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Alexandre Diniz fala sobre a Mostra Internacional de Filmes de Montanha

Alexandre Diniz, um dos diretores da 9d Produções, falou ao iMontanha sobre a Mostra Internacional de Filmes de Montanha, o festival que está levando às telas dos cinemas o que existe de melhor no mundo cinematográfico dos esportes de montanha.

Alexandre Diniz. Foto: Arquivo Pessoal

A Mostra Internacional de Filmes de Montanha, que já chega a sua 10ª edição, é o festival mais importante do Brasil do gênero. Alexandre Diniz, um dos diretores da 9d Produções, organizadora do evento, concedeu uma entrevista ao iMontanha e conta um pouco sobre a Mostra e sobre cinema de montanha.


1) Já são 10 anos desde a primeira Mostra. Como tudo começou?

Alexandre Diniz: Tudo começou quando resolvi começar a escalar. Daí para o CEB, diretoria do CEB, campeonato de escalada, abertura da temporada, Femerj… Mas foi através da Femerj que o realizador da World Tour do Banff no Chile fez o contato. E a Femerj perguntou para mim, que tinha acabado de montar a 9d Produções junto com o Guilherme Condé, se tínhamos o interesse de realizar o evento por aqui. Topamos. Acabou virando uma cachaça para mim.

2) Qual a expectativa para esta 10ª edição da Mostra?

Alexandre Diniz: Fazer 10 anos de festival já é um feito sensacional. Estou muito feliz com isso. E no ano de comemoração exibir um filme de montanha em película… Já estou mais do que satisfeito. De qualquer forma, espero que a galera da escalada encha o Odeon.  Comemorar sozinho não tem graça. Tem que ser lotado mesmo. E vamos para a festa comemorar mais ainda.

Em relação aos filmes…  Este ano está mais homogêneo. Tivemos poucos filmes inscritos, mas os selecionados estão meio que equiparados. Será um ano em que o público é quem decidirá realmente qual é o melhor.  O bom é que tivemos uma variedade de esportes maior do que nos outros anos. Espero que gostem da seleção.

3) Depois de sua experiência com “Caminho Teixeira”, existem projetos futuros na área de produção cinematográfica de montanha?

Alexandre Diniz: Estou com dois projetos. O primeiro é um documentário sobre o Mozart Catão. Já fiz contato com o Marco Catão (irmão do Mozart) que autorizou a prosseguirmos com o projeto. Assim que acabar o festival vou começar o roteiro. Só que dessa vez vou chamar um diretor para tocar o filme.

O outro projeto/idéia é mais audacioso. Fazer um longa da conquista do Dedo de Deus. Um Caminho Teixeira melhorado. Estilo Nanga Parbat. Nesse entraríamos como produtora. Estou buscando um bom roteirista para o para dar iniciar o projeto. Ainda não consegui ninguém tivesse tempo para desenvolver um argumento junto comigo e entrarmos nos editais de roteiro, para então desenvolver um bom roteiro e partir para a Lei do Audiovisual da ANCINE. Queria lançá-lo nos 100 anos da conquista do Dedo de Deus, em abril de 2012. Mas será impossível que isso aconteça.

4) A Mostra tem sido responsável por revelar alguns talentos. Isto pode ser entendido como uma recompensa também?

Alexandre Diniz: Com certeza. Há 10 anos atrás tínhamos apenas alguns filmes aqui no Brasil. Isso graças ao Eliseu Frechou com Terra de Gigantes e mais um outro que não lembro o nome. Hoje podemos dizer que temos uma produção nacional de filmes de montanha. E não é apenas de escalada.

Além de ter estar contribuindo com a cultura de alguma forma, venho abrindo espaço para outros artistas. Seja na fotografia, seja na literatura e, logicamente, no cinema. É muito gratificante ver os inúmeros prêmios que o Uruca (o Erick) ganhou no exterior. O próprio Ciclos que ganhou no ano passado, também foi premiado agora com um troféu no festival Coupe de Icare, na França. São filmes feitos para a Mostra que depois estão indo para fora mostrar o Brasil. O próprio Caminho Texeira foi selecionado agora para Festival International du Film de Montagne, também na França. Isso tudo já faz valer a pena o evento acontecer.

5) Houve alguma dificuldade em trazer o recém lançado filme Nanga Parbat para exibir na Mostra?

Alexandre Diniz: Bom, tirando convencer o Hans a falar o Messner, não. Assim, toda ação tem suas dificuldades. Mas o mérito maior de trazer o Nanga Parbat foi do Hans Rauschmayer. Ele que fez todos os contatos. Decidíamos juntos as ações, mas ele que conversou com a distribuidora, falou da Mostra e convenceu de liberarem para passar no Brasil. Coincidentemente foi para Berlim a passeio e foi pessoalmente na distribuidora. Até os tramites burocráticos que poderiam dar trabalho, foi facilitado pelo Instituto Goethe que trouxe o filme para nós. Em resumo, foi mais fácil do que eu esperava.

 

A 10ª Mostra Internacional de Filmes de Montanha acontece no Rio de Janeiro, dos dias 21 a 24 de outubro, no Cine Odeon. Serão quatro dias de exibições, com atrações nacionais e internacionais.

Confira a programação completa no site www.filmesdemontanha.com.br

Entrevista concedida ao iMontanha por Alexandre Diniz 

Arquivado em: Escalada, Montanhismo

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