentido São Paulo pela BR 116, na localidade de Terra Boa, município de Campina Grande do Sul, PR (25<sup>o</sup> 15’ Sul e 48<sup>o</sup> 51’ Oeste).</p>
<p style="text-align: justify;">Já durante a subida minhas críticas se iniciaram e foram direcionadas para o traçado do caminho, especialmente quando se está subindo essa meia bola, a céu aberto, um vento que resseca até os ossos, e o fim, a uns 1.700 m de altitude, não “chega nunca”. Passamos a considerar a abertura de uma outra trilha para acessar a lateral do Camapuã (Figura 1), a parte com a maior quantidade de pinus, além da perspectiva e grande possibilidade de haver água pelas indicações de drenagem. Os desenhos e avaliações do novo acesso foram, além de enriquecidas graças ao conhecimento e experiência do Rodrigo, checados com imagens da espetacular ferramenta grátis da internet que é o Google Earth.</p>
<p style="text-align: justify;">Com essas avaliações, a decisão de montar acampamento na lateral do Camapuã foi imediata e sem discussão, fato que deu início ao planejamento detalhado e envolvente do nosso montanhista-mor. Curado da coluna, estava aflito por aniquilar todos os pinus que pudesse pôr os olhos na área em que, “atualmente”, ocorrem os campos de altitude.</p>
<p style="text-align: justify;">O atualmente é pelo fato de já ter havido uma vegetação diferente, ao menos em parte da área (TRAMUJAS, 2000). Encontramos muitos restos de arvoretas de canela-sassafrás e imbuia; só o cerne e as partes mais resistentes das raízes. Mais tarde descobrimos, de acordo com o seu Bento Milani, proprietário da chácara ao pé da serra até onde se chega de carro, que as encostas mais baixas dos morros Camacuã e Camapuã eram áreas de agricultura enquanto o seu avô ainda vivia, na década de 40. A vegetação era queimada repetidamente naquela época para melhorar a pastagem para o gado e nem as áreas altas do Tucum escaparam (segundo VASHCHENKO <em>et al</em>. (2007) a quantidade de fragmentos de carvão existente no solo indica queima). Mas, também disse que não foi uma boa idéia usar essas áreas remotas para o gado, pois as onças, suas vizinhas, logo perceberam a facilidade de obter uma refeição farta, macia, nutritiva e, em geral, sem risco e de graça. Após perdas significativas, removeram o gado e deixaram que a Natureza se resolvesse recompondo a vegetação.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/figura1.jpg" rel="lightbox[1895]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2186" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/figura1-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;"><em>Figura 1 – Localização dos picos Camapuã e Tucum, do local de acampamento e contorno das três áreas (ExEx 1 2 e 3) de onde foram eliminadas as árvores de plântulas de pinus e de área extra sem avaliação (contorno branco). Clique na imagem para ampliar</em></h5>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A preparação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com tudo planejado e organizado, Rodrigo e seu amigo Sidinei, agora nosso companheiro de aventura (que usa suas férias nessa empreitada de carregar carga pesada morro acima), sobem para levar em duas viagens quase 50 quilogramas de material (ver Anexo 1 e 2) para ser escondido por quase uma semana.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu havia pedido para o Rodrigo colocar um bilhete com um número de telefone e um nome de identificação para uma ligação <em>a cobrar</em> caso alguém encontrasse o “mochilão” e se servisse da nossa comida. Imaginando, quando a gravação pedisse identificação, o “filão” falaria – “Rango de Rei Rodrigo”. Porém, nosso guia-mentor abriu mão do recurso apostando na camuflagem adequada do mochilão para manter afastados os ratinhos e os ratões.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses dois trabalharam duro para achar um caminho, abrir uma trilha e demarcá-la. São aproximadamente 950 metros, com picada, passagens sobre pedras lisas, lugares muito úmidos e trilha sobre capim; isso tudo com mochilas nas costas e pouca prática no manejo do facão (ver tracejado na Figura 1). As bolhas nas mãos e pés atestaram o esforço, inclusive graças ao fardo extra de 4 hastes de bambu para estrutura da cobertura da nossa base, solicitadas por mim e que gerou alguma discussão.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, super orgulhosos do feito, discutem que esta deveria ser a trilha oficial (não ficaria surpreso se instalassem uma plaqueta com todos os dizeres próprios de uma inauguração) para aqueles que sobem esses morros, além de um outro bônus, que é a oferta (aparentemente) contínua de água fresca a menos de 50 metros da trilha e 5 minutos do acampamento – “água assim tão fácil é um caso raro nestas montanhas” afirma Rodrigo.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, não satisfeito com a visão que teve lá de cima, o Rodrigo sai bem cedinho num final de semana e sobe, como dizem os especializados “de ataque sem bivaque”, o morro Itapiroca. Toda a face norte do Tucum e do Camapuã pode ser devidamente apreciada deste ponto. Foram dezenas de fotos para evidenciar o óbvio; centenas de árvores e arvoretas espalhadas por uma variedade de ambientes com alta declividade e de acesso difícil (Figura 2).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/figura2-ok.gif" rel="lightbox[1895]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2188" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/figura2-ok-300x222.gif" alt="" width="300" height="222" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<h5 style="text-align: center;"><span> </span><span><em>Figura 2 – Vista do morro Camapuã e da lateral da área trabalhada com linha de árvores de pinus (em primeiro plano se destaca um colmo de um pequeno bambu conhecido por caratuva – Chusquea mimosa). Clique na imagem para ampliar</em></span></h5>
<div><span> </span></div>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Início da expedição de extermínio</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com a base definida e abastecida, dia 12 de fevereiro de 2008 se deu início à tão almejada expedição extermínio, ou apenas “ExEx” como passamos a chamar. Para não se perder a hora, vários artifícios foram empregados, relógios, celulares, serviço telefônico de despertador e até ligações de outras pessoas relembrando e reforçando os rígidos horários pré-estabelecidos. Das 04:40 até as 05:10 todos do grupo (Sidinei, Murilo, Rodrigo e eu) já estavam acomodados na resistente Variant 1972 de propriedade do Rodrigo. Automóvel que tinha voltado recentemente de uma viagem (em duas etapas) de mais de 10.000 km quando foram visitados 8 parques nacionais para o seu trabalho de mestrado.</p>
<p style="text-align: justify;">A rigidez nos horários, para um nível de segurança aceitável, foi tal que conseguimos chegar na base da serra cerca de 25 minutos antes de amanhecer o dia. Tivemos, portanto, que esperar clarear um pouco para iniciar a subida, após desmontar a motosserra e acomodá-la na já pesada mochila do Murilo; este é um companheiro que merece uma condecoração (eu já defendo, para a nova trilha, o nome “trilha do Baiano”, apelido do Murilo por sua constante e marcante presença na Chapada Diamantina). Com uns 14 ou 15 kg nas costas, esse aluno do Curso de Engenharia Florestal da UFPR alcançou o acampamento com o Rodrigo em menos de 3 horas.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu e o Sidinei, mais velhos e menos aflitos, fomos passeando e olhando as aves, os insetos e aranhas, as flores-do-abismo, os cogumelos orelha-de-pau, pequenas orquídeas, o resto das flores de bambus, musgos e bromélias coloridas, a paisagem em geral e, naturalmente, com paradas regulares para descansar, conversar, tomar água e fumar um cigarro. Neste “passeio” usamos mais de 4 horas, abuso que resultou em mais impaciência e aflição.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A matança é deflagrada</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Cinco horas após deixarmos o carro já estávamos com o acampamento montado, mochilas descarregadas, motosserra abastecida, facões e machado afiados, garrafões de 5 litros cheios de água fresca, cardápio final definido, almoço preparado no fogareiro à benzina, café sem açúcar e prontos para iniciar a batalha contra as alienígenas.</p>
<p style="text-align: justify;">Um pouco pelo cansaço e outro tanto pela excitação que o resultado final nos causaria, deixamos de avaliar adequadamente a quantidade e proporção de árvores para motosserra e outras ferramentas (facão, machado, pés e mãos). Mais ainda, eu havia decidido anteriormente que, para se ter uma base de dados mais palpável, deveríamos estabelecer algumas parcelas para aferição do tempo gasto, idade, dimensões, número de árvores, etc. Porém, quando começamos a derrubada, de imediato abandonei a idéia devido ao tamanho das árvores, à distância entre elas, à dificuldade de se estabelecer um percurso mínimo e ideal e ao tempo necessário para estabelecer limites, além de quase sempre subestimarmos o número real de árvores (ver Figura 3 do Anexo 3).</p>
<p style="text-align: justify;">Mais ainda, se fôssemos estabelecer parcelas e um rigoroso controle na coleta de informação, teríamos que percorrer muitas vezes o local e provocar maiores danos à vegetação. Como a Natureza (em função da vegetação dos campos de altitude, do solo raso sobre base rochosa e com elevado escorrimento superficial) é muito sensível, procuramos evitar um pisoteio demasiado e a formação de carreiros para não provocar a morte da vegetação e acelerar o processo natural de erosão. Decidimos que nossa base numérica seria toda a lateral do Camapuã até a cota se transição em que os campos se tornam campo sujo ou floresta, com todas as árvores contadas e idades anotadas. Usando-se por base o mapa da Figura 1, chega-se a uma área de uns 35 hectares, consideradas as 3 “expedições de extermínio”.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta tarde e em 4 horas cortamos 205 árvores, sendo 130 com motosserra. Apesar de as árvores serem muito cônicas, copa ampla e galhos grossos desde baixo, o que chamou a atenção é o resultado do efeito do vento dominante que molda a copa para um lado e causa reação na madeira (lenho de compressão). Tal fato me alegrou porque todas as árvores já estavam naturalmente desequilibradas, o que facilitaria a derrubada. Porém, para meu desgosto, neste primeiro dia, o vento era em sentido contrário ao dominante e fazia com que eu tivesse que empurrar a maioria das árvores; fato que não ocorreu nos dois dias seguintes – bastava um único corte para tombar a árvore (não era necessário seguir técnicas de derrubada como abertura de boca de queda ou corte até 1/3 do diâmetro; casos raros, em menos de 5 % delas).</p>
<p style="text-align: justify;">Como eram árvores pesadas (copa e galhos), o risco de prender a lâmina (sabre) da motosserra era alto. Contudo, apenas duas vezes isso ocorreu e pudemos, em dois, empurrar a árvore do nível do solo. Algumas vezes, em menos de 5 % dos casos, os galhos do lado oposto à queda foram cortados para aumentar o já natural desequilíbrio. Numa destas, um galho pesado e desobediente empurrou a lâmina da motosserra (sabre) contra o meu joelho causando um corte superficial por 3 dentes da corrente logo abaixo do osso achatado do joelho. Além dos calos e bolhas nas mãos, o Murilo fez um pequeno corte com facão no punho.</p>
<p style="text-align: justify;">Como mesmo o paraíso não é eterno, à noite caiu um temporal quando estávamos prontos para dormir. Lá pelas 10 da noite o Murilo já dormia molhado e enrolado numa lona plástica (uma proeza que deixou todos com inveja), à meia-noite o Rodrigo, ainda bem seco, foi se arrumando no seu saco de dormir de plumas de ganso e eu e o Sidinei ficamos até as duas da madrugada “de plantão” (fumando, bebendo e conversando) até que não fosse mais necessário segurar a lona para bloquear a chuva. Graças a esse começo, dá para se dizer que o resto da madrugada foi excelente!</p>
<p style="text-align: justify;">O segundo dia começa meio devagar, precisamos secar a roupa e esperar o sol atrasado aparecer por trás do Camapuã. Assim, só lá pelas 9:30 da manhã que começamos a trabalhar. Murilo e Rodrigo descem a face leste e retornam pela noroeste derrubando (anelam algumas) cerca de 35 árvores. Eu e o Sidinei seguimos pela face oeste ampliando a faixa livre de pinus, descemos até onde a vegetação se torna mais arbustiva e densa (transição) e terminamos lá pelas 13:00 com 59 árvores agonizando no chão.</p>
<p style="text-align: justify;">À tarde partimos para a derrubada às 15:00, após uma refeição extremamente energética à base de “Cup Noodles”. Desta vez o Murilo foi comigo e cortamos 72 árvores até as 18:30. Voltando para o acampamento, já nos orgulhávamos do impacto que causamos na paisagem, com uma boa faixa livre de pinus na face oeste do Camapuã.</p>
<p style="text-align: justify;">O Rodrigo e Sidinei foram para a parte maior do Camapuã, fora do polígono definido para essa empreitada (área delimitada em branco). Queriam ter uma idéia mais precisa de qual era o nível de infestação e aproveitaram para cortar e arrancar 135 árvores no total, pouco menos de 1/3 foi arrancado com as mãos; mudinhas de 1 ou 2 anos, e o resto com facão ou machado.</p>
<p style="text-align: justify;">As plantinhas com menos de 1 m são arrancadas com facilidade do solo que, em geral, é bem raso (segundo VASHCHENKO et al. (2007) é de uns 14 cm de profundidade em média), o sistema radicial é pequeno e sem raiz principal (pivotante), que é substituída por raízes laterais. Em geral, as plantas são mais altas do que aparentam na paisagem, pois o capim cobre cerca de 30 cm ou mais da altura do caule; o que às vezes dificulta a visualização dos filhotes alienígenas no relevo movimentado e mesmo em campos limpos.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles voltaram tarde da noite, lá pelas 20:00, quando eu e o Murilo já estávamos com os garrafões de água abastecidos e a caipirinha pronta. Dormimos bem, protegidos da chuva e vento, fogo queimando cerne de canela sassafrás e um céu de fazer os sonhadores ficarem acordados até tarde da noite; o morro já estava se transformando e a vista ia se tornando mais agradável.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta noite já havíamos decidido que só agüentaríamos mais um dia, enquanto ouvíamos as lamentações do Sidinei sobre o fim das suas férias! Até os mais acostumados a subir morros já pagavam o preço da empreitada, bolhas e machucados nos pés, além de dezenas de espinhos decorando as mãos sem qualquer respeito pelos meridianos e pontos exclusivos da acupuntura. Jovens de cidade e um professor de 52 anos não servem para serviço pesado.</p>
<p style="text-align: justify;">No terceiro dia descemos juntos, lá pelas 9:30, a face oeste-sudoeste junto à drenagem que existe no Camapuã e por onde passa a nova trilha. Foram 75 árvores com motosserra e mais 44 de facão ou machado. Chegamos quase até a cota de transição, quando a vegetação se torna mais densa e as alienígenas mais espaçadas, o que dificulta o trabalho e cansa ainda mais os exterminadores já exaustos.</p>
<p style="text-align: justify;">Nosso trabalho voluntário e amador resultou em 625 plantas invasoras a menos. Tirando as 135 árvores de fora do polígono, derrubamos 490 pinus, cerca de 330 com motosserra e deixamos parte do Camapuã (área delimitada em verde) praticamente livre, com exceção de algumas árvores junto ao acampamento graças a um enxame de abelhas à procura de abrigo. Esse rendimento expressivo em relação às investidas subseqüentes se deveu não só às condições de tempo favoráveis, mas também à proximidade dos locais de corte em relação ao acampamento (nas investidas seguintes caminhávamos até uns 400 metros ou mais para começar a derrubada).</p>
<p style="text-align: justify;">Pelas 2 da tarde já havíamos almoçado e iniciávamos o desmonte do acampamento e o armazenamento do que sobrou. Descemos fácil com mochilas leves e terminamos o dia com uma cervejada e uma medíocre lingüiça frita (ao custo de 30 reais extra contabilidade da ExEx), muita risada e um descarrego por nada de grave ter acontecido.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao final do lanche, já havíamos decidido quais seriam os próximos passos. Assim, Rodrigo e Sidinei (agora livre só no final de semana, já que as férias haviam acabado) subiram mais uma vez para levar uma lona maior (5 x 8 m) e reabastecer o armazém para 5 pessoas. Acertamos que, devido à distância do acampamento até o local de trabalho, seria vantajoso que um dos voluntários ficasse no acampamento para descansar, cuidar da limpeza e arrumação da tralha, abastecer-nos de água e deixar encaminhada a refeição para os outros trabalhadores braçais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A segunda investida</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A segunda expedição e o período de 3 dias que se seguiram foram sob chuva constante, frio e ventos que mantinham as gotas em movimento horizontal, além de arrebentar cordéis, estais, ilhoses, arrastar tocos e deixar todos meio surdos pelo barulho das lonas sacudindo noite e dia. Uma experiência para dar o devido valor à cama quente e seca e ao silêncio noturno e expressa no pesadelo que um de nós teve, mesmo sabendo que o nosso fogo estava perfeitamente contido por pedaços úmidos dos corpos das alienígenas. Ainda meio dormindo, ele acordou todos com uma gritaria desesperada acerca do morro estar pegando fogo; resultado de uma única vez que o céu abriu para mostrar as luzes amarelas de Curitiba.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo sob essas condições e outras, como torcer meias, calça e camiseta para tirar a água excedente antes de vestir, conseguimos em cinco pessoas (o Sidinei foi substituído pelo David e Charles) derrubar em poucas horas trabalháveis dos dois últimos dias mais 115 árvores com motosserra e outras 24 com facão ou machado (área delimitada em amarelo). Além destas e aproveitando a oportunidade quando iniciamos a descida, também foram retiradas aproximadamente 50 árvores de todos os tamanhos de área fora do polígono (área delimitada em branco), inclusive várias árvores com mais de 20 anos, junto à nova trilha.</p>
<p style="text-align: justify;">Cinco dias depois o Rodrigo já está subindo de novo para complementar o cardápio e coletar dados com GPS para se ter idéia do polígono que define a área de campos de altitude e, conseqüentemente, a que estava prestes a ficar livre de pinus.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A batalha final &#8211; resultados, avaliação, necessidades e descanso</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Graças às péssimas condições do tempo durante a segunda investida, tivemos que subir mais uma vez a “morraria”. O Rodrigo pela “fissura”, eu pela promessa e o Murilo pelo companheirismo (graças aos céus) já subíamos o morro uma semana depois com a missão de dar cabo do que sobrou (área delimitada em azul). Com o tempo ajudando, pudemos cortar em dois dias bem trabalhados mais 265 árvores, sendo a maioria com motosserra. Fora do polígono, o Rodrigo também eliminou mais 75 árvores na face norte. Mesmo com o tempo melhor, o rendimento mediano foi conseqüência, além da distância cada vez maior entre o local de acampamento e as áreas de trabalho, da dificuldade de andar, cortar e transportar a motosserra numa vegetação cada vez mais densa.</p>
<p style="text-align: justify;">As fotografias (ver Figura 3 e 4 no Anexo 3) dão uma idéia da paisagem original (até bonitinha para a Europa) e como ficou a lateral do Camapuã após esse trabalho voluntário de alguns que gostam de pôr a mão na massa. Pôr em prática o discurso significou eliminar (uma avaliação posterior revelou que parte das árvores ainda se mantém verdes e vivas, graças a uma tira de casca não cortada; um procedimento de corte pouco técnico), no polígono de aproximadamente 35 hectares, 894 árvores e plântulas (além de mais de 350 fora do polígono). A paisagem mudou tanto que agora apareceram grandes blocos de pedras decorando os “seios erguidos” de textura mais sedosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a contagem dos anéis (faixas de alta e baixa densidades que se alternam) de cada árvore eliminada, pode-se determinar que a idade mais comum foi a de 11 anos. Porém, isso não é suficiente para qualificar a dimensão das árvores. Como o ambiente em altitude é um tanto severo, o crescimento delas é bastante influenciado. Encontramos árvores de onze anos com apenas 16 cm de diâmetro e outras com até 35 cm na linha de corte. A árvore mais grossa era de uns 50 cm de diâmetro na linha de corte e a mais alta alcançava uns 12 metros.</p>
<p style="text-align: justify;">O corte destas invasoras de bom tamanho é, às vezes, difícil e perigoso quer pela acentuada declividade, quer pelo desequilíbrio causado pelo vento dominante ou, ainda, por estarem praticamente grudadas às rochas. E, em geral, eram essas mesmas que já estavam produzindo cones e distribuindo suas sementes. Como, também, era embaixo e ao redor de algumas delas que já havia filhotes alienígenas “nativos”.</p>
<p style="text-align: justify;">A Figura 5 representa a distribuição das 894 árvores (com idade determinada) nos anos em que se estabeleceram na lateral do Camapuã. Pode-se inferir que as condições de disseminação de sementes e aquelas necessárias para a germinação e o estabelecimento das plantinhas estavam perfeitas no ano de 1996, resultando em 37 % de todas as árvores eliminadas. Quando se consideram os anos de 1995 a 1997, o valor atinge 52 %; mais da metade das invasoras se estabeleceu em 3 anos num intervalo de 23 (incluindo-se 1994 e 1998 atinge quase 2/3).</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, independentemente se as condições foram ou não adequadas, a invasão parece ter dois momentos bem distintos. Enquanto no período de 1984 a 1993 a média de estabelecimento de plantas pinus foi de quase 10 por ano, a média de 1999 a 2006 se eleva para mais de 45 novas plantas a cada ano. Tal fato poderia indicar que antes de 94 havia pouca produção de sementes ou que a fonte estaria longe. Com o passar do tempo, alguma floresta próxima poderia entrar em produção depois de 98, intensificando a invasão. Tal tese, contudo, pouco se sustenta face ao número de árvores com 10, 11 e 12 anos, mais de 50 % do total. Essa explicação só poderia ser considerada se alguma floresta muito próxima, como se no vizinho, tivesse sido eliminada alguns anos após ter iniciado a produção de sementes. Deixamos registrado o fato na esperança que um curioso pesquisador busque, teste, comprove e proponha uma explicação plausível.</p>
<p style="text-align: justify;">A aritmética simples, de contagem de tempo de todos os envolvidos apenas na tarefa de exterminar as invasoras, resulta no total de 77 homens/hora ou 11,6 árvores por homem/hora e a um custo sem mão de obra de R$ 0,50 por árvore (gasto total ver Anexo 1). Naturalmente que esses valores não expressam a realidade completa, pois não foram contabilizados o tempo de subida e preparação (o Rodrigo subiu 10 vezes o Camapuã), o veículo, o material e equipamentos emprestados (Anexo 2), o risco envolvido, o esforço extremo de todos e os faraônicos custos dos vários impostos e taxas que o Estado nos impõem. Mas, se as outras 350 árvores cortadas fora do polígono fossem incluídas, o custo baixaria para R$ 0,37/árvore. Esses valores e nossas declarações mostram que é possível fazer algo em favor da natureza sem envolver recursos expressivos, quer monetários, de pessoal ou de tempo.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/figura5.gif" rel="lightbox[1895]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2189" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/figura5-300x237.gif" alt="" width="300" height="237" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;">
<h5 style="text-align: center;"><span> </span><span><em>Figura 5 – Distribuição do número de árvores de pinus por ano de estabelecimento na área trabalhada na lateral do morro Camapuã considerando 894 árvores. Clique na imagem para ampliar</em></span><span> </span></h5>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;">Além, de atender a um pedido romântico e nobre do meu aluno, foi também objetivo desta tarefa experimentar e tentar demonstrar que é viável e possível uma interferência naquelas condições. Mais ainda, agora que as grandes árvores foram retiradas, uma manutenção simples (de 2 em 2 anos, por exemplo) seria o suficiente para manter a área livre das invasoras. Em tal intervalo de tempo, as mudinhas de pinus podem ser arrancadas com as mãos até por crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se fala em equipamento pesado (machado, facão, foice), nenhum montanhista tem ouvidos. Eles primam por uma leveza etérea, mas as mãos eles sabem bem como usar. Como uma realização completa deste sonho romântico, agora emprestado, gostaria de ver um destes clubes de montanhismo adotar voluntariamente a tarefa de manter esses locais livres do pinus. A cada intervalo, uma gincana (com apoio de loja especializada, para uma publicidade) poderia ser organizada para dar a emoção que tanto buscam. A equipe que trouxesse mais filhotes alienígenas iria para o quadro de honra que homenageia aqueles que mantêm os campos de altitude limpos, para seu próprio deleite também.</p>
<p style="text-align: justify;">De “ataque sem bivaque”, os exterminadores (Rodrigo, Sidinei, Murilo e Davi) conseguiram limpar a parte maior do Camapuã (fora do polígono), retirando mais de 350 árvores. Uma estimativa visual, por contagem direta e por contagem em fotografias resulta em algo como umas 350 grandes árvores ainda vivas no resto do Camapuã e no Tucum (estimativa que não deve incluir as pequenas que se perdem na paisagem). Porém, essas remanescentes então em grupos distanciados e em locais de mais difícil acesso (Figura 6). Qualquer ação contra essas invasoras exigiria especialistas, montanhistas de elite, daqueles que olham a montanha como mais um maravilhoso desafio. O deslocamento por aquele tipo de terreno exige força, calma, equipamento adequado, coragem e experiência, qualidades estranhas a nós.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/figura6.jpg" rel="lightbox[1895]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2190" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/figura6-300x230.jpg" alt="" width="300" height="230" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;">
<h5 style="text-align: center;"><span><em>Figura 6 – Vista parcial à meia encosta da lateral do morro Camapuã exemplificando situação de terreno, distância e ocorrência de árvores de pinus em grupos. Clique na imagem para ampliar</em></span><span> </span></h5>
<h5 style="text-align: center;"><span> </span></h5>
<p style="text-align: justify;">Agora, uma outra tarefa é a de diagnosticar o problema em toda a serra do Mar paranaense, na qual há mais de dez conjuntos, desde a serra Gigante, nas proximidades da divisa com o estado de São Paulo, até a serra do Quiriri, ao sul, na divisa com Santa Catarina. Mas não é em todos os conjuntos ou montanhas que há problemas com pinus. Por exemplo, na serra Gigante ou na serra da Prata, praticamente não há este tipo de problema. Os conjuntos que mereceriam mais atenção para se conhecer a realidade da invasão por pinus são o do Capivari, Ibitiraquire, Graciosa, Anhangava, Quiriri e, eventualmente, o da Igreja.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas demais serras, segundo o Rodrigo, não foi constatado este tipo de problema, apesar de já existirem outros, como a invasão por paina (esse capim que decora as laterais das rodovias e que pode ser eliminado com o uso de enxada ou enxadão, com a retirada e tombamento da touceira – essa é uma tarefa ainda mais difícil – ou com o uso de herbicida). E mesmo no Anhangava, graças às saídas para meditação e relaxamento, o Rodrigo e o Murilo já deram conta de mais de 30 árvores ou arvoretas de pinus, reduzindo ainda mais a infestação que é atualmente baixa.</p>
<p style="text-align: justify;">Ambientes íntegros e Natureza cruel são os prazeres gratuitos que todos os que sobem montanhas gostam de experimentar. Como são poucos que conseguem subir a infernal “morraria”, penso que muito desta tarefa de manutenção poderia ficar a cargo destes que se deleitam com a visão de cima, mesmo porque o Estado jamais deve ter expressado qualquer política eficaz que denotasse sua existência naquelas alturas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: justify;" lang="en-US">
<p style="text-align: justify;">IUCN – International Union for Conservation of Nature and Natural Resources. 2000<strong>. IUCN guidelines for the protection oh biodiversity loss caused by alien invasive species</strong>. 51<sup>st</sup> Meeting of Council.</p>
<p style="text-align: justify;" lang="en-US">
<p style="text-align: justify;">MACK, R. N. et. al. 2000. Biotic invasions: causes, epidemiology, global consequences and control. In: <strong>Issues in Ecology</strong>, <strong>5</strong>. 20 p.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">TRAMUJAS, A. P. 2000. A Vegetação de Campos de Altitude (Áreas de Refúgio) no Maciço Ibitiraquiri &#8211; Serra do Mar no Estado do Paraná. Dissertação (mestrado em Engenharia Florestal, UFPR) 134 p.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">VASHCHENKO, Y. et al. 2007. Solos e vegetação dos picos Camacuã, Camapuã e Tucum – Campina Grande do Sul – PR. <strong>Scientia Agraria</strong>, 8(4):411-419.</p>
<p style="text-align: justify;" lang="en-US">
<p style="text-align: justify;">WESTBROOKS, R. 1998. <strong>Invasive plants: changing the landscape of America: fact book</strong>. Federal Interagency Committee for the Management of Noxious and Exotic Weeds. Washington, DC. 107 p.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ZANCHETTA, D &amp; DINIZ, F. 2006. Estudo da contaminação biológica por Pinus spp em três diferentes áreas da estação ecológica Itirapina – SP. <strong>Revista do Instituto Florestal</strong>, <strong>18</strong>(1):1-14.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ZANCHETTA, D. &amp; PINHEIRO, L. S. 2007. Análise biofísica dos processos envolvidos na invasão biológica de sementes de <em>Pinus elliottii</em> na estação ecológica de Itirapina – SP e alternativas de manejo. <strong>Climatologia e Estudos da Paisagem</strong>, <strong>2</strong>(1):72-90.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;">ZILLER, S. R. 2000. <strong>A estepe gramíneo-lenhosa no segundo planalto do Paraná: diagnóstico ambiental com enfoque à contaminação biológica</strong>. Tese (doutorado em Engenharia Florestal, UFPR). 268 p.</p>
<p style="text-align: justify;">ANEXO 1 – Material, quantidades e custo para as operações ExEx 1, 2 e 3 na lateral do morro Camapuã para o corte de 894 árvores de pinus (e mais 350 fora do polígono)</p>
<h5 style="text-align: center;"><span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/anexo1.gif" rel="lightbox[1895]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2191" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/anexo1-174x300.gif" alt="" width="174" height="300" /></a></span><span> </span></h5>
<div style="text-align: justify;">
<h5 style="text-align: center;"><span><em>Clique na imagem para ampliar</em></span><span> </span></h5>
</div>
<h5 style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/figura3-vistaparcialaposcorte.jpg" rel="lightbox[1895]"></a></p>
</h5>
<p style="text-align: justify;">Anexo 2 – Relação de material próprio cedido para as operações Ex Ex1, 2 e 3 da lateral do morro Camapuã para o corte de 894 árvores de pinus (e mais 350 fora do polígono)</p>
<p style="text-align: justify;">Lona plástica de 2 x 2 m, lona plástica de 2 x 4 m, lona plástica de 3 x 4 m, lona plástica de 5 x 8 m, plástico (para o chão) de 6 x 4 m, mochilão, dois facões, machado, 50 m de fitilho, 30 m de cordel grosso, 40 m de cordel fino, 3 garrafões de 5 litros, lanterna, 3 m de bandagem, rolo de “silver-tape”, rolo de esparadrapo, água oxigenada, Merthiolate, algodão, agulha de costura, panela com tampa, faca de cozinha, prato de alumínio, marmita de alumínio, 4 colheres, porta filtro e filtro de café, garrafa térmica, 3 canecas, um copo de aço inox, GPS Etrex, fogareiro à benzina e VW Variant 1972 para transporte. Além destes, cada um levou sua mochila, saco de dormir, roupas extra e roupas de trabalho, material de higiene pessoal e colchonete (alguns levaram também máquina fotográfica, telefone celular, chocolate, amendoim e bolachas recheadas).</p>
<p style="text-align: left;">Anexo 3 – Fotografias das áreas trabalhadas no Camapuã evidenciando a quantidade de árvores de pinus e a paisagem após trabalho de derrubada</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/figura2-vistaparcial.jpg" rel="lightbox[1895]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2187" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/figura2-vistaparcial-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><em><span>Figura 3 – Vista parcial à meia encosta da área trabalhada na lateral do morro Camapuã. Foto: <strong>Rodrigo Zeller (clique na imagem para ampliar)</strong></span></em></h5>
<h5 style="text-align: center;"><em><span> </span></em></h5>
<h5 style="text-align: center;"><em><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/figura3-vistaparcialaposcorte.jpg" rel="lightbox[1895]"><img src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/figura3-vistaparcialaposcorte-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></em></h5>
<p style="text-align: center;">
<h5 style="text-align: center;"><em>Figura 4 – Vista parcial à meia encosta da área trabalhada na lateral do morro Camapuã após corte de mais de 80 árvores de pinus. Foto: Rodrigo Zeller (clique na imagem para ampliar)</em></h5>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">&#8212;</p>
<p style="text-align: left;">Por <strong>Carlos Firkowski</strong></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Association for Conservation</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 11:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conheça a Association for Conservation, uma iniciativa das marcas outdoor européias, fundada em 2006. Marcas como Deuter, Patagonia, Salomon, Lorpen, entre outras, se uniram para fazer alguma coisa em prol... <span class="meta-more"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/association-for-conservation">Continue lendo &#187;</a></span>]]></description>
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<p style="text-align: center;"><a href="http://www.eogconservation.org/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1931" title="mi_conservation" src="http://www.adventurezone.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/mi_conservation.jpg" alt="mi_conservation" width="357" height="134" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Conheça a <strong>Association for Conservation</strong>, uma iniciativa das marcas outdoor européias, fundada em 2006.</p>
<p style="text-align: justify;">Marcas como <strong><a title="Deuter" href="http://www.deuter.com.br" target="_blank">Deuter</a></strong>, <strong>Patagonia</strong>, <strong>Salomon</strong>, <strong><a title="Lorpen" href="http://www.lorpen.com.br" target="_blank">Lorpen</a></strong>, entre outras, se uniram para fazer alguma coisa em prol da conservação ambiental. A idéia é dar retorno a razão de sua existência, ou seja,  o mundo outdoor, afinal de contas todas essas empresas desenvolvem produtos para serem utilizados na natureza, em ambiente outdoor&#8230; Nada mais coerente do que dedicar algum tempo e dinheiro para a preservação desse ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;">Acesse o site e veja o que essas marcas estão fazendo para ajudar na proteção ambiental. Visite: <a href="mhtml:{CED02128-9F7E-418A-98CC-A8B692686F66}mid://00000165/!x-usc:http://www.eogconservation.org/">http://www.eogconservation.org/</a></p>
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		<title>Projeto Pedalar</title>
		<link>http://www.adventurezone.com.br/blog/projeto-pedalar</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 11:21:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bike]]></category>
		<category><![CDATA[Minimo Impacto]]></category>

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		<description><![CDATA[Assista ao vídeo do Projeto Pedalar, uma iniciativa de conscientização e fomentação do uso da bicicleta. Propostas como bicicletas populares subsidiadas, palestras e estações para ciclistas são sugeridas nesse projeto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p style="text-align: justify;">Assista ao vídeo do <strong>Projeto Pedalar</strong>, uma iniciativa de conscientização e fomentação do uso da bicicleta. Propostas como bicicletas populares subsidiadas, palestras e estações para ciclistas são sugeridas nesse projeto.</p>
<p><center><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="360" height="298" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/hfOVesarMms&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="360" height="298" src="http://www.youtube.com/v/hfOVesarMms&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></center></p>
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		<title>Deuter e Lorpen fecham parceria com Trilha Carioca</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 20:45:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deuter]]></category>
		<category><![CDATA[Lorpen]]></category>
		<category><![CDATA[Minimo Impacto]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[As marcas Deuter e Lorpen acabam de fechar mais um ano de parceria com a Trilha Carioca, uns dos principais eventos de enduro a pé no Brasil. Confira a notícia... <span class="meta-more"><a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/deuter-e-lorpen-fecham-parceria-com-trilha-carioca">Continue lendo &#187;</a></span>]]></description>
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<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: small;"> </span></p>
<div style="font-size: 14px; background-color: #ffffff; color: #000000;"><span style="font-size: small; font-family: Arial;">As marcas </span><span style="font-weight: bold;"><a title="Deuter" href="http://www.deuter.com.br/" target="_blank"><span style="font-size: small; font-family: Arial;">Deuter</span></a></span><span style="font-size: small; font-family: Arial;"> e </span><span style="font-weight: bold;"><a title="Lorpen" href="http://www.lorpen.com.br/" target="_blank"><span style="font-size: small; font-family: Arial;">Lorpen</span></a></span><span style="font-size: small; font-family: Arial;"> acabam de fechar mais um ano de parceria com a </span><span style="font-weight: bold;"><a title="Trilha Carioca" href="http://www.trilhacarioca.com.br/" target="_blank"><span style="font-size: small; font-family: Arial;">Trilha Carioca</span></a></span><span style="font-size: small; font-family: Arial;">, uns dos principais eventos de </span><span style="font-size: small; font-family: Arial; font-weight: bold;">enduro a pé</span><span style="font-size: small; font-family: Arial;"> no Brasil.</span></div>
<div style="font-size: 14px; background-color: #ffffff; color: #000000;"><span style="font-size: small; font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="font-size: 14px; background-color: #ffffff; color: #000000;">
<div><span style="font-size: small; font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="font-size: small; font-family: Arial;"><a style="color: #006699; text-decoration: none;" href="http://www.trilhacarioca.com.br/dest_2.html"><img class="aligncenter" style="margin-top: 20px; margin-bottom: 20px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_EFsJyzA6QdQ/S0XLpQZpRII/AAAAAAAAAk0/7tseFu1U3nM/s320/parceria-trilha-carioca-e-deuter-lorpen.jpg" border="0px" alt="Parceria entre Trilha Carioca, Deuter e Lorpen" width="355" height="320" /></a></span></div>
<div><span style="font-size: small; font-family: Arial;"><span id="more-966"></span><br />
</span></div>
<div><span style="font-size: small; font-family: Arial;">Confira a notícia n</span><span style="font-size: small; font-family: Arial;">o site </span><span style="font-size: small; font-family: Arial;"><a href="http://www.trilhacarioca.com.br/dest_2.html">http://www.trilhacarioca.com.br/dest_2.html</a></span></div>
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