Vulcão Tronador
Salve Galera ……..
Começo o ano MUITO feliz.
Dia 01/01/09 eu e Junior fizemos o cume Argentino do Vulcão Tronador…mas antes tenho que explicar como isso aconteceu.
- GRETAS!!!
Estava às voltas com o retorno da minha avó para o Rio, de dentro de um cyber procurava por vôos, quando escuto em belo português… “Arthur….”.
Era Adriana Lima que chegava com o Junior em Bariloche com destino ao Tronador. Eu já tinha desistido de escalar o Trona, pois meu grande parceiro de roubadas deu furo em cima da hora (É isso ae Thiagão … Plante agora….). Já tinha tirado o equipo de neve da minha mochila, mas alguma coisa no meu ouvido BERRAVA, “Leva essa parada maluco!!!”
DITO E FEITO
Minhas datas não batiam com as deles, mas após uma tentativa frustrada devido ao mau tempo a dupla teve que voltar de Pampa Linda para Bariloche e o que era dupla virou um trio. Juntei-me à galera e dia 30 estávamos caminhando para o Refugio Otto Meiling. Chegamos bem cansados devido às enormes mochilas e uma caminhada de quase 6 horas. Eu e Junior montamos a barraca e Adriana ficaria no Régio.
Caminhada para o Refugio Otto Meiling
Cume argentino a Direita e o Internacional a Esquerda
Aproveitamos para pegar umas dicas com os Guias. Eles afirmavam que não seria possível escalar os últimos 30 metros, pois estava sem neve, pedras grandes estavam rolando e fazia 3 meses que ninguém ia pro cume, mas mesmo assim deram boas dicas. Decidimos ir e conferir por nós mesmos.
Indo Brincar no Vale de Gretas. Tronador ao fundo
GRETAS!!!
Era dia 31 e uma festa se formava no régio. Não sabíamos se nós que éramos os doidos de estar em pleno dia 31 de dezembro nos preparando para subir a montanha ou se eles que eram doidos de fazer uma festa no Refugio, o único que tem ali e quem estivesse na montanha seria perturbado. Não foi apenas uma festinha de som baixo e dentro do refugio, a festa tomava todo o vale com fogos e tudo que uma festa de fim de ano tem direito.
Adriana ficou no refúgio, acho que não gostou muito da idéia das gretas. E as três e muito da madrugada eu e Junior estávamos iniciando a caminhada pelo glaciar. Ainda no escuro não é passível se orientar muito bem, voce sabe que tem um destino e aonde deve chegar e vai “jogando” com a montanhaAdriana ficou no refúgio, acho que não gostou muito da idéia das gretas. E as três e muito da madrugada eu e Junior estávamos iniciando a caminhada pelo glaciar. Ainda no escuro não é passível se orientar muito bem, voce sabe que tem um destino e aonde deve chegar e vai “jogando” com a montanha
Amanhecendo e um chá para calientar o corpo.
Chegávamos ao colo e depois era uma mega caminhada em uma crista até Chegar ao Filo de la Vieja, Contornando por baixo do filo e entramos num fale onde haviam uns Seracs monstruosos do nosso lado esquerdo que tronavam todo o tempo. Mas foi ali que amanheceu e paramos para tomar um pouco da energia do sol. O Junior teve que por um esparadrapo no calcanhar e eu morrendo de sono cai num cochilo acompanhado pelo Junior. Depois de uns 30 minutos acordamos renovados (lembrando que só tínhamos dormido 2 horas), parecia que tínhamos tirado toda uma noite de sono. Acordamos e toca logo isso antes que caia essa massa de neve em cima da gente.
Atravessando o vale que se forma entre o cume internacional e o Argentino, chegamos num mar de penitentes e a parti daí subimos a direita em direção ao cume Argentinos e sempre muito atentos com a possibilidade de alguma pedra rolar em nossa cabeça.
Mar de Penitentes antes do cume Argentino. Sempre atento às pedras que podem rolar
Logo que subimos os Penitentes chegamos na tal rimalla que o guia tinha jurado que não existia lá. Ali fizemos uma mega parada com 2 parafusos de gelo, um abalakov e uma ponte de gelo. Daí pra cima era encarar um lance de pedra solta e areia, em uma pedra tinha uma corda e um cordim enrolado protegendo o lance e depois entalei um cordelete em uma fenda e CUME.
Saindo da Rimailla para encarar o perigoso lance de predra solta.
Finalmente CUME
Contra tudo e contra todos estávamos no cume argentino do Tronador.
Gastamos um bom tempo no cume, e tocar para baixo já com bastante luz era fácil visualizar as gretas, mas com o sol e com o calor que fazia passar por cima de uma ponte tornou-se uma ação aterrorizante.
Rapel do Cume
Agora o Frey que me Aguarde…
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